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Agricultoras do sudeste do Pará transformam frutas de quintais e pomares em negócio diversificado

Treinamento de boas práticas de fabricação de produtos alimentícios deu esperança às associadas da AMPPF que sonham em ver as frutas de suas propriedades sendo comercializadas em diferentes formatos.

Por: Redação
20/10/2022 às 21h47
Agricultoras do sudeste do Pará transformam frutas de quintais e pomares em negócio diversificado
Frutas são transformadas em diferentes produtos para compor a renda familiar Imaflora

Em São Félix do Xingu, na região sudeste do Pará, um grupo de mulheres está transformando as frutas dos quintais, pomares e Sistemas Agroflorestais (SAfs) de suas propriedades em um negócio rentável. Tudo começou com polpas de frutas, mas agora elas se preparam para dar passos maiores e diversificar sua produção. Reunidas na Associação das Mulheres Produtoras de Polpas de Frutas (AMPPF), o grupo busca capacitação e investe na qualidade da produção.

Com apoio do programa Florestas de Valor, iniciativa do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) patrocinada pela Petrobras, as mulheres participaram de dois treinamentos com o objetivo de aprimorar os conhecimentos sobre técnicas de aproveitamento das frutas e do cacau, principal item da cesta de comercialização do grupo, responsável pela maior parte da renda familiar.

Com o treinamento, além de aprimorarem as técnicas de cultivo e produção, as 23 mulheres da associação poderão aproveitar melhor as frutas de seus quintais e aumentar o leque de produtos para alcançar mercados diversificados, além de incrementar a renda familiar. Na ocasião, elas aprenderam como produzir licores, frutas cristalizadas, geleias e compotas. Já na produção de cacau, 30 produtoras aperfeiçoaram técnicas produtivas para beneficiamento do fruto, como chocolates, doces e drinks.

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O momento de aprendizagem foi muito esperado pelas produtoras. “O curso de boas práticas de fabricação de alimentos e beneficiamento de frutas nos proporcionou melhorar a qualidade das nossas polpas de frutas, diversificar o uso das frutas dos nossos quintais e cuidar do meio ambiente, pois produziremos alimentos de qualidade para as pessoas consumirem e incentivaremos novos plantios de árvores frutíferas e aproveitaremos mais as frutas evitando perdas das mesmas”, explicou Maria Josefa Machado Neves, presidente da associação.

Mulheres de São Félix do Xingu aprendem a transformar frutas em produtos para venda. Imaflora

 

Agroflorestas: restauração e oportunidade de negócio

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo de culturas agrícolas consorciadas com espécies arbóreas que podem ser utilizadas para a conservação do solo e recuperação de áreas degradadas. Por meio de tecnologias específicas é possível minimizar possíveis danos, limitações de terreno e otimizar a produção da atividade agrícola. Por isso, o uso de diferentes árvores no mesmo espaço é fundamental para a recuperação das funções ecológicas.

O modelo produtivo é fomentado na região pelo programa Florestas de Valor, que tem desenvolvido, além do apoio e assessoria aos empreendimentos comunitários, ações de formação e capacitação para transição rumo a um modelo agroecológico orgânico. A temática tem animado as mulheres produtoras que buscam agregar valor à produção por meio de iniciativas sustentáveis.

“O curso foi muito importante, pois, de uma matéria-prima, aprendemos a diversificar o aproveitamento do cacau, gerando mais renda para nós mulheres e para os jovens. Do cacau, aprendemos a fazer diversos produtos e isso mostra a importância do cacau para os agricultores familiares e nos incentiva a ampliar a lavoura cacaueira no município de São Félix do Xingu e assim termos mais áreas verdes”, destacou Maria Helena Gomes, produtora de frutas e sócia da AMPPF.

As capacitações ocorreram com apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Sobre o Imaflora

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) é uma associação civil sem fins lucrativos, criada em 1995 sob a premissa de que a melhor forma de conservar as florestas tropicais é dar a elas uma destinação econômica, associada a boas práticas de manejo e à gestão responsável dos recursos naturais. O Imaflora busca influenciar as cadeias produtivas dos produtos de origem florestal e agrícola, colaborar para a elaboração e implementação de políticas de interesse público e, finalmente, fazer a diferença nas regiões em que atua, criando modelos de uso da terra e de desenvolvimento sustentável que possam ser reproduzidos em diferentes municípios, regiões e biomas do país. Mais em www.imaflora.org

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