
Hoje o tema é diferente, mas direto: tem dinheiro novo na mesa para a agricultura familiar e muita gente não está pronta para pegar.
Estão abrindo vários editais e programas para investir na pequena propriedade, na segurança alimentar e no cooperativismo. Um exemplo concreto é o Coopera Paraná 2025, que acaba de abrir edital com até R$ 100 milhões para apoiar projetos de associações e cooperativas da agricultura familiar no Estado, o maior valor da história do programa.
Agora, pense quantas pessoas você conhece que têm uma propriedade rural e poderiam ter um resultado melhor, mas estão travadas por falta de gestão, por falta de documentação.
Na maioria dos casos, o problema não é tamanho da área, nem só preço do produto:
é falta de organização.
Falta documento em dia, CAR desatualizado, associação parada, cooperativa só “no papel”, ninguém sabe o custo real de produção, não existe planejamento de safra, nem estratégia de mercado. A consequência é conhecida: vende mal, vende na urgência, vende barato.
A boa notícia é que isso é ajustável.
Com planejamento é possível:
Programas como o Coopera Paraná existem justamente para isso: financiar estrutura, gestão, agroindústria e mercado para quem é pequeno, mas quer pensar grande. Ainda dá tempo de organizar associações e cooperativas para acessar esses recursos – desde que alguém assuma a responsabilidade de puxar essa organização. Esse é o trabalho da Eco Compost – Vaz Consultoria, nós conseguimos fazer o projeto certo para atender as demandas da sua associação ou cooperativa.
A pandemia acelerou o acesso à tecnologia e mostrou a importância da comida na mesa. Agora, com reforma tributária, novas linhas de crédito e recursos a fundo perdido, a tendência é aparecer cada vez mais dinheiro direcionado à agricultura familiar. Quem estiver regularizado, organizado e bem assessorado, acessa. Quem não estiver, fica só olhando a oportunidade passar.
A pequena propriedade é, na prática, uma empresa que fornece aquilo que mais precisamos: alimento.
Quando a gente entender isso de verdade, vai parar de tratar a agricultura familiar como “coisa pequena” e começar a enxergá-la como o que ela é: base da nossa segurança alimentar e da economia local.
Autor:
Luiz Francisco Araujo da Costa Vaz – Engenheiro Agrônomo e Colunista Minuto Rural