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IDR-PARANÁ E ADAPAR ALERTAM PARA O USO DE HERBICIDA COM INGREDIENTE ATIVO DICAMBA

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – ADAPAR e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR-EMATER - IDR Paraná orientam os profissionais de agronomia com relação às prescrições de receitas agronômicas e os produtores rurais com os cuidados no momento da aplicação, recomendando a todos os usuários seguirem as seguintes orientações para evitar os riscos de deriva

Por: Redação
10/08/2022 às 18h47

A cultura da soja no Estado do Paraná ocupa uma área de 5,7 milhões de hectares, cerca de 91% da área cultivada com culturas comerciais no período do verão, com predomínio da paisagem em várias regiões produtoras de grãos e consolidada como o principal ativo econômico da agropecuária paranaense.

As dificuldades com manejo de plantas daninhas resistentes ao glifosato motivaram a pesquisa lançar novas cultivares de soja com resistência ao herbicida hormonal Dicamba. Por sua natureza o herbicida pode ser extremamente danoso as culturas sensíveis se utilizado de forma errada, que resulte em deriva no ambiente. As informações constantes nas bulas indicam que
eventual deriva pod
e gerar injúrias em culturas não-alvo, como exemplo: batata, café, cítricos, crucíferas, feijão, flores ornamentais, girassol, leguminosas, maçã, pepino, tabaco, tomate, uva, amoreira além de algodão e soja não tolerantes ao herbicida.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná ADAPAR e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná IAPAR-EMATER - IDR Paraná orientam os profissionais de agronomia com relação às prescrições de receitas agronômicas e os produtores rurais com os cuidados no momento da aplicação, recomendando a todos os usuários seguirem as seguintes orientações para evitar os riscos de deriva:
Observar as condições climáticas, como temperatura, umidade, direção e velocidade do vento e possibilidade de inversão térmica;

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Utilizar pulverizadores adequados, em boas condições, com a integridade dos componentes (bomba, filtros, mangueiras, pontas, manômetro e afins), inspecionados e regulados de acordo com as recomendações de bula, bem como a correta seleção de pontas de pulverização (bicos), utilizando as que forneçam gotas grossas e ultra grossas;

Utilizar redutor de volatilização e redutor de deriva;

É proibida a aplicação com avião agrícola;

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É obrigatória a adoção de uma área de bordadura, sem a aplicação do Dicamba, com no mínimo 50 metros entre a área de aplicação e as culturas sensíveis;

Seguir as orientações de bula dos produtos, quanto a dosagem, volume de calda, pressão de pulverização, principalmente tipo de ponta (bico) e tamanho de gota recomendados;

Capacitação dos aplicadores, que são efetivamente os executores da operação.

Para o manejo de plantas daninhas com resistências aos herbicidas, como o caso da buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis) e capim-amargoso (Digitaria insularis), salienta-se que além destas novas tecnologias é muito importante adotar práticas de manejo integradas, com destaque para o plantio direto na palha, a rotação de culturas, plantas de cobertura do solo e produção de palha em quantidade suficiente para a cobertura permanente do solo. Essas práticas promovem o efeito supressivo ou inibitório de germinação e estabelecimento populacional das plantas invasoras, além de viabilizar a utilização de herbicidas com princípios ativos alternativos e diversificados.

As informações de bula e a interpretação pelo profissional de agronomia são de grande importância para segurança do aplicador e a garantia que o herbicida atinja o alvo desejado, sem gastos desnecessários do produto, evitando a deriva, a contaminação ambiental e a contaminação dos alimentos vegetais que serão consumidos pela população.

A utilização do Equipamento de Proteção Individual (EPI) é a única forma que o trabalhador do campo tem para prevenir intoxicações e acidentes que podem colocar sua vida em risco. Sua utilização é obrigatória em todas as etapas de uso dos agrotóxicos, desde o preparo da calda até a limpeza dos equipamentos de pulverização após as aplicações. A lavagem do EPI deve ser feita separadamente de outras roupas e quem for lavá-lo deve usar luvas.

Por fim cabe alertar que eventuais danos provocados pelo uso inadequado de agrotóxicos, podem resultar na penalização dos responsáveis.

Equipe Técnica responsável pela elaboração:
Edivan José Possamai
- IDR-Paraná/SEAB,
Germano do R. F. Kusdra
- IDR-Paraná/SEAB,
Ivan Bordin
- IDR-Paraná/SEAB,
João Miguel Toledo Tosato
- ADAPAR/SEAB,
José do Santos Neto
- IDR-Paraná/SEAB,
Humberto Godoy Androciolli
- IDR-Paraná/SEAB,
Benedito Noedi Rodrigues
- IDR-Paraná/SEAB,
Renato Rezende Young Blood
- ADAPAR/SEAB,
Richard Golba
- IDR-Paraná/SEAB.
Suzana Carvalho
- ADAPAR/SEAB

 

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