
O agronegócio brasileiro – especialmente no RS e MT - tem enfrentado uma crise que pode ser chamada de "tempestade perfeita" – a combinação de escassez de crédito, eventos climáticos extremos (secas severas ou excesso de chuva), alta nos custos de insumos e crises geopolíticas, que têm levado revendas e cooperativas a um cenário de profunda incerteza e, em muitos casos, à recuperação judicial ou extrajudicial.
Nesse cenário crítico, informações e orientações focadas em ações que geram resultados concretos podem fazer a diferença sobre como passar e sair desta “tormenta”.
O consultor da Brid Soluções, com sede em Londrina e atuação em todo o país, Jorge Carvalho, destaca a importância de implantar uma abordagem inovadora, integrando inteligência de dados e execução disciplinada para guiar empresas na tomada de decisões e garantir sua resiliência e crescimento.
Ele observa que a dimensão da crise é preocupante. Grandes players do setor já enfrentaram ou estão enfrentando processos de recuperação judicial, gerando um efeito dominó na cadeia de pagamentos. A instabilidade climática, como as três secas severas em quatro anos no RS, agrava a situação, comprometendo safras e a capacidade de endividamento dos produtores.
Além disso, a volátil dinâmica de preços de insumos pós-pandemia e guerras (como Rússia-Ucrânia), que levou revendas a comprarem caro e venderem barato, espremeu margens e exauriu o fôlego financeiro. “Mesmo diante de um potencial de mercado bilionário, a restrição de crédito impede revendas de capitalizar, transformando oportunidades em desafios de sobrevivência”, constata Carvalho.
Segundo o consultor, é hora de adotar uma visão pragmática: transformar a vasta quantidade de dados disponíveis em sabedoria aplicada. "Não basta ter dados; é preciso transformá-los em ação coordenada e mensurável", afirma.
As ferramentas avançadas de inteligência de dados, aliadas a uma consultoria de execução, podem ajudar o setor a "simplificar o complexo", destaca o especialista. Ele sugere os princípios de Pareto - uma observação empírica que afirma que, em muitos eventos, aproximadamente 80% dos efeitos vêm de 20% das causas – para identificar os produtores que respondem por metade do faturamento de uma cooperativa, por exemplo, otimizando o foco da força de vendas e garantindo a previsibilidade da receita.
Essa abordagem integrada permite que empresas do agronegócio não apenas diagnostiquem seus problemas, mas implementem planos de ação eficazes, com foco em crescimento de faturamento, ganho de participação e aumento de margem. A disciplina gerencial e o monitoramento constante de indicadores são pilares dessa estratégia, que visa mudar a cultura interna dos clientes para uma gestão orientada por dados, garantindo que o esforço se converta em lucratividade e sustentabilidade.
"Em tempos de crise, as decisões precisam ser ágeis e assertivas. A inteligência de dados não é um luxo, mas uma necessidade para a sobrevivência e o crescimento. O compromisso neste tipo de solução estratégica é ir além da entrega de informações, estruturando a execução e a disciplina para que nossos clientes possam enfrentar a 'tempestade perfeita' com mais segurança e visão de futuro", complementa Carvalho.