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Em expansão, Projeto Arboreto amplia rede de conservação da flora nativa do Paraná

Com oito unidades em operação e novas instalações previstas para 2026, iniciativa do Instituto Água e Terra (IAT) transforma viveiros e áreas protegidas em espaços dedicados à preservação genética, produção de sementes e educação ambiental.

Por: Redação Fonte: AEN
18/06/2026 às 11h16
Em expansão, Projeto Arboreto amplia rede de conservação da flora nativa do Paraná
Em expansão, Projeto Arboreto amplia rede de conservação da flora nativa do Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná ampliou, em 2026, a rede estadual de conservação de espécies nativas e do patrimônio genético da flora com a expansão do Projeto Arboreto. Desenvolvida pelo Instituto Água e Terra (IAT), a iniciativa reúne árvores representativas dos ecossistemas paranaenses em áreas destinadas à conservação, à produção de sementes e ao apoio a programas de restauração ecológica.

Com a inauguração da unidade de Paranavaí, em março, o programa alcançou oito arboretos em operação no Estado. Uma nova unidade deve ser implantada ainda neste ano, em local a ser definido. Atualmente, a rede estadual reúne arboretos instalados em São José dos Pinhais, Paranaguá, Ivaiporã, Figueira, Floresta Estadual de Santana e duas unidades localizadas no Horto Florestal de Jacarezinho. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). 

Os espaços estão distribuídos entre viveiros florestais, hortos e áreas protegidas administradas pelo Instituto, formando uma estrutura voltada à conservação genética da flora nativa e à produção de sementes para programas de restauração ecológica.

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Segundo o engenheiro florestal do IAT Jobert Silva da Rocha, os arboretos exercem papel importante na conservação da flora nativa e no fornecimento de sementes para programas de restauração ambiental.

“Os arboretos reúnem espécies representativas dos ecossistemas paranaenses em ambientes destinados à conservação genética, à produção de sementes e à educação ambiental. Cada nova unidade amplia a capacidade de preservação da flora nativa e contribui para os programas de restauração desenvolvidos no Estado”, afirma.

Criado em 2023, o Projeto Arboreto surgiu com a proposta de reunir espécies nativas em espaços permanentes de conservação. Mais do que áreas de plantio, os arboretos funcionam como bancos vivos da biodiversidade paranaense.

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Cada unidade abriga árvores selecionadas para conservação genética, coleta de sementes e acompanhamento técnico. O material produzido contribui para projetos de recuperação de áreas degradadas e para iniciativas de restauração ecológica conduzidas pelo Estado.

A expansão para as Unidades de Conservação marcou uma nova etapa do programa. O primeiro arboreto implantado em uma área protegida estadual foi no Parque Estadual do Palmito, em Paranaguá, no Litoral, em 2024. O espaço recebeu 180 mudas de espécies nativas, incluindo exemplares ameaçados de extinção, como o palmito-juçara e o cedro-rosa.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Além da função ecológica, os arboretos também servem como espaços de aprendizagem e sensibilização ambiental. As áreas recebem atividades associadas ao Dia da Árvore, Dia da Água, Semana do Meio Ambiente e outras datas voltadas à conscientização sobre a importância da conservação dos recursos naturais.

O contato direto com as espécies transforma os espaços em ambientes de educação ao ar livre para estudantes, visitantes e comunidades. Em algumas unidades, as árvores contam com identificação individual e QR Codes que permitem acesso a informações técnicas e científicas sobre cada espécie, ampliando o potencial educativo do projeto.

EXPANSÃO DA REDE – A unidade inaugurada em Paranavaí tornou-se a oitava integrante da rede estadual de arboretos. A segunda implantação prevista para 2026 está em fase de planejamento. Entre as áreas avaliadas estão os viveiros florestais de Guarapuava, Umuarama, Toledo e Cascavel, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Buriti, em Pato Branco.

A Gerência de Restauração Ambiental do IAT, responsável pela coordenação do projeto, estabeleceu a meta de implantar pelo menos dois arboretos por ano. A estratégia amplia a presença da iniciativa em diferentes regiões do Paraná.

A expansão reflete o avanço das políticas estaduais voltadas à conservação da biodiversidade e à restauração dos ecossistemas. Ao reunir preservação genética, produção de sementes, pesquisa e educação ambiental, o projeto contribui para a formação de um patrimônio vivo da flora paranaense e cria condições para que espécies nativas permaneçam disponíveis às futuras gerações e aos programas de recuperação ambiental desenvolvidos no Estado

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