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Não houve e não há caso de vaca louca no Brasil - Atípico, segue a vida!

Não houve e não há caso de vaca louca no Brasil, e é isto que a mídia deveria informar antes de qualquer outro comentário.

Por: Redação Fonte: Por Paulo Bellincanta – presidente do Sindifrigo MT
05/09/2021 às 13h10
Não houve e não há caso de vaca louca no Brasil - Atípico, segue a vida!
Paulo Belincanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo MT)

Mercado com excesso de desinformação.

Não houve e não há caso de vaca louca no Brasil, e é isto que a mídia deveria informar antes de qualquer outro comentário.

De uma suspeita não confirmada fazemos um estardalhaço que provocará prejuízos a toda uma cadeia produtora brasileira.

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O que houve?

- Uma suspeita.

- Uma análise de laboratório.

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- Um resultado negativo.

Estes fatos não deveriam gerar sequer notícias. No entanto pagaremos carro pelo sensacionalismo.

As exportações sofrerão algum tipo de acomodação, pois em qualquer situação haverá um intervalo e desaquecimento dos volumes exportados ( O TAMANHO DESTE INTERVALO BEM COMO DOS VOLUMES SÃO DESCONHECIDOS).

O mercado interno já estava com desaquecimento e muito ofertado antes deste momento.

A proteção dos preços do produto passa pela estratégia e “sangue frio” na hora da tomada  de decisão.

TODOS PERDEMOS.

Matar sem segurança de que o produto será exportado é risco muito alto.

Inundar um mercado interno, já capenga é certeza de um derretimento de preços que trará carne e boi muito pra baixo.

Qualquer aposta neste momento é tiro no escuro e não adianta remeter a outrem culpa alguma.

Assumir o custo de uma planta parada, não inundar de carne o mercado, segurar por alguns dias o boi no confinamento são prejuízos menores.

Não temos espaços no custo para uma baixa na arroba nem folga no caixa para suspender abates de modo indefinido.

Indústrias e pecuarista podem ter suas “diferenças” mas nesta hora são Timoneiro e Capitão em um mesmo navio em oceano aberto.

Precisamos contabilizar o menor prejuízo possível somar esforços até que os ventos passem.

Ao final de tudo o mercado soberano ditará sua regra. No amanhã olharemos para trás e teremos acumulado mais um aprendizado para usarmos no futuro.

Medidas precipitadas, se nunca são aconselháveis, neste momento são veneno letal. 

Deveríamos considerar apenas que nos chega de modo  oficial de governo.

O que não procede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)  tem sido mais especulativo que real.

 

Paulo Belincanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo MT) – [email protected]

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