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Qualidade da água e biotecnologia são destaque em encontro sobre bovinocultura

Embora haja grande preocupação com alimentação e genética, a água, que é essencial para o organismo animal, ainda é subestimada.

Por: Redação Fonte: Érika Zanon/ExpoLondrina
18/04/2026 às 13h20
Qualidade da água e biotecnologia são destaque em encontro sobre bovinocultura
Qualidade da água e biotecnologia são destaque em encontro sobre bovinocultura Roberto Custodio

A qualidade da água que chega aos animais pode impactar diretamente a produtividade na pecuária. Mas será que os produtores estão atentos a esse fator no dia a dia? O tema foi destaque em um encontro sobre tecnologias para intensificação da produção de bovinos, realizado durante a ExpoLondrina, reunindo especialistas e estudantes da área.

A doutoranda Gabriela de Oliveira Deritti abriu a programação chamando a atenção para um ponto muitas vezes negligenciado no manejo: a limpeza e o monitoramento da água nos cochos. Segundo ela, embora haja grande preocupação com alimentação e genética, a água, que é essencial para o organismo animal, ainda é subestimada. A pesquisadora apresentou o uso do pH como um indicador da qualidade da água, destacando que, poucos dias após a limpeza, já é possível observar alterações que indicam a necessidade de higienização.

De acordo com Gabriela, o impacto da ausência de higienização nos cochos é o comprometimento da sanidade do rebanho e dos produtos que chegam para o consumidor. A especialista explicou que a presença de matéria orgânica, como restos de alimentos e até fezes, contribui para a formação de biofilmes que comprometem a qualidade da água e podem trazer prejuízos sanitários e produtivos. “Se o animal não tem acesso a uma água de qualidade, isso vai refletir diretamente no produto final, seja carne ou leite”, pontuou Gabriela.

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Na sequência da programação, o médico veterinário Sérgio Félix abordou a rentabilidade na pecuária aliada à intensificação da produção e ao uso de biotecnologias. Ele destacou que, diante do aumento dos custos e da valorização das terras, é fundamental produzir mais na mesma área. Entre as estratégias apresentadas está a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que permite melhorar o desempenho reprodutivo do rebanho.

Segundo o especialista, a adoção de biotecnologias possibilita que vacas produzam um bezerro a cada 12 meses, com ganho genético e sem comprometer o bem-estar animal. “A intensificação é um caminho necessário para aumentar a eficiência produtiva e garantir melhores resultados ao produtor”, afirmou.

O encontro foi organizado pelo programa de mestrado e doutorado em Saúde e Produção Animal da Unopar e reuniu alunos de medicina veterinária, agronomia e zootecnia. A coordenadora, professora Fabíola Greco, destacou a importância de levar conhecimento técnico e prático aos futuros profissionais e produtores. “A proposta é mostrar como a tecnologia pode ser aplicada no campo, auxiliando na tomada de decisões e contribuindo para uma produção mais eficiente”, ressaltou.

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