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Expoleite destaca qualidade do leite, inovação e sucessão familiar como pilares da pecuária moderna

Premiação durante a 52ª Expoleite da Capal, em Arapoti, valoriza produtores que investem em excelência, genética, saúde animal e gestão familiar para produzir um leite de alta qualidade ao consumidor

Por: Redação Fonte: Toninho Anhaia
06/07/2026 às 11h11
Expoleite destaca qualidade do leite, inovação e sucessão familiar como pilares da pecuária moderna
Premiação da Qualidade do Leite durante a 52ª Expoleite reconheceu produtores que se destacaram pela excelência na produção, reforçando a importância da genética, do manejo e da inovação para a pecuária leiteira. Foto Toninho Anhaia

A busca constante pela qualidade do leite, aliada à inovação tecnológica, ao melhoramento genético e à sucessão familiar, marcou a programação da 52ª Expoleite da Capal Cooperativa Agroindustrial, realizada em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná. O evento  realizado de 2 e 4 de julho de 2026, reuniu produtores, técnicos, empresas e especialistas para apresentar tecnologias, promover troca de experiências e reconhecer propriedades que alcançam elevados índices de qualidade na produção leiteira.

Entre os momentos mais aguardados da feira esteve a entrega do Prêmio Qualidade do Leite, iniciativa que incentiva os cooperados a manterem elevados padrões sanitários e produtivos, refletindo diretamente na segurança alimentar, na rentabilidade das propriedades e na qualidade dos produtos que chegam diariamente à mesa dos consumidores.

Ao longo dos anos, a Expoleite deixou de ser apenas uma vitrine da pecuária leiteira para se transformar em um dos principais encontros do agronegócio paranaense. Hoje, além da genética bovina, a feira reúne novidades em agricultura, sementes, nutrição animal, suinocultura, mecanização agrícola e tecnologias voltadas à sustentabilidade das propriedades rurais.

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Expoleite acompanha a velocidade das transformações no campo

Para o presidente do Conselho de Administração da Capal Cooperativa Agroindustrial, Eric Bosch, a realização anual da Expoleite acompanha a velocidade com que o agronegócio evolui e permite que os produtores conheçam rapidamente as novas tecnologias disponíveis para aumentar a eficiência das propriedades.

Segundo ele, a feira tornou-se uma referência justamente por reunir, em um único espaço, inovação, conhecimento técnico e oportunidades para que os cooperados comparem resultados e levem novas soluções para suas fazendas.

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"A exposição é uma vitrine. A gente precisa realizá-la todos os anos porque as mudanças acontecem muito rápido. Evoluímos constantemente em genética, nutrição e também em máquinas, que inovam cada vez mais para proporcionar melhor produtividade dentro da atividade leiteira."

Bosch ressalta que acompanhar essas transformações tornou-se indispensável para quem deseja permanecer competitivo na atividade. Em um cenário onde custos de produção aumentam e a exigência do mercado cresce continuamente, investir em tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade.

 Presidente do Conselho de Administração da Capal Cooperativa Agroindustrial, Eric Bosch.

 

Qualidade do leite começa dentro da fazenda

Durante a cerimônia de premiação, Eric Bosch também foi um dos produtores prêmiado pelos excelentes índices de qualidade do leite obtidos em sua propriedade. O reconhecimento, segundo ele, representa muito mais do que um troféu.

O presidente da Capal explica que produzir leite de alta qualidade exige disciplina diária, treinamento constante da equipe e atenção absoluta aos detalhes do manejo.

"Fiquei muito feliz porque, como produtor de leite, sei como é difícil atingir esses números. Eles mostram a qualidade do leite que vai para a indústria. E a indústria precisa entregar ao consumidor um produto de alta qualidade. Não é fácil. É preciso ter uma equipe muito preparada dentro da fazenda."

Segundo Bosch, manter elevados índices sanitários não depende apenas de investimentos em equipamentos, mas principalmente das pessoas envolvidas no processo produtivo. "Quem não se prepara não consegue chegar lá. Para permanecer hoje na atividade leiteira, é preciso buscar sempre a excelência."

