Terça, 07 de Julho de 2026
8°C 17°C
Castro, PR
Publicidade

CNA discute desafios para produção de fertilizantes no Brasil

A audiência reuniu representantes do setor agropecuário, indústria química e mineração para discutir a redução da dependência de fertilizantes pelo Brasil, os principais desafios, restrições da produção doméstica e importação de insumos.

Por: Redação
28/04/2022 às 10h55
CNA discute desafios para produção de fertilizantes no Brasil
O Brasil é muito dependente da importação de fertilizantes. Apenas em 2021, o País comprou 42 milhões de toneladas. Rússia, China e Canadá responderam por quase 50% do total.

O diretor técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Reginaldo Minaré, afirmou em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, na quarta (27), que o grande desafio brasileiro é criar um ambiente de negócios para a indústria de fertilizantes crescer no País sem impor tributação aos importados.

A audiência reuniu representantes do setor agropecuário, indústria química e mineração para discutir a redução da dependência de fertilizantes pelo Brasil, os principais desafios, restrições da produção doméstica e importação de insumos.

“Nossa produção é extremamente tímida e não conhecemos praticamente nada do nosso subsolo e do potencial que podemos ter”, disse.

Continua após a publicidade
Anúncio

Segundo ele, o Brasil é muito dependente da importação de fertilizantes. Apenas em 2021, o País comprou 42 milhões de toneladas. Rússia, China e Canadá responderam por quase 50% do total.

Minaré argumentou ainda que essa dependência, associada às turbulências internacionais, tem causado aumento nos preços dos fertilizantes e consequentemente no custo da produção agropecuária. "O grande aumento em 2021 aconteceu devido ao desajuste das cadeias de suprimentos ocorrido com a retomada no pós-pandemia."

“A safra que foi concluída no início do ano foi a mais cara desse século e seguramente a próxima será igual ou ainda mais cara. Isso reflete no preço dos alimentos para o mundo todo e não só para a população brasileira", afirmou.

Continua após a publicidade
Anúncio

Reginaldo Minaré disse ainda que no final do ano passado e início desse, houve uma indicação de queda no preço dos fertilizantes, mas devido à guerra entre Rússia e Ucrânia houve uma retomada na escalada dos preços.

“Os três principais produtos importados, nitrogênio, fosfato e potássio, de março de 2020 a março de 2022, tiveram aumento acima de 200%”.

Mesmo com a ampliação da produção doméstica, a dependência de importação continuará relevante, ressaltou Minaré. "Esse ponto da importação continuará na nossa agenda por um bom tempo, mesmo se fizermos um dever de casa razoável até 2050".

Ele mostrou alguns exemplos de ações que podem ser feitas para subsidiar a produção interna de fertilizantes, como melhorar a previsibilidade do calendário do licenciamento ambiental, direcionar a parcela da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) que cabe à União para fortalecer o orçamento do Serviço Geológico do Brasil por pelo menos uns 10 anos e construir uma modelagem normativa que permita ao Serviço Geológico firmar parcerias com a iniciativa privada para realizar os estudos.

“Com relação à questão tributária, onerar a importação de fertilizantes para viabilizar a indústria doméstica de fertilizantes não é uma saída. Precisamos trazer a tributação dessa indústria para um patamar de neutralidade para que ela floresça e seja competitiva, porque aí teremos o importado e a produção doméstica com preço razoável para não elevar o custo dos alimentos”, ressaltou.

Para ele, o governo não arrecada tributos com a indústria de fertilizantes, porque ela praticamente inexiste.

“Para os governos federal e estadual mesmo com carga tributária zero, o florescimento da indústria de fertilizantes traria um enorme ganho, consolidaria investimentos, geraria empregos e renda, fortaleceria a inovação tecnológica e grande parte do dinheiro que o agricultor envia anualmente para o exterior para comprar fertilizantes ficaria no território nacional. Precisamos de abordagem disruptiva neste campo.”

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
CALCÁRIO Há 6 dias

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

Dados constam no Informe Mineral 03/2026, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra. No ano passado, foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com destaque para substâncias usadas na fabricação de cimento, cal e corretivo agrícola.

IDR-Paraná prepara quatro novas cultivares para fortalecer a fruticultura paranaense Foto: IDR
FRUTAS Há 1 semana

IDR-Paraná prepara 4 novas cultivares para fortalecer a fruticultura do Estado

As novas cultivares (uma maçã, duas ameixas e uma pitaia) foram desenvolvidas para combinar elevado desempenho agronômico com a produção de frutos de alta qualidade, capazes de atender às exigências do mercado e conquistar o consumidor.

Concurso revela que capacitação e assistência técnica são essenciais para diminuir perdas na colheita da soja Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
ASSITÊNCIA TÉCNICA Há 2 semanas

Concurso mostra que assistência técnica diminui perdas na colheita da soja

De acordo com as avaliações durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025, a perda média na região de Maringá chegou a 1,75 saca por hectare. Os participantes atendidos pelo IDR-PR registraram apenas 0,43 saca por hectare.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Piraí do Sul - PR
Agricultura Há 2 semanas

Piraí do Sul realiza recolhimento itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos em parceria com a ADINP

A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o cumprimento da legislação, oferecendo aos produtores rurais uma altern...

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos
PORTFÓLIO Há 2 semanas

SEEDCORP|HO atualiza portfólio e investe mais em pesquisa para dobrar faturamento em cinco anos

Com investimentos crescentes em pesquisa, lançamento de novas cultivares e foco em produtividade, a SEEDCORP|HO projeta dobrar a comercialização de sementes de soja até 2031, alcançando 5 milhões de sacos vendidos e faturamento de R$ 1 bilhão.

Castro, PR
12°
Tempo nublado
Mín. Máx. 17°
12° Sensação
2.46 km/h Vento
97% Umidade
78% (0mm) Chance chuva
07h05 Nascer do sol
17h44 Pôr do sol
Quarta
18°
Quinta
21°
Sexta
22° 10°
Sábado
23° 12°
Domingo
17° 13°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,00%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 343,529,46 -1,54%
Ibovespa
172,447,58 pts -0.93%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade