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Área de refúgio em soja registra altos patamares de produtividade em diferentes regiões do Brasil

Exclusivas para a prática, as variedades Xtend® Refúgio apresentam produtividades acima de 100 sacas em algumas regiões e ainda colaboram com as estratégias de manejo de resistência de insetos

Por: Redação
29/09/2022 às 15h09 Atualizada em 29/09/2022 às 15h14
Área de refúgio em soja registra altos patamares de produtividade em diferentes regiões do Brasil
Os resultados obtidos foram tão bons que o Grupo Samara se sagrou campeão na categoria “Refúgio” do Liga i2x, concurso de produtividade criado pela Bayer para reconhecer e premiar os produtores que alcançarem novos patamares de produtividade com a Platafo

Alcançar índices de produtividade acima de 100 sacas de soja por hectare é o sonho de muitos agricultores do país. E conseguir um resultado assim, em área de refúgio, parecia algo ainda mais distante. Mas alguns agricultores de importantes polos de produção de soja do país, entre eles Goiás, Paraná e Minas Gerais, conseguiram registrar produtividades médias entre 100 e 111 sacas de soja por hectare na primeira safra comercial, utilizando variedades com a tecnologia Xtend® Refúgio, marca exclusiva para o plantio de áreas de refúgio da nova Plataforma Intacta2 Xtend®, da Bayer. Mostrando que além de ser uma importante ferramenta de manejo de resistência de insetos, também é economicamente sustentável.
 

No Maranhão, nas Fazendas pertencentes ao Grupo Samara, as áreas cultivadas com a variedade Xtend® Refúgio, na safra 2021/2022, também surpreenderam com uma produtividade média de 97,4 sacas de soja por hectare, mostrando que além de colaborar com as estratégias de manejo de resistência de insetos (MRI) em lavouras que utilizam a tecnologia Bt, a prática também é economicamente sustentável.
 

A produtividade média da soja registrada no Maranhão está na casa de 55,5 sacas por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Alcançar altas produtividades não é uma tarefa fácil e exige muita dedicação e investimento em inovação e sustentabilidade, segundo Marco Samara, diretor da Fazenda.
 

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“Meu pai, Jamil João Samara, foi um pioneiro em agricultura mecanizada de sementes em Mato Grosso do Sul e fundador de uma das mais importantes empresas de produção de sementes de Mato Grosso. Ele sempre preconizou a inovação sustentável por onde passou, chegando até aqui no Maranhão. Os resultados que temos registrado comprovam que esse tipo de cuidado e atenção valem a pena.”
 

Por lá, são quase 7 mil hectares cultivados com soja por ano, divididos entre os municípios de São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e Carolina, no Maranhão, e o agricultor não abre mão do plantio de áreas de refúgio. A variedade Xtend® Refúgio surpreendeu ao chegar próximo a uma produtividade de 100 sacas por hectare, já que o refúgio ocupa 20% destas áreas e tem um rendimento médio já considerado elevado, próximo a 80 sacas.
 

“Foi o primeiro ano que testamos a variedade, em 1% da área de refúgio da fazenda. Gostamos muito. Na próxima safra ampliaremos para quase 7% da área destinada ao refúgio e, assim, sucessivamente. À medida que o material se solidifica no ranking da fazenda, vai ganhando área, pois além de se mostrar uma excelente ferramenta para refúgio, tem trazido bons resultados e rentabilidade”, conta Marco.
 

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Os resultados obtidos foram tão bons que o Grupo Samara se sagrou campeão na categoria “Refúgio” do Liga i2x, concurso de produtividade criado pela Bayer para reconhecer e premiar os produtores que alcançarem novos patamares de produtividade com a Plataforma Intacta2 Xtend®.
 

“A Plataforma Intacta2 Xtend®️ faz parte da estratégia da Bayer de entregar constantemente soluções inovadoras que tragam ganhos de produtividade, mas que também tornem os cultivos mais sustentáveis, ajudando a otimizar o uso de recursos naturais e insumos”, afirma o gerente técnico de soja da Bayer, Matheus Palhano. Para a safra 2022/23, os produtores terão à disposição mais de 100 variedades de soja posicionadas para as principais regiões produtoras do Brasil, sendo cerca de 20 delas com tecnologia Xtend®️ Refúgio.
 