Na propriedade da família, localizada na região de atuação da Capal, a produção diária gira em torno de 4.500 litros de leite, com aproximadamente 120 vacas em lactação. Além da atividade leiteira, a fazenda também atua na agricultura e na produção de suínos, diversificando as fontes de renda.

Essa integração entre diferentes atividades é uma característica cada vez mais comum entre propriedades tecnificadas, permitindo melhor aproveitamento da estrutura, da mão de obra e dos recursos disponíveis.

Premiação reconhece esforço diário das famílias produtoras

Entre os produtores premiados durante a Expoleite esteve o pecuarista Wilko Laurens Verburg, que destacou que o reconhecimento representa o resultado de um trabalho desenvolvido diariamente por toda a equipe da propriedade.

Segundo ele, produzir leite de qualidade vai muito além de cumprir exigências da indústria. É um compromisso com o consumidor e com a sustentabilidade do próprio negócio.

"Hoje a gente foca muito na qualidade do leite. Esse prêmio representa o reconhecimento de todo esse trabalho que buscamos fazer todos os dias."

Verburg explica que a preocupação começa antes mesmo da ordenha, envolvendo alimentação, manejo, higiene, sanidade e acompanhamento permanente dos indicadores da propriedade.

"Nós estamos produzindo um alimento para consumo humano. Então sempre buscamos oferecer uma qualidade acima daquilo que a indústria exige."

O produtor afirma que não existe fórmula mágica para alcançar bons resultados.

Segundo ele, o segredo está na constância. "É preciso manter o foco, buscar melhorias continuamente, utilizar bons produtos e nunca deixar de evoluir."

Outro aspecto destacado pelo produtor é a valorização das pessoas que trabalham diariamente na fazenda. Para ele, uma equipe comprometida faz toda a diferença nos resultados obtidos.

"Sempre buscamos manter um bom diálogo com os funcionários. Trabalhamos todos juntos. Isso gera qualidade, gera segurança para a equipe e faz com que todos tenham o mesmo objetivo, que é melhorar sempre."

Atualmente, a propriedade produz entre 18.700 e 19 mil litros de leite por dia, mantendo média de aproximadamente 42 litros por vaca em lactação. Em cerca de 120 hectares, são produzidos os alimentos destinados ao rebanho, garantindo maior controle sobre a nutrição dos animais e contribuindo para os elevados índices produtivos.

Sucessão familiar fortalece o futuro da pecuária leiteira

Além dos investimentos em qualidade e produtividade, a propriedade da família Verburg também chama atenção por outro fator considerado essencial para a continuidade da atividade: a sucessão familiar.

Enquanto muitas propriedades enfrentam dificuldades para manter os jovens no campo, Wilko Laurens Verburg comemora a participação ativa dos filhos e de um sobrinho na gestão da fazenda. Para ele, preparar a nova geração significa garantir que o trabalho de décadas continue evoluindo.

Segundo o produtor, o interesse pela atividade surgiu naturalmente, fruto da convivência diária com o ambiente rural.

"Hoje eu tenho um sobrinho que já trabalha comigo e é médico veterinário. Minha filha também se formou e veio trabalhar na propriedade. Desde pequena ela já demonstrava interesse. Agora faz parte da equipe e veio para somar. A gente sabe onde chegou e poder deixar esse trabalho para um filho ou um sobrinho é muito importante."

A presença da nova geração permite que novas ideias, tecnologias e conhecimentos técnicos sejam incorporados à rotina da propriedade, tornando o negócio ainda mais competitivo diante dos desafios do mercado.

Nova geração cresce ao lado dos animais e assume protagonismo

A sucessão familiar ganhou ainda mais significado durante a premiação quando as filhas do produtor também participaram do reconhecimento. Para Elisabeth Cornelia Verburg, a premiação representa um incentivo para que toda a equipe continue buscando índices cada vez melhores de qualidade.

"A qualidade do leite já é muito importante para nós, mas a premiação também é um incentivo para continuarmos mantendo esse padrão."

Já Laura Beatriz Verburg explicou que a paixão pela atividade nasceu ainda na infância, acompanhando diariamente o trabalho realizado pelo pai dentro da propriedade.

