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Oliveiras no Paraná: 69 municípios têm clima ideal para cultivo, aponta IDR-Paraná

Boletim técnico do IDR-Paraná identifica regiões com menor risco climático para a olivicultura e orienta produtores sobre implantação de pomares, escolha de cultivares e planejamento de investimentos no Estado.

Por: Redação Fonte: AEN
26/05/2026 às 13h57
Oliveiras no Paraná: 69 municípios têm clima ideal para cultivo, aponta IDR-Paraná
Paraná tem 69 municípios favoráveis ao cultivo de oliveiras Foto: IDR

O boletim técnico publicado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) revelou que 69 municípios paranaenses apresentam condições climáticas favoráveis para o cultivo de oliveiras. Concentradas principalmente nos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul do Estado, as áreas aptas combinam altitude e horas de frio adequadas para o desenvolvimento da cultura, considerada estratégica para expansão da olivicultura no Paraná.

Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná,  é uma obra que oferece informações técnicas para reduzir riscos, orientar o planejamento de investimentos e ampliar as chances de sucesso de pomares comerciais no Estado.

A publicação preenche uma das principais lacunas da cadeia produtiva — a falta de informações regionalizadas sobre o cultivo da espécie. O trabalho delimita áreas adequadas ao cultivo, indica os períodos mais adequados para implantação de pomares e apresenta critérios para a escolha de cultivares adaptadas às condições paranaenses de solo e clima.

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Os 69 municípios de menor risco climático para a olivicultura se localizam nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul do Paraná. Entre eles estão Campo Largo, General Carneiro, Guarapuava, São Mateus do Sul, Palmas, Pato Branco, Piraquara, Prudentópolis, Rio Negro e União da Vitória.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude e disponibilidade de horas de frio durante o outono e o inverno — fator indispensável para o desenvolvimento adequado e uma boa floração das plantas.

A oliveira necessita de um período de frio para entrar em dormência e estimular a brotação e a formação das flores. Sem esse processo, a produção pode ficar comprometida. “O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, destaca a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

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O estudo se baseou em uma série de mais de 30 anos de dados meteorológicos provenientes do IDR-Paraná, do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Foram analisadas as variáveis decisivas para a cultura — como acúmulo de horas de frio, risco de geadas, excesso de chuva no florescimento, estiagem na fase de maturação dos frutos e níveis de umidade relativa do ar —, para a elaboração de mapas de zoneamento climático e classes de risco para diferentes grupos de cultivares.

De acordo com o boletim, as cultivares de menor exigência em frio vêm apresentando os melhores resultados comerciais no Paraná, com destaque para Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Grappolo.

Para a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o estudo apresenta um avanço importante para a consolidação da olivicultura no Estado. “Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, avalia.

O trabalho também alerta para cuidados importantes dentro das próprias propriedades — áreas baixas, sujeitas ao acúmulo de ar frio e umidade excessiva, por exemplo, podem aumentar o risco de geadas e doenças, mesmo em municípios considerados favoráveis —, e destaca a necessidade de intercalação de cultivares para garantir polinização cruzada e melhorar a produtividade dos pomares.

POTENCIAL – Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical, especialmente o excesso de chuva e umidade durante o florescimento, a olivicultura vem crescendo nas regiões Sul e Sudeste do País. A qualidade dos azeites produzidos no Brasil já conquista reconhecimento nacional e internacional.

No Paraná, o potencial produtivo está associado às regiões onde o clima favorece o acúmulo de horas de frio necessárias ao ciclo das plantas. O boletim aponta, entretanto, gargalos importantes a serem superados, como a obtenção de cultivares mais adaptadas ao clima, a ampliação de programas de melhoramento genético, a produção de mudas certificadas e o aprimoramento das técnicas de manejo.

Compartilham ainda a autoria da publicação os pesquisadores Pablo Ricardo Nitsche, do IDR-Paraná, juntamente com Marcos Silveira Wrege, Itamar Antônio Bognola, Márcia Toffani Simão Soares e Elenice Fritzsons, todos ligados à Embrapa.

O boletim técnico Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná pode ser baixado gratuitamente no portal do IDR-Paraná

Clique aqui para ver o documento "BT110 - Riscos climaticos para a olivicultura no estado do Parana - Livro - 13-05-2026.pdf"

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