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Esmagadora Campos Gerais: maior intercooperação da história do Paraná inicia suas operações

Com capacidade diária para 3,4 mil toneladas de soja, complexo industrial tem como sócias as cooperativas Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus

Por: Redação
17/08/2026 às 18h09 Atualizada em 17/08/2026 às 19h29
Esmagadora Campos Gerais: maior intercooperação da história do Paraná inicia suas operações
Esmagadora Campos Gerais: maior intercooperação da história do Paraná inicia suas operações

A Esmagadora Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa (PR), inicia as operações sob gestão das cooperativas em agosto. O complexo industrial tem como sócias a Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus, formando o maior projeto de intercooperação da história do Paraná. Juntas, as cooperativas reúnem aproximadamente 57 mil cooperados, 16 mil colaboradores, 2,1 milhões de hectares cultivados e faturamento anual superior a R$ 47 bilhões.

A intercooperação foi anunciada oficialmente no dia 17 de agosto, durante almoço com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, com a participação de representantes de todas as sete cooperativas que integram o empreendimento. O encontro marcou a apresentação conjunta do projeto, que amplia a atuação do cooperativismo paranaense na industrialização da soja e na agregação de valor à produção agropecuária.

A Frísia Cooperativa Agroindustrial será responsável por liderar a gestão do empreendimento, reforçando uma trajetória de pioneirismo em projetos de intercooperação. Para o superintendente da Frísia, Mario Dykstra, a união das cooperativas é fruto da capacidade do cooperativismo de desenvolver iniciativas cada vez mais estratégicas para o agronegócio.

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"Esse empreendimento demonstra a maturidade do cooperativismo paranaense. Sete cooperativas decidiram unir forças para investir na industrialização da soja, agregando valor à produção dos cooperados e mostrando que a intercooperação é um dos caminhos mais eficientes para fortalecer o cooperativismo. A Frísia tem orgulho de liderar essa gestão porque acredita nesse modelo e ajudou a construir iniciativas de intercooperação que hoje são referência no setor”, destaca.

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O complexo industrial, que anteriormente pertencia à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), foi assumido oficialmente pelas cooperativas em 1º de agosto. A produção teve início no dia 3 de agosto, já sob a nova gestão.

Localizada em um terreno de 58,08 hectares, a unidade é composta por uma estrutura ampla, que inclui área de recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas; área de preparação da soja; extração de óleo e farelo; degomagem e envase de lecitina; e refinaria. O complexo tem cerca de 200 colaboradores.

Segundo o especialista de Projetos e Novos Negócios da Frísia, Diego Miyasaka, a esmagadora terá como foco a produção de óleo de soja degomado, destinado predominantemente à fabricação de biocombustíveis, e farelo de soja voltado tanto ao mercado interno quanto à exportação, além de outros produtos como lecitina e casca de soja, utilizados em indústrias de alimentos destinados ao consumo humano e à nutrição animal.

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