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Receita na exportação de pescados do Paraná cresce mais de 4.600% em cinco anos

Esse aumento também se evidencia no volume, já que no primeiro quadrimestre de 2025 o Paraná registrou a exportação de 2,7 mil toneladas de peixes, um aumento de 1.300% em relação aos primeiros quatros meses de 2020, em que foram registradas 187 toneladas.

Por: Redação Fonte: AEN
22/05/2025 às 15h43
Receita na exportação de pescados do Paraná cresce mais de 4.600% em cinco anos
Receita na exportação de pescados do Paraná cresce mais de 4.600% em cinco anos Foto: Jonathan Campos/AEN

Nos primeiros quatro meses de 2020 a exportação de pescados no Paraná registrou um faturamento de US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025 a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos. Esse é um dos assuntos apresentados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 15 a 21 de maio, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Esse aumento também se evidencia no volume, já que no primeiro quadrimestre de 2025 o Paraná registrou a exportação de 2,7 mil toneladas de peixes, um aumento de 1.300% em relação aos primeiros quatros meses de 2020, em que foram registradas 187 toneladas. O volume exportado no primeiro quadrimestre de 2025 também tem destaque quando comparado ao mesmo período do ano passado, no qual se observou um aumento de 43%.

No âmbito nacional o Paraná também vem mostrando um espaço maior nas exportações de pescados nos últimos anos, já que em 2020 o Estado representava pouco mais de 1% das exportações do país – em 2024 a participação subiu para 11,8%.

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O analista do Deral, Edmar Gervásio, explica que o principal produto entre os pescados exportados pelo Paraná é a tilápia. “Corresponde a quase 90% de todo o volume que é exportado. E o principal mercado é o americano, que compra praticamente 90% de toda a nossa exportação”, afirma.

MILHO – A colheita da segunda safra de milho já começou no Paraná. Pouco mais de 16 mil dos 2,7 milhões de hectares dedicados à cultura já foram colhidos, com boas expectativas, apesar dos problemas climáticos. A tendência é que a colheita ganhe força entre junho e julho.

CEBOLA – O boletim destaca que ainda em maio é previsto que se inicie pelo menos 16% dos plantios da nova safra de cebola no Paraná, em uma área inicialmente projetada em 3,1 mil hectares e uma produção de 10 mil toneladas.

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2023 o Paraná respondeu por 6,3% da produção brasileira de cebolas. E para debater este assunto junto aos produtores da cultura do país será realizado, entre 27 e 29 de maio, o Seminário Nacional da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (Anace), em Uberlândia, Minas Gerais.

ARROZ – O Paraná tem uma participação discreta na cultura do arroz e deve colher neste ano 136 mil toneladas, uma produção 11% menor do potencial de 153 mil toneladas, que não foi atingido por conta das enchentes do Rio Ivaí, que prejudicaram as lavoras pelo segundo ano consecutivo.

Por outro lado, a oferta nacional maior tem puxado os preços para baixo, com a saca de arroz irrigado em casca no valor de R$ 99,33 na semana passada, uma queda de 38% em relação à média de maio de 2024, em que o valor encontrava-se em R$ 160,17. No varejo, o consumidor pagou, em abril deste ano, 5% menos no arroz agulhinha e 12% menos no arroz parboilizado quando comparado ao mesmo mês do ano passado, e a tendência é de uma retração ainda maior.

SUÍNOS – O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos, já que em 2016 ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.

FRANGO – Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (693,7 mil toneladas).

A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior (US$ 1,208 bilhão). Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada, que passou de US$ 1.741,45 em 2024 para US$ 1.855,35 em 2025, uma alta de 6,5%

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