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No Dia Mundial Contra a Raiva, Adapar alerta sobre a importância da vacinação

Doença é transmitida por morcego hematófago para herbívoros domésticos, como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. A não notificação de casos suspeitos coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio ser humano à enfermidade.

Por: Redação
28/09/2021 às 10h25
No Dia Mundial Contra a Raiva, Adapar alerta sobre a importância da vacinação
No Dia Mundial Contra a Raiva, Adapar alerta sobre a importância da vacinação. Foto: José Gomercindo/AEN

A data de 28 de setembro foi escolhida pela Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC) com o objetivo de lembrar a importância de controle e prevenção do vírus que provoca a doença. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta sobre a necessidade da vacinação – a única forma de prevenção – e de notificar os casos suspeitos. A falta de notificação coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio ser humano à enfermidade.

“Assim que o proprietário identificar qualquer sinal em herbívoros deve notificar a Adapar. A comunicação também deve ocorrer se observar a presença de animais com mordeduras por morcegos hematófagos ou se houver abrigos desses morcegos”, alertou a coordenadora do Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros da Adapar, Elzira Jorge Pierre.

Outra obrigação do proprietário é fazer uso da pasta vampiricida ao redor das feridas provocadas pelas mordeduras dos morcegos hematófagos nos herbívoros domésticos. Como os morcegos são animais silvestres protegidos pela legislação ambiental, esta é uma maneira permitida para o controle indireto da população dessa espécie.

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Nunca se deve tocar diretamente um morcego. Aqueles que forem encontrados mortos ou caídos devem ser encaminhados à Adapar para o diagnóstico laboratorial.

SINAIS – A raiva é causada por um vírus cuja variante 3 está associada ao morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que é o principal reservatório e transmissor para os herbívoros domésticos, como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O animal suspeito de raiva apresenta alteração do comportamento, salivação abundante e dificuldade de locomoção. Os sintomas progridem e podem provocar a paralisia e morte.

O diagnóstico laboratorial somente é possível após a morte do animal suspeito, por meio da coleta de uma amostra de material do sistema nervoso central, que é enviada para exame gratuito. Em caso de resultado positivo, o proprietário e o serviço de saúde são informados para as providências necessárias.

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A vacinação dos animais é a única prevenção. A vacina pode ser aplicada a partir dos 3 meses de idade, sendo necessário um reforço após 30 dias e revacinação anual.

SITUAÇÃO NO ESTADO  A raiva é uma doença endêmica no Paraná. Nos últimos cinco anos, ocorreram, em média, 60 focos anuais. Só no primeiro semestre de 2021, a Adapar já identificou e atuou em 45 focos de raiva dos herbívoros.

A Adapar faz o monitoramento em mais de 800 abrigos de morcegos hematófagos cadastrados. Eles se alimentam exclusivamente de sangue e, se estiverem contaminados com o vírus da raiva, poderão transmiti-la aos animais e aos seres humanos.

DIA MUNDIAL – O Dia Mundial Contra a Raiva tem apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é simbólica em razão da morte de Louis Pasteur, cientista francês reconhecido pelas notáveis descobertas sobre as causas e prevenções de doenças. Em 1895, ele desenvolveu a vacina antirrábica.

O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, do Ministério da Agricultura, atua com o objetivo de baixar a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos. A estratégia do programa é baseada na adoção da vacinação desses herbívoros, no controle de transmissores e de outros procedimentos de defesa sanitária animal que visam à proteção da saúde pública e ao desenvolvimento de ações futuras para o controle dessa enfermidade. Fonte AEN.

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