
O mercado da ovinocultura no estado do Paraná apresenta um cenário de valorização expressiva ao longo de 2026, acompanhando a tendência de alta observada nas demais proteínas animais. De acordo com os dados levantados pelo CIM Caprinos e Ovinos da Embrapa, a cotação do animal vivo no Paraná atingiu a marca de R$ 18,25 por quilograma no mês de setembro, o que representa um acréscimo de 6,73% em comparação ao mês imediatamente anterior. Com esse movimento de alta registrado na grande maioria dos estados brasileiros, a proteína ovina ganha força no mercado e se posiciona em patamares significativamente superiores aos R$ 14,90 por quilograma observados no mesmo período de 2025.
No âmbito do varejo paranaense, monitorado ao longo do mês de outubro, os principais cortes comercializados sustentaram preços mais altos, registrando variações mensais e anuais específicas. A costela, a paleta com osso e o pernil com osso apresentaram variações mensais aproximadas de +0,95%, -0,27% e +3,09%, respectivamente, em relação aos valores praticados no mês anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, as oscilações apontam patamares de -2,45% para a costela, +10% para a paleta com osso e +16,8% para o pernil com osso. Atualmente, esses cortes tradicionais são comercializados no mercado consumidor paranaense por preços médios de R$ 54,74, R$ 71,66 e R$ 73,48 por quilograma, respectivamente.
O médico veterinário Thiago De Marchi da Silva analisa o comportamento positivo da atividade e o fortalecimento da cadeia produtiva. "O preço do ovino vivo no Paraná atingiu R$ 18,25 por quilograma em setembro, uma alta de 6,73% em relação ao mês anterior, segundo dados do CIM Caprinos e Ovinos da Embrapa", pontua o especialista, destacando que a proteína ganha força e se posiciona muito acima do registrado no ano passado, seguindo a tendência favorável das demais proteínas.
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