
O rebanho bovino do Paraná registrou uma redução no número total de animais, passando de 8,6 milhões para 8,4 milhões de cabeças, segundo os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025 divulgados pelo IBGE e analisados em outubro de 2026 pelo Deral/Seab-PR. Mesmo com a retração no plantel total e na quantidade de vacas ordenhadas — que recuou de 1,12 milhão para 1,11 milhão de cabeças —, a captação total de leite no estado apresentou crescimento significativo no mesmo período, comprovando um avanço notável na produtividade das propriedades rurais paranaenses.
A transformação no setor pecuário reflete o processo de profissionalização do produtor rural no estado. A adoção de novas tecnologias de nutrição, melhoramento genético, manejo do bem-estar animal e automação das ordenhas permitiu que o volume de leite por matriz aumentasse, compensando com folga a redução numérica de animais no campo. Além dos bovinos, a pesquisa do IBGE registrou reduções nos plantéis de ovinos (queda de 27 mil animais) e caprinos (menos 6 mil animais) no estado.
O Médico Veterinário do Deral/Seab-PR, Thiago De Marchi da Silva, analisou os números do rebanho e a mudança de perfil da pecuária paranaense: "A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2025, elaborada pelo IBGE, evidenciou reduções em diferentes rebanhos do Paraná em comparação com o ano anterior. O rebanho bovino, por exemplo, recuou de 8,6 milhões para 8,4 milhões de cabeças."
Thiago De Marchi explicou que a alta na captação leiteira com menor número de matrizes é prova direta do ganho tecnológico: "Considerando que a produção estadual de leite cresceu no mesmo período, esse resultado sugere ganhos de produtividade por vaca, refletindo, entre outros fatores, a crescente especialização dos produtores paranaenses e a adoção de práticas que favorecem a eficiência produtiva."
O cenário consolida o Paraná como uma referência em pecuária sustentável e intensiva, onde o foco na tecnologia substitui a necessidade de expansão de área ou de quantidade do rebanho.
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