
O mercado de carne bovina em outubro de 2026 apresenta estreitamento na diferença entre os preços do boi gordo e da carcaça bovina no atacado da praça de São Paulo, conforme análise quinzenal do Cepea repercutida pelo Deral/Seab-PR.
A valorização mais intensa do animal pronto para abate decorre da oferta restrita no campo e das dificuldades enfrentadas pelos frigoríficos para completar suas escalas diárias. No atacado, a demanda firme permitiu o repasse parcial dos custos da matéria-prima, elevando as cotações da carne.
No comércio exterior, o Brasil registrou o embarque de 61,3 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros sete dias úteis de outubro, com recuo de quase 40% na média diária frente a igual período de 2025. Em setembro, os embarques totalizaram 223,6 mil toneladas (queda de 1,4% sobre agosto). No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o volume exportado atingiu 2,37 milhões de toneladas, registrando leve retração de 1,3% em comparação com os primeiros nove meses do ano anterior.
O Médico Veterinário do Deral/Seab-PR, Thiago De Marchi da Silva, detalhou o cenário de oferta restrita e o comportamento das indústrias frigoríficas: "A diferença entre os preços do boi gordo e da carcaça bovina no atacado diminuiu em outubro na praça pesquisada (São Paulo), diante da valorização mais intensa do animal para abate."
Thiago De Marchi também apontou as dificuldades operacionais na formação dos lotes de abate: "A oferta restrita de bovinos prontos e as dificuldades dos frigoríficos para completar as escalas de abate sustentaram as cotações, enquanto no atacado a demanda e o repasse dos custos da matéria-prima contribuíram para a elevação dos preços da carne."
O cenário exige cautela dos agentes da cadeia pecuária, equilibrando a escassez de oferta de animais terminados com a dinâmica da demanda interna e externa.
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