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REDATA aprovado abre espaço para nuclear no avanço dos data centers no Brasil

ABDAN destaca que texto reconhece fontes de baixa emissão e reforça papel da energia nuclear para atender à crescente demanda da economia digital

Por: Redação
03/09/2026 às 12h43
 REDATA aprovado abre espaço para nuclear no avanço dos data centers no Brasil
REDATA aprovado abre espaço para nuclear no avanço dos data centers no Brasil Foto assessoria.

A aprovação do Projeto de Lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) representa um avanço importante para a competitividade digital do Brasil e abre uma oportunidade estratégica para a energia nuclear no país.
 

O parecer aprovado pelo Senado estabelece que os data centers beneficiados pelo programa deverão atender sua demanda elétrica por meio de fontes renováveis ou de baixa emissão, conceito que passa a ser definido em regulamentação específica. O texto incorpora discussão que reconhece a necessidade de fontes capazes de garantir suprimento contínuo, seguro e com reduzidas emissões de gases de efeito estufa.
 

Para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), o tema ganha relevância em um momento em que a expansão da inteligência artificial e do processamento de dados exige grandes volumes de energia firme, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.
 

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Segundo o presidente da ABDAN, Celso Cunha, a aprovação do REDATA coloca o Brasil em sintonia com uma tendência que já vem sendo observada em mercados como Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus.
 

“Os grandes data centers que sustentam a revolução da inteligência artificial precisam de energia confiável, contínua e de baixa emissão de carbono. É exatamente nesse ponto que a energia nuclear se destaca. A aprovação do REDATA é positiva porque reconhece a importância das fontes de baixa emissão e cria um ambiente favorável para que a energia nuclear participe dessa discussão estratégica para o futuro digital do Brasil.”
 

Cunha ressalta que a regulamentação do programa será uma etapa fundamental para garantir segurança jurídica aos investimentos.
 

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“É importante que a regulamentação deixe explícito o enquadramento da energia nuclear entre as fontes aptas a atender essa demanda. O mundo já entendeu que não existe transição energética sem energia firme. A expansão dos data centers e da inteligência artificial cria uma oportunidade concreta para posicionar o nuclear como parte da infraestrutura energética da nova economia digital.”
 

O parecer do REDATA destaca que o Brasil possui condições privilegiadas para atrair investimentos em infraestrutura digital devido à sua matriz elétrica predominantemente limpa e ao potencial de expansão do setor tecnológico. O regime busca reduzir custos para instalação de data centers, estimular inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de fortalecer a soberania tecnológica nacional.
 

Para a ABDAN, a combinação entre inteligência artificial, crescimento dos data centers e demanda por descarbonização tende a ampliar o protagonismo da energia nuclear nos próximos anos, consolidando uma agenda que une desenvolvimento econômico, segurança energética e sustentabilidade.

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