
As exportações brasileiras de tilápia registraram crescimento de 7% em setembro de 2026, alcançando 594 toneladas, ante 553 toneladas em agosto. Em valores, os embarques apresentaram leve retração de aproximadamente 1%, passando de US$ 3,40 milhões, frente aos US$ 3,45 milhões do mês anterior. Esses dados são da Embrapa e foram apresentados durante reunião da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), que também destacou os desafios enfrentados pelo setor no mercado interno.
De acordo com levantamento do Cepea/Esalq-
No mercado atacadista de filé congelado, a demanda permaneceu retraída, com queda dos preços em São Paulo e Minas Gerais e leve valorização no Paraná. As indústrias continuam enfrentando margens apertadas, dificuldades para repassar reajustes e forte concorrência no varejo.
Outro fator de preocupação é a elevação dos custos de produção, impulsionada pela valorização do milho e do farelo de soja, principais componentes da ração. Segundo o Cepea, o poder de compra do produtor em relação à ração com 32% de proteína caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, refletindo a combinação entre menores preços recebidos pela tilápia e aumento dos custos de alimentação. O cenário amplia a pressão sobre a rentabilidade da atividade.
No comércio exterior, as importações brasileiras de tilápia do Vietnã também avançaram, atingindo aproximadamente 1.324 toneladas em setembro, crescimento de 11% em relação a agosto. São Paulo se destacou entre os estados de destino, com aumento dos volumes importados. O preço médio do produto também subiu, alcançando US$ 4,35 por quilo, acima da média de US$ 4,14 registrada entre janeiro e setembro.
“Diante desse cenário, a PEIXE BR segue acompanhando as questões comerciais e regulatórias relacionadas às importações e buscando alternativas para ampliar a competitividade da tilápia brasileira”, realça o presidente da associação, Francisco Medeiros.
Sobre a Peixe BR
A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.