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Agroindústria e assistência técnica promovem geração de renda

Com esforço e assistência técnica o casal, Leocledes Gossler, conhecido como Tico, e Giovana Karina Gregolon, atingiram o equilíbrio financeiro e fazem planos para ampliar os negócios no futuro.

Por: Redação
02/08/2021 às 13h16
Agroindústria e assistência técnica promovem geração de renda
Hoje o casal mantém 12 vacas em lactação que produzem, em média, 200 litros de leite por dia. Uma parte é transformada em queijo colonial, 700 quilos por mês, e outra é destinada ao laticínio do município. Fotos IDR-Paraná.

A história de Leocledes Gossler, conhecido como Tico, e Giovana Karina Gregolon é cheia de reviravoltas. O casal por algum tempo tentou viver na cidade. Giovana era professora de Matemática e Tico trabalhava como frentista num posto de gasolina no município. Mas sem grandes perspectivas eles resolveram se mudar para a área rural de Chopinzinho e apostar no cultivo de frutas. Depois de algumas safras frustradas os dois estavam prontos para desistir dos seus planos. Foi então que descobriram uma vocação que redirecionou suas vidas, a agroindústria. Hoje Giovana e Tico têm uma marca própria, a LG Alimentos, que estampa pacotes de bolachas, cucas e queijos coloniais. A produção é vendida em feiras, panificadoras e para o programa Merenda Escolar do município e do estado. Com esforço e assistência técnica o casal atingiu um equilíbrio financeiro e faz planos para ampliar os negócios no futuro.

Giovana conta que em 2013 o marido resolveu investir na produção de morangos. Porém, um temporal causou sérios prejuízos e eles passaram a plantar melão e melancia. "Nós insistimos em plantar melão por dois anos, porque meu pai fazia isso e eu me criei plantando melão" lembra Giovana.  Mas, a frustração de duas safras seguidas levou o casal a uma grande crise financeira. 
Vocação

Márcia de Andrade, do IDR-Paraná de Chopinzinho, lembra que o casal chegou ao escritório para saber o que podiam fazer depois de tantas iniciativas frustradas. A extensionista passou a investigar qual seria a vocação de Tico e Giovana e durante uma conversa a produtora contou que fazia algumas bolachas e pães para vender. Márcia experimentou os produtos, percebeu a qualidade e a partir daí incentivou o casal a investir na agroindústria, já que a propriedade tinha uma área pequena, de 1,8 hectare.  

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O casal tinha algumas vacas Jersey que produziam leite para entrega no laticínio do município e também para a fabricação de um pouco de queijo.  Em 2013 eles se associaram à AMR (Associação de Mulheres Rurais de Chopinzinho) e começaram a vender seus produtos na feira vinculada à associação. Logo em seguida eles passaram a entregar a produção para o programa Merenda Escolar. 

Para que a produção tivesse qualidade, Márcia orientou a capacitação do casal que fez um curso sobre queijos, graças a uma parceria entre a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Cresol (Cooperativa de Crédito Rural Solidário), MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento) e IDR-Paraná. Isso mudou o rumo da propriedade e logo Giovana e Tico passaram a integrar a Aprosud (Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná).

Hoje o casal mantém 12 vacas em lactação que produzem, em média, 200 litros de leite por dia. Uma parte é transformada em queijo colonial, 700 quilos por mês, e outra é destinada ao laticínio do município. Na propriedade são fabricados 800 quilos de bolachas, pães e cucas mensalmente. Giovanna também está fazendo bebida láctea para a entrega no programa Merenda Escolar.
Instalações

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Toda essa produção precisava de um espaço adequado, por isso Giovana e Tico recorreram a um financiamento no Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) para construir instalações separadas para o queijo e panificados.  A construção das agroindústrias soma 48 metros quadrados e conta com fornos, assadeiras, pia e mesas em inox, câmara fria e sala de cura. "Antes eu fazia tudo dentro de casa, mas precisava de uma estrutura melhor para fazer o queijo separado das bolachas. Agora, a luta é legalizar a agroindústria e conseguir o SIM (Serviço de Inspeção Municipal). Queremos transformar todo o leite da propriedade em queijo porque ainda entregamos uma parte para o laticínio", observa Giovana.  

Para construir as agroindústrias, o casal recorreu a um financiamento de R$ 37 mil no Sicredi. No entanto, esse recurso foi o suficiente apenas para fazer a infraestrutura das obras. Giovana acrescentou que eles construíram uma sala de ordenha, uma exigência para a regularização da agroindústria do queijo e todo custo está sendo pago com recursos próprios. Giovana disse que por enquanto eles estão conseguindo saldar todas as dívidas. O casal comemora o sucesso da LG Alimentos que gera uma renda bruta de R$ 10 mil por mês. "Nós tivemos um grande apoio do IDR-Paraná. A Márcia deu uma grande força para a gente continuar. E ela ainda acompanha nosso trabalho. Sempre recorro a ela para fazer a tabela nutricional dos alimentos e para tirar qualquer dúvida. Ela nos incentivou a não desistir, a não desanimar e a continuar na luta. Eu costumo dizer que a culpa de tudo que está acontecendo na nossa vida, de tudo ter dado certo, é da Márcia do IDR-Paraná", brinca Giovana. Fonte IDR-Paraná.

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