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Manejo preventivo para controle de doenças fúngicas na safra 2025/2026

A soja é pilar do agronegócio brasileiro, fundamental para exportações e geração de empregos, por isso, o controle eficiente das doenças fúngicas vai além do campo

Por: Redação Fonte: Ayrton Berger Neto*
19/08/2025 às 09h16
Manejo preventivo para controle de doenças fúngicas na safra 2025/2026
*Ayrton Berger Neto é fitopatologista e pesquisador da BW Agro Serviços.

O sojicultor brasileiro é hoje um dos mais eficientes do mundo — e os números comprovam. Na última safra, o país produziu quase 170 milhões de toneladas, 15% acima da anterior, em mais de 47 milhões de hectares cultivados. Esse resultado não foi acaso: reflete clima favorável, tecnologia de ponta e, sobretudo, planejamento antecipado — ponto que merece destaque neste momento de preparação para a safra 2025/2026.

O manejo estratégico contra as doenças fúngicas é decisivo para garantir produtividade e rentabilidade. Por isso, os produtores precisam alinhar agora suas decisões preventivas, considerando as condições climáticas e patológicas de cada região.

O cenário atual traz novidades em relação às últimas safras. No Sul, o inverno mais rigoroso pode reduzir o inóculo da ferrugem asiática — doença de maior impacto, capaz de comprometer mais de 50% da produtividade em casos severos. Já no Cerrado, a ocorrência de chuvas prolongadas altera a dinâmica dos patógenos, exigindo atenção redobrada.

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Não é apenas a ferrugem que preocupa. Outras doenças foliares, como mancha-alvo, cercospora e oídio, têm ganhado relevância e podem causar perdas superiores a 15%. Nesse contexto, a regionalização das estratégias se torna indispensável: práticas eficazes no Cerrado podem não resultar em bons resultados na Região Sul ou na Região de MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Outro desafio é a resistência dos patógenos a grupos químicos já amplamente utilizados. Por isso, ganham força os fungicidas multissítios — protetores, atualmente indispensáveis em programas de manejo de doenças foliares, pois atuam em diferentes processos metabólicos do fungo — e novas moléculas em desenvolvimento, peças-chave para o manejo integrado.

A colaboração entre a ciência e a indústria agrícola desempenha um papel cada vez mais central. Observa-se que empresas do setor, como a Sumitomo Chemical, têm direcionado investimentos para o desenvolvimento de soluções regionalizadas. Tais iniciativas visam otimizar a aplicação no campo e potencializar a produtividade. Essa abordagem frequentemente envolve a integração de novas técnicas e inovações em manejos estratégicos, com o propósito de fornecer informações e pesquisas aplicadas de maneira acessível aos produtores, sem adicionar complexidade excessiva às operações.

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A soja é pilar do agronegócio brasileiro, fundamental para exportações e geração de empregos. Por isso, o controle eficiente das doenças fúngicas vai além do campo: trata-se de segurança alimentar e econômica. Com informação de qualidade e manejo preventivo bem estruturado, o produtor assegura a produtividade e protege o futuro sustentável da sojicultura no país.

*Ayrton Berger Neto é fitopatologista e pesquisador da BW Agro Serviços.

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