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Com queima controlada, IAT promove a limpeza de 120 hectares em Vila Velha

IAT utilizou fogo prescrito em 120 hectares para controlar espécies invasoras, recuperar a biodiversidade e reduzir o risco de grandes incêndios no Parque Estadual Vila Velha.

Por: Redação
31/08/2026 às 17h47
Com queima controlada, IAT promove a limpeza de 120 hectares em Vila Velha
Com queima controlada, IAT promove a limpeza de 120 hectares em Vila Velha

O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou nesta segunda-feira (31) o resultado da operação de queima prescrita para limpeza de espécies invasoras exóticas no Parque Estadual Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Paraná, ocorreu entre domingo (23) e sexta-feira (28), e abrangeu uma área de 120 hectares (aproximadamente 168 campos de futebol) da Unidade de Conservação (UC). Ao todo, a força-tarefa mobilizou 512 pessoas.

“As queimadas controladas são usadas como estratégia para conservação e restauração dos campos naturais. O objetivo é, como planejado pelo IAT, restaurar 1,43 mil hectares de área do parque Vila Velha até 2030. As ações são feitas por talhões e dívidas em parcelas. Queremos fazer a diferença na conservação e proteção dos campos gerais do Paraná”, explicou o chefe do parque estadual, Juarez Baskoski.

Em Vila Velha, as queimadas controladas acontecem desde 2014, estratégia repetida também em outras Unidades de Conservação, como o Parque Estadual do Cerrado, nos municípios de Jaguariaíva e Sengés – o Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi, será o próximo a abrigar a operação.

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A técnica, destaca Baskoski, permite manejar a vegetação de maneira planejada e auxiliar no controle de espécies exóticas invasoras.

“Sem as queimadas prescritas, há um avanço de arbustos e árvores, com destaque para plantas do gênero Baccharis, conhecidas popularmente como vassouras. A expansão dessas plantas pode reduzir a entrada de luz no solo e alterar características típicas dos campos naturais”, afirmou.

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De acordo com o técnico, esse procedimento só ocorre no período do inverno, entre os meses de julho e agosto, em razão do tempo mais seco. “A umidade do ar, vento e temperatura são fundamentais para que haja uma queima correta”, disse. 

Prática ambiental que começa a dar resultado. Em pesquisas recentes feitas pelo IAT, realizadas em uma área que a queima prescrita foi aplicada em 2024, foram registradas 36 espécies de vegetação características dos campos naturais. Isso representa um salto de 89% em comparação com as 19 espécies encontradas em uma área que não havia sido submetida ao fogo controlado. 

Além disso, quando se leva em conta não apenas o número de espécies, mas também como elas estão distribuídas, o benefício fica ainda mais evidente: o índice de diversidade foi 72,5% maior na área controlada. “Caso não haja intervenção, as espécies exóticas ou nativas oportunistas contaminam as espécies nativas, como as savanas e os campos rupestres”, destacou Baskoski. 

Outro benefício importante é a prevenção de grandes incêndios. A redução planejada da quantidade de material combustível diminui a disponibilidade de vegetação seca que pode alimentar incêndios de maior intensidade e difícil controle.

FAUNA – A fauna também é diretamente impactada pelo projeto, já que a técnica ajuda a manter as características da vegetação campestre e, consequentemente, conserva condições importantes para a fauna associada aos ecossistemas de campos, incluindo habitats e recursos alimentares. Um exemplo é a aparição do Tamanduá-bandeira, que não era registrado há 30 anos no local.

A técnica com utilização do fogo é prevista no Plano de Manejo do Parque. Este procedimento só pode ser feito durante o inverno quando os pássaros da região não estão em período reprodutivo e não existem ninhos nos campos.

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