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Custo de produção das proteínas animais continua em alta no segundo trimestre, informa especialista da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

O aumento dos custos de produção na avicultura, suinocultura, pecuária de corte, pecuária de leite e aquicultura, com elevação dos preços do milho (+21,9%) e do farelo de soja (+45,7%) em 12 meses.

Por: Redação.
24/05/2022 às 09h45
Custo de produção das proteínas animais continua em alta no segundo trimestre, informa especialista da MCassab Nutrição e Saúde Animal.
a carência de alguns microingredientes no mercado brasileiro nos primeiros três meses de 2022 tende a ser equacionada no segundo trimestre.
O aumento dos custos de produção na avicultura, suinocultura, pecuária de corte, pecuária de leite e aquicultura, com elevação dos preços do milho (+21,9%) e do farelo de soja (+45,7%) em 12 meses, segundo o CEPEA, e dos microingredientes, como vitaminas e aminoácidos – estes importados, especialmente da China, continuará impactando os criadores “pelo menos até o início do terceiro trimestre”. A afirmação é de Guilherme Palumbo, gerente de Ingredientes da MCassab Nutrição e Saúde Animal. 
 
“A China é nosso principal fornecedor de matérias-primas para alimentação animal e ainda enfrenta problemas de produção, com capacidade reduzida devido às restrições impostas pela questão ambiental e, também, aos surtos de coronavírus da variante ômicron, dada a tolerância zero à Covid no país. Esse cenário traz incertezas sobre a disponibilidade de insumos, o que posterga a regulação dos estoques globais, assim como as questões logísticas. Atualmente, o grande fator impactante é o embate entre Rússia e Ucrânia, que desestabiliza a cadeia de suprimentos de importantes matérias-primas, como petróleo, gás natural, milho, soja e trigo, refletindo-se diretamente na inflação global”, acrescenta o especialista. 
 
Palumbo destaca que a carência de alguns microingredientes no mercado brasileiro nos primeiros três meses de 2022 tende a ser equacionada no segundo trimestre. Ele informa que importações realizadas por clientes e fornecedores, mapeadas pela empresa, já estão a caminho. “O que preocupa é que desde o final de 2021 o produtor brasileiro não consegue retorno econômico devido ao incremento dos preços dolarizados. O custo da alimentação aumentou com consistência e o cenário incerto mantém o pessimismo no curto prazo”, diz.  
 
Além da elevação do custo de produção, já se verifica redução do alojamento de animais e há casos de encerramento de atividades de suinocultores independentes e granjeiros de postura. No caso da suinocultura, os produtores chegam a ter prejuízo de R$ 250,00 por animal abatido. O especialista da MCassab acredita que o momento é excelente para implementar e estudar soluções inovadoras para otimizar os processos internos, melhorias de formulações das dietas e aplicações de tecnologias que aumentem a produtividade e/ou reduzem os custos de produção. 
 
Guilherme Palumbo enxerga com certo otimismo a segunda metade do ano, com aumento da disponibilidade de ingredientes e redução dos custos dos ingredientes importados. “Diante desse cenário, meu conselho para os produtores é manter a calma. Precisamos aproveitar esse momento raro da queda do dólar e administrar bem os estoques para os próximos passos”.
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