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A sucessão familiar no agronegócio: quem vai tocar os negócios no futuro?

O último Censo Agropecuário realizado no Brasil, mostra que a maioria dos trabalhadores do campo tem idade avançada e que a minoria são os jovens, que continuam a migrar para os grandes centros urbanos.

28/05/2024 às 11h42
Por: Redação
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Jorge Ruivo, diretor da Wiabiliza
Jorge Ruivo, diretor da Wiabiliza

A sucessão familiar é um processo complexo e importante para garantir a continuidade das operações agrícolas ao longo das gerações. Segundo uma estimativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 40% dos produtores rurais deverão deixar de atuar nas atividades até 2030.

Para termos uma ideia, o último Censo Agropecuário realizado no Brasil, mostra que a maioria dos trabalhadores do campo tem idade avançada e que a minoria são os jovens, que continuam a migrar para os grandes centros urbanos.

Diante disso, uma das grandes questões relacionadas ao assunto é: quem vai tocar a propriedade e o negócio da família no futuro? Afinal de contas, passar os negócios de uma geração para outra acaba sendo muitas vezes um desafio.  

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Dentro do contexto podemos dizer que os recursos tecnológicos, que vão desde um software de gestão da propriedade até a inteligência artificial, por exemplo, contribuem para reter o olhar de sucessores mais jovens, pois tornam o trabalho no campo mais atraente. Porém, diante do tamanho do setor, somente a retenção dos profissionais que nasceram no campo, não é suficiente para atender todas as demandas.

Para Jorge Ruivo, diretor da Wiabiliza, empresa de consultoria empresarial e gestão de pessoas, que atua com agronegócio há mais de 30 anos, a abordagem de trazer profissionais de outros setores para o agronegócio é uma estratégia interessante para enfrentar o desafio da sucessão familiar. Atrair talentos externos pode trazer novas perspectivas, experiências e habilidades para o negócio, além de ajudar a reduzir os riscos associados à dependência exclusiva de membros da família, que nem sempre estão interessados no negócio.

“É importante mostrar para o mercado de trabalho a grandeza e importância do agronegócio. Estamos diante de um dos setores que mais cresce no Brasil, no qual é responsável pela alavancagem da nossa economia de forma única. A tecnologia empregada no setor, por exemplo, cresce a cada dia, tornando-o revolucionário em todos os sentidos”, afirma Jorge Ruivo.

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Ruivo conta também, que tem registrado aumento na procura por profissionais para preencher diversas funções e cargos do setor e, um dos pontos que observa é que em posições estratégicas, necessariamente não precisa esse profissional vir somente de empresas do agro. Segmentos de satélites, por exemplo, que mantém conexão com o agro são grandes fontes de profissionais que se adaptam rapidamente.

Sucessores contratados ou das famílias precisam alinhar sintonias e, a passagem de gestão, deve acontecer em prazos negociados, criando-se modelo de estrutura que produza o conforto necessário para o sucessor e o sucedido, sem haver rupturas.

“A necessidade de novos profissionais para o agro acompanha o aumento constante do setor, que não para de crescer. Esta realidade cria desafios particulares às empresas, um deles é ter quadro de profissionais altamente qualificados e sintonizados com as mais diversas tecnologias e recursos de gestão”, finaliza Ruivo.

A sucessão familiar no agronegócio requer uma abordagem ampla, que combine planejamento cuidadoso, uso estratégico de tecnologia e atração de talentos externos através de empresas especializadas, assegurando continuidade e sucesso das operações ao longo das gerações e do tempo.

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