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Carrapatos podem trazer danos à saúde de cavalos e prejuízo ao produtor

A babesiose é uma doença que afeta equinos, asininos e muares, transmitida por carrapatos Anocentor nitens e Amblyomma cajennensis. Causada por Babesia caballi e Theileria equi, a doença pode impedir que cavalos de esporte compitam. Sintomas incluem aumento da temperatura corporal. Produtores rurais devem estar atentos à prevenção da doença.

Por: Redação Fonte: Kamal El Achkar Filho,
12/05/2023 às 14h17
Carrapatos podem trazer danos à saúde de cavalos e prejuízo ao produtor
Carrapato-da-orelha-do-cavalo, Dermacentor nitens, é considerado o principal entre os carrapatos que parasitam cavalos. Foto autor

A babesiose dos equinos, também conhecida como piroplasmose ou nutaliose, é uma doença transmitida no Brasil por carrapatos do gênero Anocentor nitens e Amblyomma cajennensis, e causada pelos protozoários Babesia caballi e Theileria equi.

Essa doença acomete equinos, asininos e muares, e é transmitida através da picada de carrapatos, como também por agulhas contaminadas e transfusão de sangue.

Muitos cavalos de esporte são impedidos de competir por conta da babesiose equina. 

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A sintomatologia começa a se manifestar dentro de um período de 5 a 28 dias, e o primeiro sinal a aparecer, após o período de incubação, é o aumento da temperatura corporal, associado com apatia e a presença do parasito na circulação sanguínea.

Sinais clínicos

  • Febre; 
  • Icterícia (pele e mucosas amareladas); 
  • Anemia;
  • Anorexia; 
  • Hemoglobinúria (presença de hemoglobina na urina); 
  • Hepatomegalia (aumento do tamanho do fígado); 
  • Inchaço nas extremidades; 
  • Lacrimejamento;
  • Secreção nasal; 
  • Incoordenação motora; 
  • Desconforto abdominal. 

Ectoparasitas altamente efetivos são indicados ao combate do carrapato. Foto: Autor

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Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito a partir da realização de exame de sangue e avaliação dos sinais clínicos apresentados pelo animal. No hemograma, geralmente, são avaliados os seguintes parâmetros: contagem de eritrócitos, hematócritos e diferencial de leucócitos. 

Além do hemograma, existem outros testes laboratoriais, como o PCR (Reação de Cadeia em Polimerase), Babesia IgG e IgM e pesquisa de protozoários no sangue. 

Tratamento 

O tratamento e controle da babesiose equina são realizados com base no diagnóstico elaborado pelo médico-veterinário. 

Mundo Equino
Mundo Equino
A coluna Mundo Equino é escrita pelo médico veterinário Kamal El Achkar Filho, especialista em cuidados e tratamentos para cavalos, é um espaço dedicado aos apaixonados por equinos que desejam se aprofundar no universo equino. Com conteúdos atualizados sobre saúde, bem-estar, comportamento e treinamento de cavalos, a coluna oferece dicas valiosas para cuidar adequadamente dos animais e melhorar o desempenho em modalidades equestres.
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