
Quem vive da terra sabe: o medo de perder tudo por causa do clima cansa. O produtor rural de hortifruti acorda cedo, cuida do plantio, investe em insumo, organiza colheita e venda… mas fica sempre com uma dúvida na cabeça: “e se vier granizo?”, “e se gear?”, “e se chover demais bem na semana da colheita?”. Esse medo é real, principalmente para quem trabalha com área pequena e giro rápido. É justamente para tirar esse peso das costas do produtor que existe o seguro agrícola com subvenção – e, segundo informações repassadas pela OperaSeg, parceira do EcoS 360 que trabalha com agricultura familiar, hoje esse seguro está mais acessível do que muita gente imagina.
O que muda quando o produtor faz o seguro? Muda que ele deixa de depender só da sorte. O seguro agrícola funciona como uma rede: se o clima atrapalhar e a lavoura sofrer, ele recebe a indenização e consegue continuar plantando. E o melhor: ele não paga o seguro sozinho. Há programas do governo federal e do próprio Paraná que entram pagando uma parte do valor do seguro. Isso se chama subvenção ao prêmio. Na prática, o seguro tem um preço cheio, o governo banca uma fatia e o produtor paga só o restante. Em muitos casos, uma apólice que ficaria pesada cabe no bolso do pequeno justamente porque o governo está incentivando quem produz.
Para o produtor de hortaliças em área de 10.000 m² (1 hectare) isso faz toda a diferença. Hortaliça não espera. É produção sensível, de valor agregado, que perde fácil. Com o seguro certo – e existem seguradoras no mercado que já oferecem cobertura para granizo, geada, vento e chuva excessiva – o produtor trabalha mais tranquilo. Ele sabe que, se acontecer o pior, não vai ficar de mãos abanando. E como o seguro é feito por safra, dá para acompanhar o calendário de plantio do próprio produtor, sem burocracia interminável.
O ponto principal é esse: seguro agrícola não é custo, é proteção da renda da família rural. Quem tem seguro consegue planejar, consegue pegar crédito com mais confiança, consegue manter o fornecimento para mercados e programas públicos. Quem não tem fica exposto e, a cada evento climático, corre o risco de parar. A parceria entre o EcoS 360 e a OperaSeg vem justamente para colocar o pequeno produtor dentro desse sistema de proteção que, por direito, ele já pode acessar. Com informação e enquadramento correto nos programas de subvenção, o produtor do Paraná consegue produzir com mais segurança, sem viver refém do tempo.
*Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz
Engenheiro Agrônomo – CREA PR 77.988/D