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Onde esta o onto fraco que faz a diferença entre o lucro e o prejuízo no campo

Apesar de liderar em produtividade, o produtor rural brasileiro ainda enfrenta um desafio silencioso: transformar produção em lucro. Especialistas apontam que a falta de gestão, controle de custos e organização comercial é o principal gargalo, e defendem que estratégia e ação coletiva são o caminho para aumentar a rentabilidade no campo.

Por: Redação Fonte: Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz
18/03/2026 às 07h05
Onde esta o onto fraco que faz a diferença entre o lucro e o prejuízo no campo
Onde esta o onto fraco que faz a diferença entre o lucro e o prejuízo no campo. Foto IA

O produtor rural brasileiro é, sem dúvida, um dos mais fortes do mundo.
Ele enfrenta clima, mercado, custo alto, burocracia… e ainda assim continua produzindo, batendo recordes e sustentando a economia.

Sua maior força é clara:

a produção, a capacidade de trabalho e o conhecimento do campo.

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Mas é exatamente aí que mora um ponto sensível.

Um ponto que poucos gostam de falar.

Todo produtor, seja pequeno, médio ou grande, tem o seu calcanhar de Aquiles.

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E ele não está na lavoura, não esta na produção, pois ali ele dá aula.

Desde a faculdade, ouvi falar das chamadas “lavouras de agrônomos” e das “lavouras lucrativas”.
Na teoria, elas deveriam ser a mesma coisa. Mas a prática ensina diferente.

Depois de mais de 21 anos no campo, fica evidente:

existem as lavouras de dia de campo — bonitas, produtivas, tecnicamente perfeitas —
e existem as lavouras que dão dinheiro de verdade, mas para isso precisamos saber o custo de produção.

Esse é o ponto que separa quem produz bem de quem ganha dinheiro produzindo.

Porque produzir mais não significa, automaticamente, lucrar mais.

E aqui começa o problema.

Muitos produtores dominam a técnica, sabem plantar, sabem colher, conhecem o manejo…
mas não dominam o mercado, não organizam a venda, não planejam o fluxo de produção e não controlam os custos com precisão.

E isso vai, silenciosamente, corroendo o resultado.

É por isso que o papel do engenheiro agrônomo mudou — e precisa mudar ainda mais.

Hoje, não basta recomendar produto ou ajustar adubação.

O agrônomo que gera resultado precisa entender de:

  • mercado
  • padronização de produção
  • cultivo escalonado
  • logística
  • planejamento
  • gestão da propriedade

Porque o verdadeiro resultado não está só na produtividade.

Está na rentabilidade.

E aqui entra uma pergunta importante:

Como o pequeno produtor pode competir em um mercado cada vez mais exigente?

Sozinho, é difícil.

Ele compra caro, vende sem escala, depende de atravessadores e muitas vezes aceita o preço que o mercado impõe.

Mas existe um caminho — que não é novo, mas ainda é pouco aplicado da forma correta.

A resposta está na organização coletiva com gestão profissional, uma organização territorial, como fazemos na ECO PERFORMANCE.

Quando produtores se unem de forma estruturada, através do associativismo e do cooperativismo, eles mudam completamente o jogo.

Passam a:

  • organizar o poder de compra
  • reduzir custos
  • padronizar a produção
  • ganhar escala
  • negociar melhor
  • acessar mercados mais exigentes
  • vender com mais valor agregado

E, principalmente, deixam de ser tomadores de preço para se tornarem protagonistas do próprio resultado.

Mas aqui está o detalhe que faz toda a diferença — e que poucos enxergam.

União sem gestão não resolve.

Organização sem estratégia não gera lucro.

É nesse ponto que muitos projetos falham.

Porque não basta juntar produtores.

É preciso estruturar, organizar, planejar e gerir com visão de mercado.

E é exatamente aí que está a virada de chave.

Por trás das lavouras realmente lucrativas, existe algo que quase ninguém vê:
gestão, organização e estratégia coletiva bem aplicada.

E é isso que estamos construindo.

Estruturando e organizando associações e cooperativas, para que o produtor rural tenha mais poder, mais resultado e, principalmente, controle sobre suas próprias decisões.

Porque no final do dia, o produtor não quer depender.

Ele quer ganhar.

E o caminho existe — mas precisa ser feito do jeito certo.

 

Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz

Engenheiro Agrônomo

Colunista do Minuto Rural

Agro Sustentável
Agro Sustentável
Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz
Engenheiro Agrônomo (CREA-PR 77.988/D), formado pela UEPG. Pós-graduado pela 3G em Gestão Ambiental e Qualidade , pela FGV em Coaching e Mentoring. Especialista em Licenciamento Ambiental (CREA-PR, 2010).
Fundador da Vaz Consultoria Ambiental e da Alta Performance 360.
Atuação em Meio Ambiente, Sustentabilidade e Captação de Fundos ESG, com foco em licenciamento, regularização e defesas ambientais, PRAD, CAR/CRA, gestão de resíduos e métricas ESG. Conecto produtores, indústrias e poder público a editais e parcerias para viabilizar projetos com resultado mensurável e conformidade legal. Colunista do site Minuto Rural. Agro Sustentável – direto, credível e alinhado com licenciamento, ESG e gestão ambiental.
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