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Frigorifico em Piraí do Sul fecha e 32 funcionários perdem emprego

Por causa de uma demanda judicial e administrativa na Adapar, frigorífico em Piraí do Sul encerra as atividades e 32 funcionários perdem o emprego. Com o frigorífico fechado, casa de carnes, mercados e outras empresas que abatiam o gado no local devem ter aumento de custo para realizar abate em outra região.

Por: Redação
04/02/2021 às 13h05 Atualizada em 05/02/2021 às 14h33
Frigorifico em Piraí do Sul fecha e 32 funcionários perdem emprego
Funcionários recebem com tristeza a notícia do fechamento do frigorífico.

Por causa de uma disputa de braço entre arrendatário e arrendador na justiça e Adapar, 32 funcionários perdem o emprego no Frigorífico em Piraí do Sul, arrendado pela empresa ABR Frigorífico. Indiretamente o fechamento da unidade deve afetar outros 300 empregos na região, em casa de carnes, mercados entre outros estabelecimentos que abatiam gado no local. Agora estas empresas devem procurar abatedouros em outras regiões do estado, o mais próximo é em Ivaí.

O representante da empresa ABR Frigorífico, Ageu Benevides Rodrigues, explica que a atitude tomada é devido a uma demanda judicial e administrativa junto a Adapar entre a empresa e o arrendador. “O arrendador tem a titularidade na Adapar, e para o órgão público ele pediu uma reforma no frigorífico a qual foi acatada. Portanto, sem a autorização da Adapar todas as atividades do frigorífico ficaram suspensas. Não posso questionar a questão da Adapar, mas posso questionar a questão da locação, pois temos um contrato. Dado as circunstâncias do momento, sou forçado a mandar embora todos os 32 funcionários, pois sem abate e não sabendo por quanto tempo irá se estender a questão na justiça não terei renda suficiente para manter os funcionários. Portanto, para garantir o direito trabalhista enquanto tenho caixa o correto é mandar os funcionários embora.”, relata Ageu.

O empresário conta que direto o frigorífico emprega 32 pessoas e indireto passa de 300 empregos abrangendo os estabelecimentos que dependem do abate para comercializar a carne. “Aqui prestamos serviços para várias casas de carnes e mercados da região e se juntarmos todos estes estabelecimentos o número de pessoas afetadas é grande.”, explica o empresário. Ele relata que notificou todos os comerciantes que utilizam do serviço do frigorífico sobre a situação. “Explicamos que tudo esta na mão da justiça e que eles agora devem buscar abatedouros em outras regiões, isso irá afetar o custo, por uma questão de logística e que certamente na hora de enxugar o custo infelizmente terá que demitir funcionários para continuar vivendo.”, acredita Ageu. 

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O arrendatário espera entrar em um acordo na justiça com o arrendador para voltar a trabalhar e gerar emprego e renda. "Espero que a situação possa ser resolvida mais rápida possível, mas dependemos da justiça. Caso tenhamos uma decisão favorável, podemos chamar todos os funcionários novamente ao trabalho e é vida que segue.", espera Ageu.

Cozinheria, Adriana do Prado.

A cozinheira da empresa, Adriana Aparecida do Prado, se diz triste com a situação, é ela que sustenta a família e estava feliz por ter encontrado um emprego fixo, pois há muitos anos trabalhava como diarista. “Estou muito triste com tudo isso. Trabalhei muitos anos como diarista e diarista não tem futuro, pois não tenho garantia nenhuma. Aqui eu estava feliz por ter arranjado um emprego fixo e com meus direitos trabalhistas e estava me dando super bem com o trabalho na cozinha. Tenho a esperança que a justiça possa mostrar uma luz para situação e tudo se resolva. O emprego anda tão difícil, em especial aqui na minha cidade. Aqui era tão bom que até cesta básica a gente recebia e nem todos os empregos oferecem isso para gente. Estou muito triste com o dia de hoje”, relata Adriana.

Funcionária área de produção Carol Santos.

Outra funcionária que atuava na área de produção, Carol da Silva Santos Carneiro, também conta que é responsável por sua família e que o salário era a única fonte renda. “Tenho em casa, dois filhos e o salário daqui do frigorífico era o sustento da minha família. O dinheiro daqui era usado para alimentação, roupa e estudo. Estou muito triste por ficar sem trabalho e agora vou ter que ir procurar emprego e correr a cidade para ver outro serviço.”, conta a Carol.

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A redação do Minuto Rural, procurou o arrendador do frigorífico Alex Mainardes, que ficou de enviar uma nota, porém até o fechamento da edição a redação não recebeu.

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