
O valor da produção agrícola no Brasil registrou uma queda de 3,9% em 2024, atingindo R$ 783,2 bilhões, de acordo com o levantamento do IBGE. A retração é a segunda consecutiva e foi impulsionada pela diminuição na safra de grãos (7,5%) e na queda de preços, com destaque para a soja e o milho. Entre os produtos, a soja e o milho, que representam quase 88,7% da produção de grãos, foram as culturas mais afetadas.
Apesar da redução no valor total da produção, a área plantada no país se expandiu em 1,2%, alcançando 97,3 milhões de hectares. A soja foi a cultura com maior acréscimo de área, enquanto o milho teve uma queda de 4,9% em sua área plantada. O supervisor da pesquisa do IBGE, Winicius Wagner, explicou que a principal causa das perdas na safra foi o fenômeno climático El Niño. "Atribuiu as perdas ao fenômeno El Niño, que causou uma estiagem prolongada em diversas regiões do país."
Em termos de valor de produção, a soja se manteve na liderança, apesar de uma queda de 25,4%. A cana-de-açúcar, impulsionada pelo aumento dos preços do etanol, subiu para a segunda posição com um aumento de 3,0% no valor de sua produção. Já o milho caiu para a terceira posição, com uma retração de 13,5% no valor da produção. Outros destaques positivos foram o café, com um aumento de 58,1% no valor de produção, e o algodão, que registrou recorde de produção e um aumento de 4,3% no valor.
Entre os estados, Mato Grosso, apesar de uma retração de 21,3%, manteve-se líder em valor de produção, seguido por São Paulo e Minas Gerais. A cidade de Sorriso, em Mato Grosso, confirmou sua liderança pelo sexto ano consecutivo, respondendo por 0,9% do total nacional.
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