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Cargill celebra dez anos do Benchmarking Confinamento Probeef com recorde de 2,7 milhões de animais analisados na edição de 2026

Estudo consolida a maior base de dados sobre pecuária intensiva da América Latina e retrata tecnificação do confinamento brasileiro

Por: Redação
08/05/2026 às 07h12
Cargill celebra dez anos do Benchmarking Confinamento Probeef com recorde de 2,7 milhões de animais analisados na edição de 2026
Cargill celebra dez anos do Benchmarking Confinamento Probeef com recorde de 2,7 milhões de animais analisados na edição de 2026. Foto Cargil

SÃO PAULO, BRASIL (07 de maio de 2026) – A Cargill Nutrição e Saúde Animal completa dez anos do Benchmarking Confinamento Probeef, consolidando a maior base de dados sobre pecuária intensiva da América Latina. A edição de 2026 analisou 2,7 milhões de animais, superando o ciclo anterior (2,3 milhões) e representando aproximadamente 27% do mercado nacional de confinamento. Ao longo da década, o levantamento acumulou mais de 11,7 milhões de cabeças110 mil lotes e 300 participantes ativos no Brasil, Bolívia e Paraguai, com rebanhos concentrados no Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
 

O marco reflete uma década de transformação do agronegócio. O Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina no ano passado, com 12,35 milhões de toneladas. O confinamento nacional dobrou de tamanho, alcançando cerca de 10 milhões de cabeças em sistema intensivo.
 

"O confinamento brasileiro passou por uma transformação profunda na última década. Migramos de um modelo baseado em experiência prática para um sistema orientado por ciência, dados e tecnologia. E o Benchmarking Probeef captura e compartilha essa evolução", afirma Felipe Bortolotto, gerente de Tecnologia para Gado de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
 

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Retrato de um setor cada vez mais técnico

A edição de 2026 (com base de dados de 2025) reflete a heterogeneidade da pecuária brasileira, abrangendo desde confinamentos com 1.000 cabeças até operações com mais de 90.000 animais. Do total avaliado, 89,75% são machos, com peso médio de entrada de 377 quilos e permanência média no cocho de 112 dias. As raças predominantes seguem sendo Nelore e cruzamento industrial, com destaque para o F1 Angus. Entre os principais avanços identificados pelo estudo:

  • Gestão de dados: 95% dos confinamentos utilizam software de gestão operacional. Entre os mais eficientes, o índice chega a 100%.
  • Produtividade por colaborador: cresceu 25% em cinco anos, passando de 425 animais por funcionário em 2021 para 529 em 2025.
  • Infraestrutura de bem-estar animal: 55% dos confinamentos contam com irrigação nos currais e 54% dos TOP 10 usam automação de trato para controlar/gerir dados.
  • Dietas de alta densidade energética: 25% das operações já adotam a Dieta Fast, estratégia nutricional sem volumoso.

Nos confinamentos mais eficientes (Top 10%), a combinação estruturada é determinante: o espaçamento em m² por animal é 15% maior, e 77,3% utilizam 21 dias de adaptação, e 50% incorporam leitura noturna de cocho. Como resultado, esses sistemas apresentam eficiência biológica 8% melhor do que à média geral, economizando 11,66 quilos de matéria seca por arroba produzida, que com os valores de arroba e dietas atuais, seria uma economia ao redor de R$ 120,00 por cabeça.
 

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"O futuro do confinamento passa pela integração entre nutrição de precisão, inteligência de dados e inovação tecnológica. O Benchmarking Probeef seguirá ampliando sua base e aprofundando análises que apoiam o produtor brasileiro em decisões cada vez mais assertivas, sustentando a evolução da pecuária de corte no país", destaca Felipe Bortolotto

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