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Conheça a diferença entre Mastite Clínica e Mastite Subclínica e como ela pode evitar perdas na produção de leite

Veja dicas importantes que ajudam o pecuarista a diferenciar entre Mastite Clínica e Mastite Subclínica e como ela pode evitar perdas na produção de leite.

Por: Redação
25/10/2022 às 13h22 Atualizada em 26/10/2022 às 18h58
Conheça a diferença entre Mastite Clínica e Mastite Subclínica e como ela pode evitar perdas na produção de leite
Veja dicas importantes que ajudam o pecuarista a diferenciar entre Mastite Clínica e Mastite Subclínica e como ela pode evitar perdas na produção de leite.

Um dos grandes desafios para quem trabalha com a produção de leite no Brasil está em reduzir, ao máximo, as possibilidades de gerar infecções no gado leiteiro. E um dos principais males tem sido, sem dúvidas, a mastite bovina. A inflamação, que ocorre na glândula mamária do animal, pode ocorrer por diversos fatores, dentre elas por bactérias ou fungos.

 

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Mas você sabia que a mastite bovina pode ser classificada em duas vertentes: a mastite clínica e a mastite subclínica?

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Para o analista técnico comercial da Quimtia Brasil, empresa especializada na fabricação de insumos para nutrição animal, o médico veterinário Solano Alex Oldoni, embora ambas requeiram uma atenção redobrada dos produtores, é fundamental saber identificar principalmente quando o animal está com mastite subclínica. 

 

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Isso porque, de acordo com Solano, quando há a mastite subclínica o produtor não consegue ver os sintomas no animal, o que dificulta – e muito – a identificação da infecção. “Já no caso da mastite clínica, ela é evidente e visível, pois na hora da ordenha é possível ver que saem grumos ao invés de leite das tetas da vaca leiteira. Por conta disso, o produtor pode realizar um tratamento com antibióticos de forma imediata”, comenta.

 

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O médico veterinário ressalta, que em casos de mastite subclínica, só é possível detectar a infecção, quando é feita uma análise do leite e que, consequentemente, é constatada uma quantidade excessiva de células somáticas, o principal sinal de alerta.

 

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“Se um organismo precisa produzir muita célula de defesa, este mesmo organismo pode consumir muita energia do corpo. Ou seja, quando uma vaca leiteira desenvolve mastite, parte da energia que o animal precisaria para produzir o leite é transferida para a produção dessas células de defesa do organismo (células somáticas). E isso contribui para uma redução significativa do nível quantitativo de produção do leite”, afirma.

 

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Mais efeitos negativos

 

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Ainda para Solano, em média uma vaca leiteira produz uma quantidade que varia entre 20 a 30 litros de leite por dia. Entretanto, quando há a mastite subclínica, o produtor pode perder cerca de dois a três litros dessa produção por ordenha. “Um animal pode passar todo o período de lactação com a mastite subclínica e sem a percepção do produtor, se as células de defesa não conseguirem combater a doença. Então, imagine este cenário em um rebanho de 50 vacas e durante quase uma lactação inteira, por exemplo?”, argumenta.

 

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Como prevenir danos com a mastite subclínica?

 

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De acordo com Solano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) constitui algumas regras, como uma quantidade máxima e aceitável de celular somáticas para casos de produção de leite, que envolve um número aproximado de 500 mil células somáticas por mililitros. Para o médico veterinário, como é uma doença aparentemente “invisível” aos olhos do produtor, é importante que eles [produtores] pratiquem ações diárias de prevenção.

 

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“O ideal é que os produtores façam, antes de cada ordenha, um teste chamado CMT – California Mastite Test –, também conhecido como ‘Teste da Raquete’, que consiste em uma raquete quadrada, com quatro buracos, onde é colocado um pouco de leite de cada teto, acrescentando um reagente. Se formar uma espécie de gelatina, a vaca leiteira está com mastite subclínica”, recomenda. “São medidas simples que ajudam o produtor a estar ciente da qualidade do produto e, claro, evitar que um laticínio deixe de pegar o leite por estar fora do padrão”, finaliza.

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