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Fider Pescados exporta 10% da produção, levando a qualidade da tilápia brasileira para sete países, incluindo Estados Unidos

A Tilápia exportada do Brasil chega na mesa diretamente para a mesa de milhares de norte-americanos em 24 horas. Um projeto diferenciado que aprimora a produção de pescado no interior de São Paulo.

Por: Redação
27/06/2022 às 11h35
Fider Pescados exporta 10% da produção, levando a qualidade da tilápia brasileira para sete países, incluindo Estados Unidos
Esse produto diferenciado sai da Fider, um dos maiores projetos de produção de tilápia do Brasil, diretamente para a mesa de milhares de norte-americanos em apenas 24 horas.

A tilápia cultivada e processada hoje, em Rifaina, interior do Estado de São Paulo, chega amanhã aos Estados Unidos. Devido à agilidade do processo, ela está fresca, pronta para consumo do maior e mais importante mercado mundial de proteínas animais.

“Esse produto diferenciado sai da Fider, um dos maiores projetos de produção de tilápia do Brasil, diretamente para a mesa de milhares de norte-americanos em apenas 24 horas. Além de grande, o mercado dos EUA é extremamente exigente. Ou seja, só estamos lá porque nossa tilápia é de alta qualidade. Além disso, há a agilidade logística, com diferentes rotas aéreas de São Paulo para aquele país. Esta é uma vantagem que nossos concorrentes asiáticos, como a China, não têm devido à distância, apesar de ter preço mais competitivo que o nosso”, explica Juliano Kubitza, gerente responsável pela Fider Pescados.

Atualmente, a Fider produz cerca de 10 mil toneladas de tilápia por ano. Cerca de 10% desse total é exportado para sete países – além dos Estados Unidos, Canadá, Taiwan, Venezuela, Bangladesh, Sri Lanka e Indonésia – na forma de filé fresco e congelado, escamas e pele. “A tilápia brasileira é de alto padrão, trabalhamos com boas práticas e somos reconhecidos por essa qualidade pelos importadores. Porém, enfrentamos pesados custos de produção e logística, que têm dificultado a conquista de novos mercados internacionais”, explica Kubitza.

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Kubitza destaca que o Brasil poderia concorrer em igualdade com Colômbia e Costa Rica, outros importantes fornecedores do mercado norte-americano. “Porém, nós pagamos mais que o dobro do frete por quilo”, comenta. “O explosivo aumento dos fretes foi provocado pela instabilidade econômica causada pela pandemia. Além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia elevou consideravelmente os preços das commodities e do petróleo, pressionando ainda mais os custos de produção”.

Porém, destaca Kubitza, esses problemas não explicam porque a tilápia da China, mesmo pagando taxa de 25%, entra no mercado norte-americano mais barata que a nossa. “Os EUA representam um mercado fantástico. Se tivéssemos custo adequado, poderíamos conquistar percentual maior, principalmente de filé fresco, contribuindo para fortalecer ainda mais a piscicultura brasileira, que já é a quarta maior em tilápia no mundo”.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), em 2021 o país exportou 8,5 mil toneladas de tilápia, com receita de US$ 18,2 milhões. Além dos custos de produção elevados e de logística, outro obstáculo ao aumento dos embarques é a suspensão, desde 2018, da entrada do peixe de cultivo do Brasil na União Europeia, devido a problemas com a pesca extrativa.

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Em 13 anos de atuação, a Fider Pescados investiu mais de R$ 200 milhões no seu complexo de produção e processando, incluindo a fábrica de farinhas e óleos. No total, a empresa gera 550 empregos diretos e mais de 2.500 indiretos em Rifaina e nas cidades vizinhas. Com assessoria.

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