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Pecuária ABELHAS SEM FERRÃO

SENAR-PR ensina como trabalhar com abelhas sem ferrão

O curso Trabalhador na Apicultura - abelhas indígenas sem ferrão é uma atividade sustentável e altamente adaptável a qualquer local, auxiliando no equilíbrio biológico dos biomas brasileiros e na preservação de espécies vegetais

05/01/2021 19h23
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Por: Redação Fonte: Reportagem Toninho Anhaia
No curso, os alunos tiveram aulas teóricas e práticas para conhecer melhor o universo da abelhas indígenas sem ferrão. Fotos Toninho Anhaia
No curso, os alunos tiveram aulas teóricas e práticas para conhecer melhor o universo da abelhas indígenas sem ferrão. Fotos Toninho Anhaia

Existe uma variedade de abelhas na natureza e todas possuem uma tarefa importante no meio ambiente, pois ajudam no equilíbrio biológico dos biomas brasileiros e na preservação de especieis vegetais. 

Aqui no Brasil, já viviam muitas espécies nativas antes das estrangeiras chegarem. As abelhas nativas, ou abelhas sem ferrão, povoam os diversos biomas do território brasileiro e chegam a mais de 300 espécies que fazem seus ninhos em ocos de árvores. Entre as mais conhecidas, estão a Jataí, Marmelada, Mirim-Guaçu, Mirim-Preguiça, Iraí e Mandaguari, criadas para a produção de mel, fins comerciais ou consumo próprio.

O SENAR-PR possui vários cursos voltados a área para ajudar o produtor rural a preservar e trabalhar com abelhas sem ferrão. Um destes cursos foi realizado no Sindicato Rural de Castro, onde os produtores tiveram aulas teóricas e práticas sobre o assunto. O curso, por conta da pandemia teve algumas modificações na questão de segurança, a exemplo do uso obrigatório de máscara, distanciamento social, uso de álcool 70% e número limitado de alunos.

O instrutor do SENAR-PR, Joel Almeida Schmidt, destaca que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) oferece o curso de Trabalhador na Apicultura – abelhas indígenas sem ferrão. Segundo ele, a ideia do curso é transmitir como funciona toda a cadeia produtiva da meliponicultura. “São quatro dias de curso, portanto, é uma grade completa, em que explicamos desde as escolhas das caixas, das espécies para criar, como fazer a multiplicação dos enxames e onde criar. Além disso, abordamos o manejo do mel, como colher, conservar, comercializar, enfim, todo o processo que envolve a cadeia”, explica o instrutor.

Uma facilidade no manejo das abelhas sem ferrão, segundo Schmidt, é que não é necessário utilizar fumaça e equipamentos complexos para trabalhar com esta espécie. “Os enxames podem ficar em caixas menores, as abelhas não precisam de fumaça para trabalhar, o produtor não precisar usar máscara e macacão, então é uma atividade bem tranquila para atuar, ideal para as mulheres, jovens, idosos, além de estar em franca expansão no Brasil. Também é um valor agregado na propriedade, até porque, não compete com as outras atividades. Pelo contrário, vai ajudar na polinização, na proteção das nascentes de água, ou seja, só vai trazer benefícios para a propriedade”, relata o instrutor.

Ele explica que, para que a atividade seja rentável, o ideal é que o produtor tenha cerca de 50 caixas, mas nada impede que tenha menos e que seja para o consumo próprio, ou fazer da abelhas aliadas na polinização na propriedade. 

Um dos passos para entrar na atividade é escolher boas abelhas para garantir produtividade. “Uma maneira para iniciar na atividade é captura ou a compra de criadores certificados para garantir uma boa produção de mel”, orienta o instrutor. Quanto aos cuidados e manejo, ele enumera alguns. "Os principais cuidados com este tipo de abelha é em relação ao vento, portanto, o produtor deve escolher uma área protegida. Outro cuidado com a área é em relação à incidência solar, já que essa abelha não gosta muito de sol, então a recomendação é um local parcialmente sombreado ou com pouco sol. Também temos que ter cuidados com alguns inimigos naturais, como as formigas e um mosquito chamado forídeo. No geral, é uma atividade fácil de manejar e agregar valor na propriedade", comenta o instrutor.

O participante Marcos Antonio Lima Silva é apicultor há alguns anos e buscou o curso para aprimorar seus conhecimentos na área de meliponicultura. Ele salienta que, em outra oportunidade, fez um curso voltado na área de apicultura, o que lhe ajudou muito na produção de mel com as abelhas de ferrão. “Sou apaixonado pelas abelhas e estou na atividade desde criança, porém não tinha muita técnica. Agora, quero conhecer melhor como é a produção e o manejo das abelhas sem ferrão, por isso procurei o curso do SENAR-PR”, relata o aluno. Marcos Antonio menciona que, durante as aulas, muitas dúvidas foram esclarecidas e entendeu que algumas ações que fazia no manejo não contribuíam para o sucesso na produção. “Durante o curso, percebi que algumas coisas no manejo precisavam ser mudadas para melhorar meus índices de produção e faturamento na atividade. Com o curso, alinhei a técnica com a prática e isso certamente me dará um retorno”, comenta o aluno.

Ficou interessado em saber mais sobre os cursos do SENAR-PR? É só procurar o Sindicato Rural de Castro para conhecer os cursos e a agenda para 2021. O telefone para contato do sindicato é (42) 3232-1813.

Outros cursos do SENAR-PR podem ser vistos clicando aqui.

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