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Leite Cepea

Cepea divulga o  Boletim do Leite do março - preços e previsão

De acordo com pesquisa ainda em andamento do Cepea, o preço pago ao produtor em março (referente à captação de fevereiro) deve registrar nova elevação, ainda que menos intensa que a observada nos meses anteriores

20/03/2020 17h33
Por: Redação
Fonte: Redação
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Em fevereiro, as cotações do leite longa vida registraram ligeira alta frente ao primeiro mês do ano
Em fevereiro, as cotações do leite longa vida registraram ligeira alta frente ao primeiro mês do ano

O Cepea acompanha o mercado de leite todos os meses e apresenta analises mostrando o andamento do mercado e da cadeia.  Nesta reportagem aborda os seguintes assuntos: 

 

Competição acirrada entre indústrias mantém preços firmes no campo

A disputa entre indústrias para assegurar a compra de leite no campo vem sustentando as cotações ao produtor em altos patamares durante este primeiro trimestre. De acordo com pesquisa ainda em andamento do Cepea, o preço pago ao produtor em março (referente à captação de fevereiro) deve registrar nova elevação, ainda que menos intensa que a observada nos meses anteriores

 

Produção limitada resulta em leve aumento na cotação do UHT

Em fevereiro, as cotações do leite longa vida registraram ligeira alta frente ao primeiro mês do ano. Segundo colaboradores do Cepea, o consumo retraído de UHT levou a um cenário de produção controlada, com estoques limitados. O preço recebido pelas indústrias subiu 0,21% de janeiro para fevereiro, com média de R$ 2,38/litro. Em relação a fevereiro de 2019, por outro lado, houve queda de 5,62%

 

Importações e exportações recuam em fevereiro

A menor disponibilidade de leite reduziu as negociações de lácteos no mercado internacional em fevereiro. Segundo dados da Secex, as importações brasileiras totalizaram 9,1 mil toneladas, recuo de 17% frente ao mês anterior. Quanto aos embarques, o volume foi de 1,9 mil toneladas, redução de 35% em relação a janeiro/20.

 

Mão de obra e ração seguem elevando custos

Os custos de produção da pecuária leiteira aumentaram 0,7% na comparação com o primeiro mês do ano, levando-se em consideração a “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Assim como em janeiro, os principais fatores que contribuíram para o aumento nos custos foram as elevações na mão de obra, acompanhando o segundo reajuste no salário mínimo, e na ração.

 

 

 

Competição acirrada entre indústrias mantém 

preços firmes no campo 

 

Por Natália Grigol

 

A disputa entre indústrias para assegurar a compra de leite no campo vem sustentando as cotações ao produtor em altos patamares durante este primeiro trimestre. De acordo com pesquisa ainda em andamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço pago ao produtor em março (referente à captação de fevereiro) deve registrar nova elevação, ainda que menos intensa que a observada nos meses anteriores. 

 

O último preço fechado é o de fevereiro (referente ao volume captado em janeiro), de R$ 1,4175/ litro na “Média Brasil” líquida. Este valor foi 3,6% (ou quase cinco centavos) maior que o do mês anterior. A valorização do leite ao produtor está atrelada à oferta limitada de leite no campo. A pesquisa do Cepea mostrou que a captação das empresas voltou a cair de dezembro para janeiro em todos os estados: o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea recuou 3,7% na “Média Brasil”. 

 

A menor disponibilidade de leite no que seria o período sazonal de safra está atrelada principalmente à instabilidade climática e às fortes variações nos regimes de chuvas. Ainda no ano passado, o atraso das chuvas da primavera no Sudeste e Centro-oeste limitou o crescimento da produção, impedindo que os preços caíssem. Neste início de ano, a forte estiagem prolongada na região Sul do País prejudicou a atividade agropecuária como um todo. O estresse calórico, a menor disponibilidade de pastagens e os prejuízos no plantio do milho para silagem devem antecipar a entressafra leiteira na região. 

 

Ressalta-se que fatores conjunturais, em especial os atrelados ao custo de produção, também têm influenciado a produção de leite. O aumento do preço do concentrado, puxado pela constante valorização dos grãos, tem impactado negativamente a tomada de decisão dos pecuaristas nos últimos meses. Ao mesmo tempo, o abate de vacas leiteiras foi estimulado pelos elevados valores no mercado de gado de corte. Também é importante destacar que, frente às dificuldades de anos anteriores, os investimentos de longo prazo para a produção leiteira foram comprometidos, o que têm limitado o potencial de crescimento da atividade no presente. 

 

A grande dificuldade do setor está em conseguir, neste cenário de oferta restrita, fazer o repasse da alta da matéria-prima aos derivados. A retomada do consumo está lenta e os negócios foram considerados fracos em fevereiro e normais na primeira quinzena de março. A pressão das redes atacadistas e varejistas tem limitado a valorização dos derivados lácteos, o que tem gerado bastante oscilação de preços. De 2 a 16 de março, os preços médios do UHT e da muçarela recebidos pelas indústrias em São Paulo registraram altas acumuladas de 2,1% e de 0,9%, respectivamente. No entanto, as cotações do leite em pó caíram 2,5% da primeira para a segunda semana de março. 