“As excelentes produtividades obtidas com Xtend®️ Refúgio nesta safra são a prova de como o investimento em pesquisa e desenvolvimento é fundamental para a agricultura. Por trás de cada biotecnologia há pelo menos 10 anos de pesquisa científica e é esse tipo de esforço que possibilita ao produtor conseguir produtividades melhores até mesmo em variedades não Bt”, ressalta Palhano.
 

Ele ainda destaca que a área de refúgio serve para retardar o desenvolvimento de populações de insetos resistentes às proteínas das culturas Bt. Ou seja, esse manejo contribui diretamente para que os agricultores continuem usufruindo os benefícios da tecnologia em longo prazo.
 

“É uma das boas práticas agronômicas que visam à sustentabilidade do sistema de produção e à proteção da rentabilidade do agricultor, uma vez que atrasa a evolução da resistência dos insetos às proteínas expressas pelas culturas Bt. Ao adotar a área de refúgio, o produtor permite que insetos não resistentes sobrevivam, cruzem com os resistentes e gerem descendentes que continuarão sendo sensíveis à tecnologia”, reforça Palhano.
 

O que considerar ao criar uma área de refúgio
 

Um dos primeiros aspectos que o produtor de soja deve considerar é a proporção da área de refúgio em relação ao total da lavoura. A prática consiste em plantar variedades convencionais ou apenas tolerantes a herbicidas em, no mínimo, 20% da área total de soja plantada, respeitando a distância máxima de 800 metros entre as áreas Bt e não Bt, afirma Palhano.
 

“Isso é importante uma vez que o cruzamento de insetos suscetíveis com os que têm resistência à tecnologia contribui para manter a frequência sempre baixa das pragas resistentes que venham a se desenvolver. Consequentemente, ajuda a manter a biotecnologia em pleno funcionamento, em longo prazo”, diz o executivo.

Outro ponto de atenção está relacionado ao ciclo da cultura. O gerente técnico de soja da Bayer explica que o ideal é investir em cultivares com ciclo próximo, ou seja, semear a soja Bt e não Bt na mesma época. A eficácia depende, sobretudo, do monitoramento adequado das áreas. Por isso, é importante promover um processo de gestão agrícola com base nas necessidades e características de cada variedade de soja.
 

O monitoramento da presença de lagartas deve ocorrer a partir do método tradicional, por meio do chamado pano-de-batida. Isso deve ser feito semanalmente em ambas as áreas. É fundamental garantir que a cultivar esteja protegida, não só das lagartas mencionadas, mas também de outras pragas. Isso vale para o controle de plantas daninhas e uso racional de defensivos agrícolas.
 

Também é recomendado não usar biológicos compostos de Bacillus thuringiensis (Bt) na área de refúgio, já que eles podem acelerar o processo de resistência às pragas. Por fim, a rotação de culturas e as medidas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) devem fazer parte do planejamento de controle.
 

“Por meio das iniciativas de MIP, como o monitoramento de pragas e manejo pontual com inseticidas, seguindo as recomendações de bula, aliadas ao trabalho genético desenvolvido para variedades de soja não Bt, é possível obter resultados muito positivos”, finaliza Palhano.
 

Como a agricultura digital pode ajudar no refúgio?
 

Através de informações e recomendações, a plataforma de agricultura digital Climate FieldView™ apoia o produtor em diversas tomadas de decisão na propriedade, inclusive sobre onde implementar a área de refúgio estruturado no talhão. Com a tecnologia, fica mais fácil determinar a porcentagem de sementes utilizadas e a distância entre os talhões Bt e não-Bt que deverão ser plantados.
 

Por meio de imagens de satélite capturadas ao longo de toda safra, é possível acompanhar o desenvolvimento da cultura, tanto da soja Bt, quanto da soja da área de refúgio. Esta solução permite monitorar a incidência de pragas, avaliar se a população de plantas está adequada e, ao final do ciclo, calcular a produtividade linha a linha plantada. Assim, o produtor terá condições de entender a performance de cada variedade e de cada talhão da lavoura.

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