Segundo ela, crescer no ambiente rural fez com que o cuidado com os animais deixasse de ser apenas uma atividade profissional para se transformar em um projeto de vida.

"Desde pequenas a gente sempre trabalhava com o pai. Estávamos sempre no meio da chácara. Isso fez nascer um sentimento muito grande pelos animais. Além disso, temos o pai como uma referência para o nosso futuro."

O exemplo da família evidencia um dos principais desafios enfrentados atualmente pela pecuária leiteira brasileira: estimular a permanência dos jovens no campo por meio de propriedades economicamente sustentáveis, tecnificadas e capazes de oferecer qualidade de vida.

As irmãs Elisabeth Cornelia Verburg e Laura Beatriz Verburg cresceram acompanhando o trabalho do pai na propriedade e hoje ajudam a construir o futuro da pecuária leiteira da família.

 

Saúde animal e inovação caminham juntas na produção de leite

Além da valorização dos produtores, a Expoleite também serviu de palco para a apresentação de novas tecnologias voltadas à saúde animal.

Patrocinadora do Prêmio Qualidade do Leite, a MSD Saúde Animal apresentou durante o evento uma nova solução reprodutiva destinada aos rebanhos leiteiros.

A consultora em pecuária da empresa, Daiana Kluczcovski, explicou que a participação da companhia reforça o compromisso em incentivar sistemas produtivos cada vez mais eficientes e sustentáveis.

Segundo ela, reconhecer os produtores é tão importante quanto apresentar novas tecnologias. "A MSD Saúde Animal é uma empresa extremamente focada na saúde e no bem-estar animal. Somos parceiros da Capal há muitos anos e fazemos questão de participar desse momento porque acreditamos na valorização dos produtores que trabalham diariamente para entregar um leite de cada vez mais qualidade."

Daiana observa que, apesar dos desafios econômicos enfrentados pelo setor, os produtores continuam investindo em tecnologia e melhorando continuamente seus indicadores de qualidade.

"A produção de leite está cada vez mais desafiadora, mas os produtores seguem produzindo alimentos de excelente qualidade. Valorizar esse trabalho é reconhecer a importância de quem gera renda, movimenta a economia e leva alimento para milhares de famílias."

Durante a entrevista, a consultora apresentou a vacina Bovilis Vista 5 L, novidade recentemente disponibilizada no mercado brasileiro.

Segundo ela, a tecnologia representa um importante avanço na proteção reprodutiva dos rebanhos leiteiros. "Essa vacina atua principalmente no período reprodutivo das vacas e tem como diferencial utilizar vírus vivo. Como os principais agentes causadores de perdas embrionárias e abortos também são vírus vivos, a resposta imunológica se torna mais eficiente e proporciona proteção por um período maior."

Além de reduzir perdas reprodutivas, tecnologias desse tipo contribuem diretamente para aumentar a produtividade, melhorar os índices zootécnicos e reduzir prejuízos econômicos dentro das propriedades.

Consultora em pecuária da empresa MSD Saúde Animal, Daiana Kluczcovski.

 

Qualidade, tecnologia e gestão definem o futuro da atividade leiteira

Ao reunir produtores premiados, especialistas, empresas e lideranças do cooperativismo, a 52ª Expoleite reforçou que a competitividade da pecuária leiteira passa, obrigatoriamente, pela busca permanente da excelência.

O evento demonstrou que produzir mais deixou de ser o único objetivo das propriedades modernas. Hoje, produzir com qualidade, eficiência econômica, sustentabilidade e bem-estar animal tornou-se o principal diferencial para quem deseja permanecer na atividade.

A premiação da qualidade do leite evidenciou que os melhores resultados surgem da soma entre genética superior, manejo adequado, equipes capacitadas, tecnologias inovadoras e gestão profissional das propriedades.

Também ficou evidente que o futuro da cadeia leiteira depende da formação de novas lideranças dentro das famílias rurais. A presença de filhos e netos assumindo responsabilidades nas propriedades mostra que a sucessão familiar continua sendo uma das maiores forças do cooperativismo e da produção de leite no Paraná.

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