
Produtores rurais dos Campos Gerais podem contar com o BRDE como alternativa para acessar crédito destinado a investimentos, inovação, tecnologia e sustentabilidade no campo. A atuação do banco na região foi apresentada durante o Café do Produtor, realizado na quarta-feira (2), na sede do Sindicato Rural de Castro, com a participação de produtores e empresas interessadas nas possibilidades de financiamento rural.
Responsável pela prospecção de novos negócios do BRDE nos Campos Gerais, a analista de projetos de engenharia Patricia Marquart explicou como o banco atua para aproximar as linhas de crédito das necessidades dos produtores rurais e destacou que a instituição busca fortalecer sua presença regional.
Segundo Patrícia, o objetivo é fazer com que o BRDE seja reconhecido pelos produtores como uma alternativa aos bancos comerciais, especialmente para projetos que contribuam para o desenvolvimento econômico, a inovação e a sustentabilidade das propriedades. “O BRDE está tentando cada vez mais reforçar o papel do banco como banco de desenvolvimento para levar recursos, principalmente para fomentar o agronegócio e o produtor rural.”
Entre as possibilidades apresentadas aos produtores estão os recursos repassados pelo Plano Safra, que podem financiar diferentes tipos de investimentos no setor agropecuário.
De acordo com Patrícia, o crédito pode ser direcionado para projetos que envolvam inovação no campo, agricultura de precisão, recuperação de pastagens, tecnologia e sustentabilidade.
A proposta, portanto, vai além do financiamento para uma atividade específica. O produtor pode buscar crédito para modernizar sua propriedade, melhorar processos produtivos e investir em tecnologias que contribuam para maior eficiência e sustentabilidade.
“Nós estamos trabalhando aqui na região com repasse dos recursos do Plano Safra, que vai financiar desde a parte de inovação no campo, agropecuária de precisão, recuperação de pasto, toda a parte de investimento em tecnologia e sustentabilidade para o agricultor.”
Esse tipo de financiamento pode ser estratégico para propriedades que precisam investir em equipamentos, sistemas, infraestrutura ou tecnologias capazes de melhorar a produtividade e a gestão da atividade rural.

Uma das principais dúvidas de quem busca crédito rural é justamente saber quais documentos são necessários e como funciona a avaliação do pedido.
Patricia explica que o BRDE realiza uma análise de risco de crédito para avaliar a capacidade do produtor e definir um financiamento compatível com sua realidade econômica.
A análise pode considerar tanto produtores rurais individuais quanto operações coletivas. Entre os aspectos avaliados está a produtividade da atividade desenvolvida, que ajuda o banco a dimensionar o valor que pode ser financiado.
“Analisamos a produtividade do produtor e, a partir dessa realidade, buscamos enquadrar um valor de financiamento que seja compatível com a renda e a capacidade de pagamento dele.”
Na prática, isso significa que o produtor interessado deve apresentar as informações necessárias para que a equipe técnica e financeira possa avaliar sua atividade e identificar a linha de crédito mais adequada ao projeto.

A aproximação com produtores, sindicatos rurais e empresas faz parte da estratégia do BRDE para ampliar o conhecimento sobre as opções de financiamento disponíveis na região.
Nos Campos Gerais, uma das prioridades é tornar o banco mais conhecido entre os produtores e apresentar suas linhas como uma alternativa para quem pretende investir na atividade rural.
Patricia destaca que o BRDE também busca divulgar os benefícios relacionados ao Banco do Agricultor Paranaense, programa que pode ampliar as possibilidades de acesso ao crédito para produtores do Estado.
“Nosso objetivo é fortalecer o BRDE como uma alternativa aos bancos comerciais, sendo de fato um parceiro do produtor rural e ajudando a facilitar o acesso ao crédito.”
A atuação regional também permite uma aproximação maior entre o banco e quem está no campo. Segundo Patrícia, a equipe responsável pelo atendimento pode orientar o produtor, esclarecer dúvidas, realizar visitas e acompanhar o processo.
Outro ponto destacado durante o Café do Produtor foi a possibilidade de o produtor buscar orientação antes de definir qual financiamento pretende contratar.
Patricia é responsável pelo atendimento do BRDE na região dos Campos Gerais e explica que o banco mantém canais específicos para atender produtores interessados.
“Eu sou responsável pelo atendimento do BRDE nos Campos Gerais. O produtor que tiver interesse pode acessar o site do banco (https://www.brde.com.br/), onde encontrará os telefones e os e-mails da nossa equipe de atendimento.”
A orientação é importante principalmente para produtores que ainda não conhecem todas as alternativas disponíveis ou têm dúvidas sobre enquadramento, documentação e capacidade de financiamento.
A apresentação realizada no Sindicato Rural de Castro mostrou que o crédito rural pode ser utilizado para diferentes objetivos dentro da propriedade. Mais do que simplesmente obter recursos, o desafio está em identificar qual linha é adequada ao projeto, quanto pode ser financiado e quais condições são compatíveis com a capacidade de pagamento do produtor.
Por isso, a aproximação entre instituições financeiras, sindicatos rurais e produtores pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre as alternativas existentes no mercado financeiro..
Nos Campos Gerais, onde o agronegócio tem forte participação na economia regional, a presença de instituições voltadas ao desenvolvimento pode abrir novas possibilidades de investimento em tecnologia, produtividade e sustentabilidade.