
As exportações de carne de frango do Brasil vêm registrando um desempenho extremamente expressivo ao longo do ano de 2026, acumulando de janeiro a setembro um crescimento de 21,8% em faturamento e de 14% em volume na comparação direta com o mesmo intervalo de 2025. Dados consolidados do Agrostat Brasil, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), mostram que as empresas nacionais embarcaram 487.002 toneladas do produto em setembro de 2026 — englobando itens in natura, processados e miudezas —, o que representa uma expansão de 4% sobre o volume de setembro de 2025. O faturamento obtido com esses embarques mensais chegou a US$ 965,991 milhões, superando em 15,3% o valor do ano anterior. No acumulado dos nove primeiros meses, o faturamento total atingiu US$ 8,508 bilhões, enquanto o volume total embarcado somou 4.301.684 toneladas.
O estado do Paraná consolidou de forma destacada a sua liderança nacional no setor avícola, tanto no volume mensal de setembro, quando exportou 199.765 toneladas e faturou US$ 378,415 milhões, quanto no acumulado dos nove meses do ano. No período de janeiro a setembro, o território paranaense comercializou 1.804.647 toneladas — um aumento expressivo de 18% sobre 2025 —, gerando uma receita cambial de US$ 3,395 bilhões, o que equivale a uma alta de 23,8%. Do total exportado pelo estado, 89,4% corresponderam a produtos in natura. No comércio exterior global, os principais destinos da carne de frango brasileira no período foram liderados pela China, seguida por Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul, compondo um robusto ranking internacional de compradores.
O médico veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva detalha os números e o avanço da receita gerada pelos embarques internacionais. "As exportações brasileiras de carne de frango registraram um desempenho expressivo de janeiro a setembro de 2026, acumulando alta de 21,8% em faturamento e de 14% em volume na comparação com o mesmo período de 2025", enfatiza o especialista ao apontar o impacto positivo da elevação de 6,3% nos preços médios internacionais da commodity.
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