 

 

 

 

Produção limitada resulta em leve aumento na cotação do UHT 

Por Débora Zanatta e Beatriz Pina

 

Em fevereiro, as cotações do leite longa vida registraram ligeira alta frente ao primeiro mês do ano. Segundo colaboradores do Cepea, o consumo retraído de UHT levou a um cenário de produção controlada, com estoques limitados. O preço recebido pelas indústrias subiu 0,21% de janeiro para fevereiro, com média de R$ 2,38/litro. Em relação a fevereiro de 2019, por outro lado, houve queda de 5,62%. 

 

Quanto ao queijo muçarela, os valores avançaram 1,03% em relação a janeiro e 4,53% em comparação ao mesmo período de 2019, fechando a R$ 18,92/kg no segundo mês de 2020. Agentes de mercado relatam que, apesar do aumento nos preços, os negócios estiveram enfraquecidos devido ao período de carnaval. Estas pesquisas são realizadas diariamente com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). 

 

Na primeira quinzena de março, o mercado de derivados reagiu. A cotação do UHT subiu 3,6% em relação à média de fevereiro, a R$ 2,47/litro. Para o queijo muçarela, a valorização foi de 1,06% na mesma comparação, com média de R$ 19,12/ kg (levantamento realizado até o dia 13 de março). 

 

OUTROS DERIVADOS – As cotações de leite em pó integral (400g) seguiram elevadas. Dentre os estados pesquisados pelo Cepea, o Paraná registrou a alta mais expressiva em fevereiro frente ao mês anterior, de 4,41%. No entanto, as cotações da manteiga (200g) e do queijo prato recuaram 0,28% e 0,50%, respectivamente, na “Média Brasil”. 

 

Importações e exportações recuam 

em fevereiro 

Por Juliana Cristina dos Santos 

 

Em fevereiro, a menor disponibilidade de leite reduziu as negociações de lácteos no mercado internacional. Segundo dados da Secex, as importações brasileiras totalizaram 9,1 mil toneladas no total, recuo de 17% frente ao mês anterior. Quanto aos embarques, o volume foi de 1,9 mil toneladas, redução de 35% em relação a janeiro/20. 

 

Com o patamar recorde do dólar (média de R$ 4,35 em fevereiro), as importações se enfraqueceram. As compras de leite em pó, que representaram quase 60% do total, recuaram 7% de janeiro para fevereiro, com volume de 5,3 mil toneladas. As importações desse produto do Uruguai diminuíram 65% em relação ao primeiro mês de 2020. A média de preços atingiu US$ 3,12/kg, 1% acima na mesma comparação. 

 

As negociações de produtos lácteos realizadas no leilão GDT (Global Dairy Trade) em fevereiro totalizaram 50 mil toneladas, queda de 14,8% frente ao volume registrado no mês anterior. Quanto ao leite em pó, que representou em torno de 70% do total, a comercialização recuou 8% na mesma comparação, com volume de 34,6 mil toneladas.

 

Os embarques brasileiros também recuaram, influenciados principalmente pela redução nas vendas do leite em pó, com volume abaixo de 30 toneladas e queda de expressivos 97% em relação a janeiro/20. Quanto ao creme de leite, o total enviado foi de 686 toneladas, baixa de 10,4% na mesma comparação. 

 

BALANÇA COMERCIAL – Em termos de receita, a balança comercial registrou déficit de US$ 25,5 milhões em fevereiro, redução de 17% frente ao mês anterior. Em volume, o déficit foi de 7,2 mil toneladas, 10,3% inferior de janeiro para fevereiro. 

 

Mão de obra e ração seguem elevando custos 

 

Por Ivan Barreto 

 

Em fevereiro, os custos de produção da pecuária leiteira aumentaram 0,7% na comparação com o primeiro mês do ano, levando-se em consideração a “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Assim como em janeiro, os principais fatores que contribuíram para o aumento nos custos foram as elevações na mão de obra, acompanhando o segundo reajuste no salário mínimo, e na ração. 

Os preços dos alimentos concentrados utilizados na nutrição dos rebanhos leiteiros registraram alta de 4,74% no acumulado de 2020, na esteira da valorização do milho. Para o cereal, os aumentos são de 7,22% neste ano e de 18,82% entre fevereiro de 2019 e o mesmo mês de 2020 (valores corrigidos pelo IGP-DI fev/20). 

Apesar da elevação de 2,33% dos custos de produção neste ano, a margem do produtor não foi deteriorada, uma vez que o preço do leite subiu 4,83% no acumulado de 2020. 

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