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Híbrido de milheto apresenta resultados como pré-secado de alta qualidade

O uso do milheto para produção de volumoso de alta qualidade através do método de conservação de forragem, pré-secado, tem se mostrado uma alternativa eficiente e rentável para produtores de gado de leite e corte.

17/11/2021 às 18h06
Por: Redação Fonte: Por Juca Matielo*
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Juca Matielo é engenheiro agrônomo e diretor comercial da ATTO Sementes.
Juca Matielo é engenheiro agrônomo e diretor comercial da ATTO Sementes.

Trabalhos desenvolvidos pela ATTO Sementes apontam que o híbrido ADRF6010 VALENTE, em função de suas características diferenciadas, atende aos pré-requisitos para sua utilização como pré-secado.

       Entre elas destacamos:

  • Adaptação a finalidade pré-secado com rápido estabelecimento até o primeiro corte;
  • Alto poder de perfilhamento e recomposição da planta, permitindo maior número de cortes;
  • Tolerância ao pendoamento (longevidade), contribuindo com maior número de cortes;
  • Alta qualidade de fibra, digestibilidade, consumo (TTNDFD), associando potencial produtivo e valor nutritivo;
  • Teor de proteína bruta da ordem de 14% a 18%.

Além desses aspectos, o híbrido de milheto ADRF6010 VALENTE cumpre três importantes papeis para atender o uso como pré-secado:

  • Adequado conteúdo de matéria seca (MS);
  • Nível de carboidratos solúveis em água (CSA);
  • Poder tampão (PTp).

Os níveis de MS são atingidos pelo processo da pré-secagem. Os aspectos relacionados a CSA e PTp têm estreita relação com os níveis dos chamados carboidratos não fibrosos (CNF = Carboidratos Solúveis em Água + Carboidratos Insolúveis em Água). As plantas forrageiras, em geral, apresentam CNF na ordem de 10% a 11%.

           Para gado de corte, algo em torno de 10% a 11% já seriam suficientes. Para vacas em lactação, 12% também é considerado bom, e 14% já é excelente. Então, quando temos uma planta forrageira como o híbrido de milheto ADRF6010, que em suas leituras bromatológicas nos mostram índices de 12% a 18% (já foram obtidos 21% em condição de pastejo), esse alto CNF para uma planta sem grão representa energia prontamente disponível as bactérias do rumem, influenciando em maior digestibilidade. Isso impacta no volume de produção de leite como também no processo de fermentação e queda rápida do pH, importante fator na conservação de forragens.

        Esses aspectos se fazem sentir junto a produtores, a exemplo de José Angelo Bringuenti que vem utilizando o milheto na forma de pré-secado para suas novilhas em sua propriedade em Santa Catarina. “Observei uma aceitabilidade muito grande dos animais com o milheto”, observa o produtor.

        Também há dez anos produzindo alimentos – forragem no município de Chapecó (SC) –, Everton André Giuriatti experimentou e também ficou satisfeito com a produção de pré-secado de milheto. Mesmo com a forte estiagem que atingiu a região no ano passado, ele explica que o milheto foi o único capaz de manter um bom desempenho. “Foi muito boa a experiência, me surpreendeu. Atendeu nossa expectativa tanto em qualidade quanto em produtividade mesmo com pouca chuva”, observou o produtor.

        O produtor Leandro Ricardo Cella, também de Chapecó, plantou pela primeira vez o milheto voltado para pré-secado. Cella destaca que o desempenho do material o surpreendeu positivamente porque a sua região teve pouca chuva, em torno de 60 milímetros desde o plantio até o primeiro corte. “Achava que não ia desenvolver tão bem, mas seu desenvolvimento foi fantástico numa condição bastante restrita”, comemora o agricultor.

        O engenheiro agrônomo Júlio Ricardo Zannin, representante comercial autônomo da ATTO Sementes em Santa Catarina, destaca ainda os principais pontos de atenção para um bom resultado:

  • Implantação da área com populações de plantas mais altas, 1,8 a 2 milhões de plantas por hectare, o que irá contribuir para redução da espessura dos colmos, facilitando a pré-secagem e atingimento do índice de 45% de MS;
  • Realizar o corte com a segaderia quando as plantas atingirem entre 90 cm a 100 cm;
  • Deixar um resíduo de 15 cm a 20 cm, o que irá contribuir na recomposição da área para os demais cortes;
  • Recomendado uso de inoculantes, buscando associar bactérias homofermentátivas e heterofermentátivas, atentando para o índice de unidade formadora de colônia (UFC).

Por fim, se queremos bons resultados devemos tratar as áreas de milheto em seus diferentes usos: pastejo, pré-secado e silagem, como lavouras realizando os investimentos necessários em adubação de base e cobertura com nitrogenado e enxofre, esses responsáveis pela síntese de proteína (PB) na planta.

        Isso fará com que os custos se paguem e que o resultado em mais leite e mais carne se consolide.

*Juca Matielo é engenheiro agrônomo e diretor comercial da ATTO Sementes.

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