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Cooperativas investem em agilidade e em sistemas integrados de monitoramento para garantir qualidade no pós-colheita

9ª edição da Conferência Brasileira de Pós-Colheita discutirá como melhorar processos para manter a qualidade do grão

Por: Redação
06/08/2026 às 10h34
Cooperativas investem em agilidade e em sistemas integrados de monitoramento para garantir qualidade no pós-colheita
Cooperativas investem em agilidade e em sistemas integrados de monitoramento para garantir qualidade no pós-colheita Foto Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

A produtividade continua sendo fundamental para a rentabilidade do produtor, mas hoje ela também está acompanhada de qualidade. Mercados internacionais estão valorizando atributos como teor de proteína e óleo, uniformidade dos grãos, rastreabilidade e sustentabilidade, além de colocarem restrições para sementes quarentenárias e/ou tóxicas. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), no acumulado de janeiro a julho as exportações brasileiras da oleaginosa devem alcançar 86,08 milhões de toneladas, cerca de 50% do total estimado da produção da oleaginosa, que é de 174,8 milhões de toneladas (IBGE).

Para atender estas demandas, as cooperativas vêm auxiliando os produtores nos processos de manejo ao longo de todo o ciclo da cultura.  As soluções aplicadas no pós-colheita serão tema na 9ª edição da Conferência Brasileira de Pós-Colheita, entre os dias 12 e 14 de agosto, em Carambeí (PR).

Alessandro Bueno, coordenador de Unidade de Grãos da Frísia Cooperativa Agroindustrial, explica que na prática o produtor precisa tomar decisões mais técnicas desde a escolha da cultivar, manejo da fertilidade do solo e nutrição das plantas até o momento ideal da colheita e armazenamento.

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“Diante desse cenário, o planejamento e o manejo correto na pré-colheita –  como o monitoramento do ponto de maturação, dessecação planejada – e na pós-colheita , composto por processos como secagem gradual, aeração controlada nos silos – são essenciais para manter a qualidade da produção”, afirma.

O coordenador ressalta que um ponto crítico é subestimar os cuidados pós-colheita. Explica que um grão produzido com alta qualidade pode perder valor rapidamente se a secagem, o transporte ou o armazenamento forem realizados de forma inadequada.

“A qualidade deve ser entendida como resultado de um conjunto de boas práticas, envolvendo planejamento, manejo técnico, monitoramento constante e investimentos em tecnologia ao longo de toda a cadeia produtiva. A Frísia tem investido em secadores modernos e sistemas de monitoramento nas unidades armazenadoras justamente para preservar a qualidade dos grãos e dar ao cooperado essa segurança”, afirma.

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Para Carlos Faria, coordenador de Operações de Grãos na Capal Cooperativa Agroindustrial, o foco deve ser evitar tanto as perdas qualitativas quanto as quantitativas, que muitas vezes são "invisíveis" e só aparecem no final do processo, na hora da conciliação do contábil com o físico.

“Na operação, sabemos que não conseguimos melhorar a qualidade original do campo e muito menos aumentar a quantidade, mas se não controlarmos os causadores, podemos gerar grandes prejuízos”, ressalta.

A agilidade na operação também contribui para a qualidade, Carlos Faria explica que ter condições para realizar a operação de forma rápida, desde o momento do recebimento da carga até o silo é fundamental. “Quando se pensa na agilidade na recepção, evitamos que cargas com umidade e impurezas fiquem paradas em ambientes favoráveis às perdas de qualidade e de peso, como em caminhões e moegas aguardando muito tempo”.

Pâmela Ahlert, coordenadora de qualidade na Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, ressalta que outro ponto importante é a classificação do grão assim que chega na unidade.

“É essencial fazer a classificação do grão, pois é preciso entender quais avarias o grão apresenta, se  está esverdeado e principalmente saber da sua umidade e das impurezas. A partir disso conseguimos traçar uma estratégia do que será feito. Ao segregar por nível de umidade, por exemplo, temos uma melhor eficiência no processo de secagem”, comenta.

Nos últimos anos, a tecnologia vem sendo uma aliada. Quando embarcada nos silos, ela auxilia no entendimento de como o grão chega e consequentemente quais os melhores cuidados para se manter a qualidade. Após o recebimento, a tecnologia auxilia diretamente no monitoramento. “Hoje temos ferramentas para gestão de silos, o que facilita na visualização do que tá acontecendo em cada silo da cooperativa. Temos um compilado de todas as informações das sete unidades da cooperativa e todo esse cérebro de qualidade fica na matriz, que passa a ter dados para tomar as melhores decisões”, completa Ahlert.

Conferência Brasileira de Pós-Colheita
No dia 13 de agosto, a qualidade dos grãos no armazenamento será tema de um painel e duas palestras na 9ª edição da Conferência Brasileira de Pós-Colheita. O evento, que será simultâneo com o XIII Simpósio Paranaense de Pós-Colheita de Grãos, é promovido pela ABRAPOS e realizado em conjunto pelas cooperativas Capal, Frísia e Castrolanda, acontece entre os dias 12 e 14 de agosto, no município de Carambeí/PR. Para mais informações, acesse cbp2026.abrapos.org.br.

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