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APRE Florestas conclama população para conter riscos de incêndios no Paraná

Cerca de 90% das ocorrências têm causa humana, o que reforça a importância da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

Por: Redação
15/05/2026 às 11h59
APRE Florestas conclama população para conter riscos de incêndios no Paraná
Campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem, entre os meses de maio e outubro (Crédito: Corpo de Bombeiros do Paraná)

As ocorrências de incêndios no Paraná somaram 17.121 casos em todo ano de 2025, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. Deste total, mais da metade, 9.156 casos,  envolveram queimada de vegetação.  Alertando para o fato de que 90% dos  incêndios têm causa humana, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) dá início à 6a edição da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. 

O objetivo é mobilizar a população, com ajuda de instituições públicas, setor produtivo e entidades ambientais, para reduzir os riscos de incêndios no estado. A campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem no estado, entre os meses de maio e outubro, quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas. Apenas entre junho e outubro de 2025 foram registrados 4.417 casos no Paraná. 

Além da divulgação de materiais educativos, a ação prevê mobilização em comunidades rurais, escolas e empresas parceiras, antecipa o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), Fabio Brun. “Realizamos essa campanha anualmente mobilizando entidades que nos ajudam a levar a conscientização a todos os municípios paranaenses. Um incêndio deflagrado traz prejuízos a pessoas, animais e à economia do estado. Por isso, a população precisa conhecer os riscos e como evitá-los.”

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A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, destaca que o trabalho preventivo permite atuar diretamente na principal causa dos incêndios. “Uma campanha de prevenção permite atuar na principal causa do incêndio florestal, que é a ação humana”, reforça.
O Corpo de Bombeiros já iniciou a preparação operacional para o período crítico por meio da Operação de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal. “O CBMPR atua na temporada de incêndios florestais realizando a Operação de prevenção e combate a incêndios florestais, do mês de maio a outubro, com ações preventivas, preparo da tropa e fornecimento de equipamentos e viaturas preparadas para o combate”, explica a capitã.

Tecnologia para monitorar focos de calor

O trabalho de monitoramento climático e identificação de focos de calor também integra a estratégia da campanha. O diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, afirma que ações educativas são fundamentais, especialmente nos períodos de seca. “Nesta época o risco aumenta e mais ocorrências de incêndios florestais são registradas devido ao stress hídrico das plantas”, ressalta.

O Simepar realiza monitoramento permanente por meio da plataforma VFogo, sistema que utiliza imagens de satélite, processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões do estado. Em situações de risco, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.

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Educação ambiental mobiliza agricultores e comunidades

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) também participa da mobilização estadual, levando orientações aos produtores rurais e às comunidades. Entre as ações estão palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas voltadas à prevenção.

“Os incêndios florestais provocam impactos severos, incluindo a destruição da fauna e da flora, a degradação do solo e prejuízos à qualidade do ar, afetando diretamente a saúde pública, renda e sustentabilidade da produção rural”, assinala o chefe do departamento de sustentabilidade do IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto.

A campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais é idealizada pela APRE Florestas com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

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