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Comissão de Aquicultura do Sistema FAEP discute energia e sanidade

Reunião online contou com apresentações sobre os programas Renova PR e Paraná Trifásico. Piscicultores também conheceram a estrutura de controle da Adapar

Por: Redação
27/10/2021 às 15h32
Comissão de Aquicultura do Sistema FAEP discute energia e sanidade

Em reunião realizada nesta quarta-feira (27), a Comissão Técnica (CT) de Aquicultura do Sistema FAEP/SENAR-PR se debruçou sobre temas determinantes para a cadeia produtiva: a sustentabilidade energética e a sanidade animal. A programação contemplou o Programa Paraná Energia Rural Renovável (Renova PR), conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná); o Programa Paraná Trifásico, da Companhia Paranaense de Energia (Copel); e os programas de vigilância e de analises da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) relacionados à sanidade de animais aquáticos.

“São temas extremamente importantes e que afetam muito a nossa cadeia produtiva”, observou o presidente da CT, Edmilson Zabott. “A energia elétrica é um dos principais insumos e custos da nossa cadeia e a questão sanitária são determinantes para qualquer atividade agropecuária”, acrescentou.

Coordenador do Renova PR, Herlon Goelzer de Almeida, apresentou as diretrizes do programa, que tem por objetivo estimular os produtores rurais a adotarem sistemas de energia renovável – usinas fotovoltaicas ou biodigestores – em suas respectivas propriedades. Para isso, a iniciativa prevê o financiamento dos projetos com juros zero, subsidiados pelo governo estadual. Segundo Almeida, até o momento, 1,2 mil projetos já foram aceitos pelo programa, orçados em R$ 205 milhões. Destes, 560 já estão em fase de financiamento. O objetivo é que o programa chegue em 2030 com mais de 100 mil produtores atendidos.

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Almeida também contextualizou o advento do programa a outros fatores: em dezembro de 2022, o governo do Paraná extinguirá a Tarifa Rural Noturna (TRN) – iniciativa que prevê descontos na energia consumida no período noturno por produtores; até o fim de 2023, o governo federal colocará fim a subsídios energéticos no campo; e a crise hídrica deve manter o preço da energia em patamares elevados pelo menos até o ano que vem. Nesse sentido, a adoção de energia renovável colocaria os piscicultores no rumo da sustentabilidade econômica e ambiental, com autonomia energética.

“O fim da TRN é apenas parte desse processo. Eu gostaria que os produtores entendessem a lógica do Renova PR, que é o contexto energético do país. Produzir a própria energia é uma questão de sobrevivência, sustentabilidade e competitividade”, disse o coordenador do programa.

Representando o Departamento de Projetos Especiais da Copel, Edison Ribeiro, trouxe números do Paraná Trifásico. Segundo ele, o programa idealizado em 2019 partiu de pontos sensíveis das principais cadeias produtivas, começando a substituir a rede do Estado. O Paraná tem, hoje, 105 mil quilômetros de rede monofásica. A partir da iniciativa, foram implantados 5,8 mil quilômetros de rede trifásica, com o investimento de R$ 480 milhões. Já foram instalados mais de 80 mil medidores, pelas mais de 200 equipes que a Copel mantém em campo.

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Sanidade

O coordenador de sanidade dos animais aquáticos da Adapar, Claudio Sobezak, levou aos produtores informações sobre a estrutura de vigilância, relacionados principalmente ao controle sanitário. De acordo com Sobezak, um dos principais focos são as doenças parasitárias, consideradas um problema sério para a produção de peixes tropicais no Brasil. Para isso, a Adapar dispõe de 130 unidades locais de atendimento, a quem os produtores devem notificar em caso de suspeitas de contaminação. Além disso, a agência mantém um laboratório oficial – para análises – e 22 postos de fiscalização de trânsito agropecuário – que controlam a entrada de animais no Paraná. Além disso, Sobezak destacou a importância de, a cada ano, os piscicultores atualizarem o cadastro dos animais que mantém em suas propriedades.

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