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Produtores integrados da BRF mostram caminhos da sustentabilidade no campo

Uso racional dos recursos naturais e destino adequado dos resíduos gerados 
pela produção mobilizam criadores de aves e suínos

Por: Redação
19/08/2021 às 09h27
Produtores integrados da BRF mostram caminhos da sustentabilidade no campo
Sedenir Fernandes implantou um sistema onde dejetos da criação de suínos são rapidamente transformados em adubo, no Vale do Taquari

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, tem em seus 10 mil produtores integrados importantes parceiros em projetos de sustentabilidade. Em todo o Brasil, iniciativas de criadores de aves e suínos mostram que são muitas as alternativas que favorecem o meio ambiente e ainda podem criar oportunidades econômicas para a produção.

 

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O comprometimento da Companhia com agenda sustentável em toda a cadeia produtiva foi reforçado neste ano com o compromisso de ser Net Zero até 2040, o que significa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e neutralizar emissões residuais até 2040. Parte fundamental nesse processo, os produtores integrados à BRF há muito abraçaram a causa e são estimulados a ampliar suas próprias ações, assim como compartilhar bons exemplos. 

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No Rio Grande do Sul, a granja da família Betti, em Nova Bréscia, substituiu 100% da energia elétrica por energia solar e se programa para novos investimentos na área. Os aviários cobertos por painéis solares geram 21 mil kilowatts e, com isso, a família trocou a conta de energia elétrica por um financiamento que se pagará em, no máximo, cinco anos. Sete aviários e três residências da granja são abastecidos com energia solar. 

 

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“Optamos por um investimento em energia solar. Pensamos em médio e longo prazo e percebemos que isso era bastante viável, já que as placas têm 25 anos de garantia”, explica o produtor Cristiano Betti, que agora tem como meta trocar todo o sistema de aquecimento feito por pellets também por energia fotovoltaica. 


Dejetos de suínos viram nutriente para o pasto no Rio Grande do Sul e energia no Mato Grosso

 

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De Arroio do Meio e Dois Lajeados, também no Rio Grande do Sul, Sedenir Fernandes implantou um sistema onde dejetos da criação de suínos são rapidamente transformados em adubo. O composto tem como destino a pastagem que alimenta o rebanho bovino e é compartilhado com vizinhos. 

 

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“A área onde ficam os criatórios é alta e montei um sistema em que os dejetos descem por declive. Depois, uma centrífuga faz a separação dos resíduos, que são direcionados a um biodigestor e lagoas de decantação. Assim, a transformação em adubo é acelerada de 120 dias para 45 dias”, explica Fernandes.

 

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Em Tapurah (MT), Iraldo Ebertz adota desde 2016, e cada vez mais, o biogás como fonte energética da fazenda Seis Amigos, que tem na suinocultura uma de suas principais atividades. Os dejetos oriundos da atividade geram 4,3 milhões de KWh/ano, graças à implantação de 18 biodigestores e 9 quilômetros de gasoduto interligando todo sistema.

 

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Com um plantel médio de 13,5 mil matrizes em produção, divididas em três unidades produtoras e três crechários, foram criados no local 380 mil leitões em 2020. Ao investir para transformar os dejetos de todos esses animais em fonte de energia, a fazenda reduz a emissão de poluentes no ambiente e ainda tem energia a custo zero.

 

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O biogás também alimenta o sistema de irrigação e secagem de feno, atende às demandas da pecuária bovina (são mais de 600 animais) e das 41 residências de colaboradores que vivem na fazenda. Os dejetos são utilizados também como biofertilizante em mais de 600 hectares de pastagem. Entre os próximos projetos está a implantação do posto de abastecimento de biogás e a adaptação de toda a frota para operar com este combustível.

 

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“Também planejamos a implantação de sistema de reuso da água, que após a saída dos biodigestores passará por um sistema de saneamento e poderá ser reusada na granja ou destinada à natureza. Assim damos sequência no ciclo renovável onde o dejeto suíno já gera biofertilizante e biogás”, explica Ebertz.

