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Suinocultura MERCADO

Consultor Internacional de suinocultura Roy Nillesen falou sobre mercado chinês e europeu no Sindicato Rural de Castro.

O Brasil deve buscar um caminho diferenciado caso queira se manter como um grande produtor de suínos. Deve aliar técnicas de sustentabilidade para atender mercados exigentes e, além disso, deve se ajustar no custo de produção e não ficar somente na receita de milho e soja.

13/10/2021 às 16h59 Atualizada em 13/10/2021 às 19h02
Por: Redação
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O consultor internacional de suinocultura da Agro Consultancy B.V., Roy Nillesen, com suinocultores integrados, cooperados e independentes, além de produtores rurais e diretoria do Sindicato Rural de Castro. Fotos Toninho Anhaia
O consultor internacional de suinocultura da Agro Consultancy B.V., Roy Nillesen, com suinocultores integrados, cooperados e independentes, além de produtores rurais e diretoria do Sindicato Rural de Castro. Fotos Toninho Anhaia

O consultor internacional de suinocultura da Agro Consultancy B.V., Roy Nillesen conversou com suinocultores integrados, cooperados e independentes, além de produtores rurais no Café do Produtor no Sindicato Rural de Castro no Paraná. O evento foi realizado na última quarta-feira, dia 13 de outubro na forma presencial e online, na oportunidade o consultor pôde trocar informações sobre o mercado internacional e repassar outras informações importantes sobre a suinocultura.

Segundo Roy a China deve se tornar autossuficiente ou muito próximo disto, na produção de suínos em breve. Prova disso é que os chineses estão eliminando a suinocultura de fundo de quintal e tornando-a cada vez mais industrial, um entrave seria o custo da produção, mas que estes produtores já buscam uma alternativa para a receita de soja e milho na alimentação dos suínos. Além disso, o governo chinês participa de todos os grandes investimentos, tanto que lá é possível construir granjas para 10 mil matrizes em seis meses, até mesmo quando a construção é no formato de prédio. Segundo ele, estas iniciativas do governo chinês são para barrar o avanço da peste suína clássica, pois detectaram que o grande problema estava no pequeno produtor que não levava a risca todos os requisitos de sanidade e produtividade. Já nos grandes investimentos tudo é tecnificado e rastreado e buscam eliminar qualquer contaminação.

O consultor internacional de suinocultura da Agro Consultancy B.V., Roy Nillesen

 

Além disso, outro ponto abordado é que os suinocultores da europa têm buscado aumentar seus índices de produção e competitividade, o que coloca mais proteína disponível no mercado. Isso acontece, porque os produtores conseguiram adaptar uma alimentação nutricional diferenciada que, ao mesmo tempo, oferece ganho de peso e reduz custos na produção. O ajuste foi necessário, visto que os custos de produção estão ficando cada vez mais elevados e chegou a um ponto em que a venda do suíno estava bem abaixo do custo de produção, o que inviabiliza a atividade, portanto tiveram que se adaptar e buscar um novo caminho.

Portanto, tudo isso deve acender um sinal de alerta e que o Brasil, já deve buscar novos mercados a exemplo do Vietnã, Coréia, Japão, entre outros e não ficar amarrado somente no mercado chines. Desta forma o Brasil, deve buscar um caminho diferenciado para se manter como um grande produtor de suínos, relata Roy.

As dicas do consultor e se preocupar com o bem-estar animal e meio ambiente, para atender os mercados mais exigentes. Outra dica é em relação à alimentação e não ficar amarrado só na receita de milho e soja. Uma das dicas é usar cevada e levar mais fibras na dieta, o que pode ajudar o animal a observar melhor os nutrientes da ração e assim ter uma melhor conversão.

Na europa eles utilizam um tipo de cevada forrageira, mas que na realidade brasileira isso ainda não é viável. Segundo os participantes, os institutos de pesquisas devem buscar um premix ou equivalente para encontrarem uma solução mais viável na alimentação dos suínos. Agora cabe ao Brasil realizar pesquisas para trilhar uma alternativa  mais barata do que a utilização milho e soja.

Participaram da conversa  suinocultores integrados, cooperados e independentes, além de produtores rurais e diretoria do Sindicato Rural de Castro 

 

 

Ao final do encontro Roy Nillesen se colocou à disposição para futuras conversas, pois a troca de informações é importante para manter a atividade forte e viável.

Fazenda com vários andares da empresa  Yangxiang na China. Foto divulgação.

 

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