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Mesmo em ano difícil, Coopavel cresce 27% no segmento de suínos

Com os investimentos milionários que a cooperativa tem feito nos últimos anos nessa área, a expectativa é de avanços também para o exercício de 2022.

Por: Redação
04/02/2022 às 14h43
Mesmo em ano difícil, Coopavel cresce 27% no segmento de suínos
Coopavel é uma das poucas cooperativas que dominam todas as etapas da cadeia da suinocultura Crédito: Assessoria

Apesar das dificuldades que 2021 trouxe à suinocultura brasileira e mundial, a Coopavel conseguiu crescer 27% no setor nesse período. Com os investimentos milionários que a cooperativa tem feito nos últimos anos nessa área, a expectativa é de avanços também para o exercício de 2022. Ela é uma das poucas cooperativas nacionais que dominam todas as etapas da cadeia dessa proteína.

A Coopavel mantém sistema de integração e por esse modelo de parceria com os criadores é ela quem absorve todos os custos de produção. “Ou seja: mesmo com um cenário de dificuldades, com preços praticados que não cobrem os custos, o associado integrado à cooperativa não tem sentido o impacto desse desaquecimento”, observa o gerente da área de suínos Genézio Garbin.

O produtor recebeu em média, em 2021, valores entre R$ 32 e R$ 33 por cabeça – resultado zootécnico compatível com o mercado regional. Com a distribuição de lucros pelos resultados do exercício, o criador ficará com mais R$ 10,50 por cabeça produzida em 2021. “O momento não é bom para o setor e a cooperativa vem arcando com todas essas perdas, mesmo assim ela faz o máximo que pode para valorizar os seus integrados. Nossa expectativa é que, em pouco tempo, ocorra uma reversão com reequilíbrio desse quadro”, diz o presidente Dilvo Grolli.

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DificuldadesAs dificuldades para a suinocultura ocorrem desde o segundo semestre de 2021. Não é uma crise brasileira, mas mundial e é reflexo de inúmeros fatores, entre eles os provocados pela pandemia, reforça Genézio Garbin. Houve elevação do preço dos insumos e rações e essa situação se agrava com a estiagem que, no Oeste e no Paraná, provoca enormes quebras nas safras de milho e soja.

Apenas no territorio de abrangência da Coopavel (23 municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná), o prejuízo com a falta de chuva nas lavouras de verão ultrapassa os R$ 6 bilhões.O segmento cresceu 9% no ano passado, porém os mercados interno e externo não têm consumido essa oferta maior do produto.

Outro fator interno apurado, segundo Genézio, é o poder aquisitivo das pessoas, que recuou devido à pandemia e seus efeitos principalmente na escalada da inflação. “Apesar de todas essas dificuldades, estamos otimistas que a partir do segundo semestre as coisas melhorem para a suinocultura”. 

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