 

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Uso racional da água e captação de chuva na serra gaúcha e no Paraná

Aproveitar a água da chuva norteou o projeto de Antônio Backes e do filho Márcio, no Paraná.

 

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Na serra gaúcha, em Carlos Barbosa, a família Geremia está em constante busca por soluções sustentáveis e economicamente viáveis e costuma criar suas próprias respostas a diferentes desafios. Incomodados com a água perdida em um processo convencional de resfriamento, o chamado flushing, eles desenvolveram um sistema próprio para fazer a água circular e resfriar, sem perdas.

 

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“Ver toda aquela água indo embora nos incomodava. Se é possível armazenar água da chuva coletando em uma calha, por que não daria para fazer o mesmo no reuso de manejo das aves com a água que é bombeada do poço?”, se questionava Marciela Geremia, uma das proprietárias da granja.

 

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A solução encontrada foi simples, mas a economia é grande. Uma caixa de 20 mil litros conectada entre os aviários e o poço artesiano da família permite ter água em movimento e sem desperdício. No sistema convencional, as torneiras despejariam água no solo, movimentando e resfriando o líquido. Agora, a água resfria em um circuito fechado onde o insumo é usado de forma racional. Marciela assegura que o projeto evita o desperdício de até 18 mil litros de água limpa no processo de resfriamento em apenas um dia.

 

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No Paraná, no município de Mercedes, aproveitar melhor a água da chuva foi o que norteou o projeto de Antônio Backes e do filho Márcio.  Há cinco anos, eles precisaram buscar água fora da granja para manter a produção de aves.  Na época, a seca estava afetando a região, o que já se repetiu em anos posteriores, mas o problema ficou no passado. Em 2018, eles instalaram um sistema de captação e filtragem de água da chuva, a partir de calhas nos galpões. 

O sistema armazena e filtra, com pedras e areia, até 300 mil litros de água em três tanques, eliminando impurezas. A água é reusada no resfriamento e na limpeza de aviários. “Tudo simples e fácil de fazer, ajuda o meio ambiente e traz economia”, diz Márcio.

Em Carlos Barbosa, a família Geremia adaptou uma caixa d´água para realizar o resfriamento sem desperdiçar o insumo.

 

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Madeira de reflorestamento para aquecer as aves no Rio Grande do Sul

A produção própria de lenha para aquecimentos dos aviários, com madeira de reflorestamento, foi a alternativa adotada por Alcione Zangalli, no Rio Grande do Sul

 

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A produção própria de lenha para aquecimentos dos aviários, com madeira de reflorestamento, foi a alternativa adotada por Alcione Zangalli, de Marques de Souza. Com dois aviários que somam 4.352 metros quadrados e capacidade de alojamento de 86 mil aves, o produtor os aquece com a lenha oriunda de 25 hectares próprios de eucaliptos reflorestados. O produtor conta ainda com mais 8 hectares para plantio nos próximos anos.

 

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“O aquecimento dos pintinhos com pellet ou compra da lenha gera em torno de R$ 0,20 por cabeça. Se você tiver sua própria lenha, você tem a certeza da origem sustentável e o custo ainda fica em torno de R$ 0,05. Ou seja, uma economia de R$ 50 mil por ano num aviário de 2,4 mil metros quadrados”, calcula Zangalli, que atua com o plantio de árvores, de várias espécies, desde muito cedo, com o pai.

 

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A diretora de Sustentabilidade da BRF, Mariana Modesto, destaca que a Companhia tem preocupação em proporcionar um futuro melhor para o planeta. “Preservar o meio ambiente e ser ecoeficiente é uma das ambições do nosso Plano de Sustentabilidade, que viabilizamos por meio dos nossos compromissos”, diz ela. Trabalhamos continuamente para inovar e encontrar soluções sustentáveis para os desafios que se apresentam em nossa atividade.”

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