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Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras teve vários troféus Ouro

Vários vencedores do 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras atingiram notas muito altas

Por: Redação Fonte: Ascom
18/11/2025 às 17h28
Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras teve vários troféus Ouro
Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras teve vários troféus Ouro
Com a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, os vencedores do 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras foram anunciados nesta segunda-feira (17/11) em cerimônia no CDL-BH, em Belo Horizonte. O grande destaque da noite foi a cachaça Vale Verde Extrapremium, de Betim, que levou o troféu Diamante, como a bebida com maior nota do concurso.
Na categoria “Cachaça de Alambique Premium ou Extrapremium”, a Vale Verde levou o troféu Diamante (acima de 95 pontos) com a bebida Vale Verde Extrapremium (1º lugar) e o Ouro com a Vale Verde 12 anos (2º lugar). “É uma honra receber esses prêmios. Em todo o processo de produção, a gente trabalha para conseguir o melhor, mas atingirmos uma pontuação acima de 95 pontos é uma surpresa muito gratificante”, diz o vencedor Daniel Fornari, da Vale Verde.
Em terceiro lugar na categoria, ficou a Requinte do Emboque Premium, de Raul Soares no Rio Doce, que recebeu o troféu Ouro (igual ou acima de 90 pontos). Já na categoria “Cachaça de Alambique Armazenada”, todos os três primeiros colocados receberam o troféu Ouro: Boralina Ouro – Bálsamo (1º lugar/Novo Cruzeiro), Duim Blend Especial (2º lugar/Mar de Espanha), Paulo Azevedo Amburana (3º lugar/Carmópolis de Minas).
Os três primeiros colocados das quatro categorias do concurso também receberam troféus. “A cachaça tem só ampliado sua relevância no estado. Eu fico triste quando viajo para o exterior e no free shop tem as bebidas famosas de cada país e não tem a cachaça brasileira. Meu sonho é a nossa cachaça atingir a relevância dessas outras bebidas. Tenho certeza que temos essa condição, mas só melhorando, padronizando a produção para ter essa penetração num mercado, que é muito exigente”, comentou o governador Romeu Zema.
O concurso prestou homenagens à professora Maria das Graças Cardoso (Ufla), como Mulher Destaque da Cachaça mineira, e a Vira Copos Ouro como agricultor familiar. “Houve um avanço grande na atividade desde que comecei a trabalhar com cachaça há 25 anos e isso com a participação também da mulher como pesquisadora, produtora e na indústria. Ser uma das responsáveis por essa transformação e melhoria da cachaça que vem ocorrendo nas últimas décadas é engrandecedor”, diz Maria das Graças.
Houve muito troféu Ouro ainda nas três primeiras posições da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida”: Estação da Cana – Carvalho e Grápia (1º lugar/Monte Belo), Anfitrión Ouro Single Malt (2º lugar/Governador Valadares) e Dona Diva Ouro (3º lugar/Pouso Alegre). As bebidas Sem Nome (1º lugar/Presidente Bernardes), Onda Clara Prata (2º lugar/Patos de Minas) e Córrego Fundo Prata (3º lugar/Divinópolis) conquistaram o troféu Prata (igual ou maior que 80 pontos), na categoria Cachaça de Alambique.
Uma novidade desta edição foi a criação de um diploma especial dedicado às unidades polo da Emater-MG para valorizar a regionalidade da bebida. O diploma foi recebido pelos três primeiros colocados dos polos Central, Sul e Matas de Minas, Leste, Nordeste, Norte e Cerrado. “Trazemos essa novidade para reconhecer e valorizar, dentro de cada polo, a excelência dessa bebida mineira. Também queremos mostrar as características das cachaças de cada região, seus terroirs”, comenta o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia.
O secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, destacou que o trabalho para a formalização e melhoria do setor tem sido contínuo. “Minas Gerais já é o segundo maior exportador de cachaça do Brasil, movimentando mais de US$ 1,9 milhão só com exportações. Isso é fruto de um trabalho sério de regularização dos alambiques, assistência aos produtores e pesquisa de excelência. E agora com a Lei n° 25.424, que dispõe sobre a inspeção e a fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana, vai desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana”, salientou o secretário.
Integração
Atuando de forma alinhada, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está implementando o Programa Estadual de Pesquisa em Cana de Açúcar e Cachaça de Alambique, que irá contemplar aspectos agronômicos, tecnológicos, ambientais e produtivos, com foco na qualidade, produtividade, sustentabilidade e valorização da cachaça de alambique mineira.
Durante a solenidade, também foi assinado o decreto que regulamenta a Lei nº 25.424, de 1º de agosto de 2025, que institui a inspeção e a fiscalização de produtos de origem vegetal no Estado de Minas Gerais. Um dos pontos de maior relevância é a capacidade operacional do IMA, que contará com mais de 80 fiscais dedicados às atividades de inspeção e fiscalização de produtos de origem vegetal. A cadeia produtiva da cachaça será diretamente beneficiada por essa regulamentação.
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