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Marfrig promove fertirrigação em fazendas como destinação adequada de efluentes

Projetos em Tangará da Serra/MT e Bataguassu/MS auxiliam na produtividade do pasto e de outras plantações nas propriedades

Por: Redação
13/07/2022 às 16h21
Marfrig promove fertirrigação em fazendas como destinação adequada de efluentes
Um exemplo de destinação adequada dos efluentes tratados pela Marfrig está na fertirrigação. Fotos da fazenda em Bataguassu

A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, compreende a importância do tratamento e descarte correto dos efluentes (resíduos líquidos derivados das atividades humanas e industriais), tanto nas operações quanto na cadeia de valor. 

Todos os efluentes gerados nas diversas etapas produtivas da operação da companhia são tratados antes de serem devolvidos ao meio ambiente. Isso é possível porque 100% das plantas da companhia contam com ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes), estruturas nas quais o efluente passa por tratamentos físico-químicos, seguidos por biológicos, para que, no fim do processo, atenda aos padrões de lançamento exigidos pelas legislações aplicáveis. 

Fertirrigação na Fazenda em Tangará da Serra

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Fertirrigação

Um exemplo de destinação adequada dos efluentes tratados pela Marfrig está na fertirrigação. A técnica, que é cada vez mais utilizada para o fortalecimento do solo, consiste na aplicação mais eficiente e econômica da combinação de água e fertilizantes, permitindo uma maior absorção dos nutrientes e o aumento da produtividade. 

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Desde 2010, a Marfrig promove a fertirrigação em uma fazenda de 1200 hectares, em Tangará da Serra, no Mato Grosso, localizada a 7 km da unidade da companhia no município. Este processo garante, ao mesmo tempo, uma alternativa sustentável ao descarte de efluentes pela companhia e a melhoria do solo e cultivo na propriedade vizinha.

Diariamente, são bombeados cerca de 4.000 m³ (volume equivalente a quatro piscinas olímpicas, aproximadamente) de efluentes para fertirrigar uma área de 250 hectares. A técnica ajuda na produtividade dos 50 mil pés de laranja plantados na propriedade, que gera de 2.000 a 3.000 litros de suco de laranja por dia. É responsável também por melhorar a regeneração da pastagem de gado, muito superior quando comparada com o pasto que não é fertirrigado, o que possibilita aumento da taxa de rotação de gado.

A fertirrigação é uma vantagem para o produtor, já que permite diminuir a quantidade de adubação com fertilizantes convencionais. “A matéria orgânica e os nutrientes presentes nos efluentes ajudam na melhoria do solo e do cultivo, além de garantir uma destinação sustentável aos resíduos que são originados pela indústria”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig. 

“O projeto nos auxilia em ganho de produtividade. Temos 15 cabeças por hectare em nossa taxa de rotação de gado, enquanto a média do estado do Mato Grosso é de duas a três. O processo de fertirrigação também nos garante pasto para o ano inteiro e água abundante”, diz Francisco Renato Casale Mauro, zootecnista e produtor da fazenda parceira da Marfrig em Tangará da Serra.

Incremento

Em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, o sistema de fertirrigação também é utilizado em uma fazenda localizada ao lado da planta da Marfrig na cidade, que destina o efluente devidamente tratado como fertilizante nas pastagens da propriedade. A partir deste processo, iniciado junto ao proprietário atual em 2016, na área de fertirrigação  o gado criado na fazenda ganha incremento e pode chegar a ganhar até 700 gramas no peso ao dia. 

“A técnica de fertirrigação em parceria com a Marfrig tem sido essencial para o aumento da nossa produtividade e engorda do gado. É realmente um diferencial ter uma ação que contribui para a produção sustentável”, afirma Ronaldo Dal Pra, proprietário da fazenda fornecedora da companhia em Bataguassu. 

Devido ao bom desempenho do sistema de fertirrigação implantado pela Marfrig em Tangará da Serra e em Bataguassu, a companhia pretende estender a prática para outros estados futuramente. As unidades de Alegrete (Rio Grande do Sul) e Chupinguaia (Rondônia) já possuem atualmente projetos em andamento, enquanto em Bagé e São Gabriel, ambas no Rio Grande do Sul, estão em fase de estudo.

Além disso, a companhia está investindo na melhoria de seu sistema primário – composto por equipamentos e sistemas – em todas as unidades da operação no Brasil. O objetivo é modernizar ainda mais o tratamento dos efluentes, que desde o início atendem aos padrões de qualidade preconizados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

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