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Frio e geadas no Paraná exigem cuidados no plantio de mudas nativas, alerta IAT

Instituto Água e Terra intensifica monitoramento nos viveiros florestais e orienta produtores e projetos ambientais sobre os riscos das geadas, estiagem e déficit hídrico durante o inverno no Paraná.

Por: Redação Fonte: AEN
28/05/2026 às 11h04
Frio e geadas no Paraná exigem cuidados no plantio de mudas nativas, alerta IAT
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

A chegada das baixas temperaturas e das geadas no Paraná acendeu o alerta para os cuidados no plantio de mudas florestais nativas. O Instituto Água e Terra (IAT) reforçou as ações de monitoramento, manejo e orientação técnica nos viveiros do Estado para reduzir perdas causadas pelo frio, estiagem e déficit hídrico, garantindo maior sobrevivência das espécies utilizadas em projetos de recuperação ambiental.

Com a chegada das baixas temperaturas e a aproximação do inverno, o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão de 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes no Paraná, intensifica o trabalho de monitoramento, manejo e orientação técnica relacionado à produção, distribuição e plantio de mudas florestais nativas em diferentes regiões do Estado. 

A atuação busca reduzir perdas provocadas por geadas, estiagem e déficit hídrico, além de garantir maior taxa de sobrevivência das espécies utilizadas em projetos de restauração ambiental, como a recuperação de áreas degradadas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

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No inverno, explica a bióloga e agente profissional do Instituto, Roberta Scheidt Gibertoni, determinadas espécies nativas passam a exigir cuidados ainda mais específicos após o plantio, principalmente em regiões sujeitas a geadas e déficit hídrico. Segundo ela, as condições climáticas típicas da estação exigem avaliação criteriosa tanto dos viveiros quanto dos projetos de plantio em todo o Paraná.

“Temperaturas muito baixas podem comprometer o estabelecimento das mudas no campo e aumentar significativamente o risco de mortalidade das espécies mais sensíveis”, afirma.

Em razão disso, durante o período mais frio do ano os viveiros florestais precisam intensificar os cuidados com irrigação, manejo, proteção e transporte das mudas. O frio intenso, associado às geadas e ao déficit hídrico, pode afetar diretamente o desenvolvimento das plantas, especialmente das espécies mais sensíveis às condições climáticas do inverno.

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O protocolo adotado pelo IAT prevê autonomia aos coordenadores dos viveiros florestais para avaliar a retirada e doação de mudas durante os períodos de inverno e estiagem, com base em fatores climáticos, disponibilidade de espécies e particularidades de cada região do Paraná.

“A disponibilização de mudas pode ser limitada em determinados períodos justamente para evitar perdas e garantir melhor aproveitamento das espécies produzidas nos viveiros”, diz Roberta.

LOGÍSTICA – As baixas temperaturas também afetam diretamente a logística de transporte e distribuição das mudas no Paraná. Em períodos de frio mais severo, o manejo precisa ser mais cuidadoso para evitar danos durante o deslocamento e garantir que as plantas cheguem em boas condições até os locais de plantio.

Além disso, algumas espécies apresentam maior sensibilidade às condições climáticas do inverno, o que exige planejamento mais estratégico na produção e distribuição das mudas. O IAT avalia fatores como disponibilidade das espécies, finalidade do plantio e adaptação climática antes de autorizar a retirada das mudas.

Outro aspecto importante é que as condições climáticas variam de acordo com cada região do Paraná. “Por isso, a retirada de mudas pode ser limitada conforme as características específicas de cada município atendido pelos escritórios regionais do IAT”, destaca a técnica.

ESPÉCIES MAIS ADAPTADAS – Entre as espécies mais adaptadas ao período estão mudas nativas como araucária, ipê-amarelo, bracatinga, pitanga, guabiroba e cerejeira-do-mato, Essas plantas costumam apresentar melhor desempenho durante o inverno, especialmente em regiões sujeitas a geadas.

Para a população que pretende plantar durante a estação, a recomendação é priorizar períodos menos rigorosos de frio, evitar dias de geada e garantir irrigação adequada das mudas recém-plantadas, especialmente nos primeiros dias após o plantio.

“Também é importante preparar corretamente o solo e proteger as plantas contra os ventos fortes e temperaturas extremas. Em áreas de recuperação ambiental, o IAT recomenda ainda o uso de diferentes espécies florestais nativas, assegurando maior diversidade ecológica e melhor adaptação ao ambiente”, diz Roberta.

RECUPERAÇÃO AMBIENTAL – O trabalho desenvolvido pelos viveiros do IAT possui papel estratégico para a recuperação ambiental, preservação da biodiversidade e recomposição de áreas degradadas no Paraná. Por meio do Programa Paraná Mais Verde, o Estado vem ampliando a produção e distribuição de mudas – o Estado já distribuiu mais de 13 milhões de plantas nativas desde 2019. A ação também fortalece ações de restauração ecológica e educação ambiental. 

Com planejamento técnico, orientação à população e investimentos em modernização sustentável, o Instituto busca garantir que o plantio de mudas ocorra de maneira mais segura, eficiente e adequada às condições climáticas de cada região do Estado

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