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Tecnologia de inseminação artificial impulsiona pecuária no Brasil: A genética a serviço da produtividade de carne e leite

Inseminação artificial revoluciona a pecuária brasileira de carne e leite e democratiza acesso à genética superior. Isso permite aprimorar qualidade e produtividade de rebanhos de todos os tamanhos, além de oferecer benefícios aos consumidores com leite e carne de melhor qualidade e mais saudável.

Por: Redação
25/04/2023 às 10h41
Tecnologia de inseminação artificial impulsiona pecuária no Brasil: A genética a serviço da produtividade de carne e leite
Centrais de inseminação e biotecnologia têm papel crucial no processo de melhoria genética dos rebanhos, possibilitando a seleção dos melhores touros, sejam para pecuária de corte ou leite. Foto Toninho Anhaia

A pecuária brasileira tem passado por uma verdadeira revolução nos últimos anos, e grande parte desse avanço se deve à adoção da inseminação artificial. Antigamente, para garantir a reprodução dos animais, era preciso ter um touro na propriedade. Hoje, graças à tecnologia, isso é possível sem a presença física do macho. A inseminação artificial, que iniciou no século XVIII, só se tornou comum em bovinos de leite e corte no último século. Hoje, o Brasil é o principal país em inseminação artificial de corte e já tem importante representatividade na produção de leite.

A tecnologia democratiza a genética e permite que os produtores de todos os tamanhos tenham acesso a animais geneticamente superiores. De acordo com Cristiano Botelho, executivo da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o uso da inseminação artificial tem sido uma verdadeira revolução na pecuária, permitindo que os produtores aprimorem a qualidade e produtividade de seus rebanhos.

"Com o advento da inseminação artificial, principalmente, a gente democratizou essa genética. Então, tanto o pequeno produtor, com dez vaquinhas lá, ele pode contratar um veterinário, fazer um programa de atf, por exemplo, inseminar dos animais líderes de sumário, os animais geneticamente superiores e comprovados", diz Botelho.

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Sérgio Saud, diretor-executivo da Genex Brasil, destaca que um dos marcos dessa revolução foi a introdução da sincronização através do IATF, em 2010. Mas as centrais de inseminação artificial e a biotecnologia têm um papel fundamental nesse processo de melhoria genética dos rebanhos. "Omelhoramento genético é um dos menores custos de produção, representando menos de 2% dos insumos, e é o único insumo que permanece na propriedade por várias gerações.", afirma.

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Segundo Everaldo Rezende Carvalho, diretor da Alta Brasil, as centrais de biotecnologia de fusão de genética têm um papel crucial na difusão da melhor genética possível. No entanto, para que essa genética seja efetivamente utilizada, é necessário também melhorar a reprodução. "As centrais precisam entender o negócio de cada cliente e customizar soluções para eles, pois cada criador tem um problema específico e é necessário ter conhecimento para melhorar o negócio e assim, impulsionar a pecuária brasileira.", destaca.

O melhoramento genético é um dos menores custos de produção, representando menos de 2% dos insumos. Foto Toninho Anhaia

 

O diretor-geral da ABS Brasil, Márcio Nery Magalhães, salienta que o papel das centrais é a difusão da genética para entender as demandas de mercado, abrangendo tanto o criador quanto o consumidor. "As centrais devem selecionar os melhores animais e produzir o sêmen para distribuir pelo Brasil inteiro e também atender às exportações. Com isso vamos aprimorando o gado brasileiro, seja ele de corte ou leite.", acredita.

Para Mauro Beraldo, pecuarista de leite em São João Batista do Glória, Minas Gerais, a inseminação artificial foi fundamental para evoluir seu gado. "Foi o único meio que conseguiu evoluir o gado na qualidade do leite, produção e em genética. O gado que tenho hoje com a inseminação é completamente diferente do que eu tinha há 30 anos, evoluiu muito", afirma.

Já Ricardo Della Rocca, pecuarista de corte da Sino Agropecuária, conta que a inseminação artificial e a transferência de embriões permitiram dar um salto exponencial em termos de melhoramento genético na sua propriedade, especialmente na seleção da raça Nelore. "Antes da utilização dessas técnicas, tínhamos muita dificuldade em encontrar animais com a qualidade genética desejada para o nosso rebanho. Com a inseminação artificial, podemos escolher o sêmen dos melhores touros da raça Nelore do Brasil e do mundo, e com a transferência de embriões podemos obter bezerros de fêmeas superiores sem precisar esperar a gestação completa. Isso acelerou muito o processo de melhoramento genético na nossa propriedade e nos permitiu atingir resultados incríveis em um curto tempo", destaca.

Della Rocca também enfatiza que a utilização dessas tecnologias não só beneficia os produtores, mas também os consumidores, que podem desfrutar de carne de melhor qualidade e mais saudável. "Com a seleção genética, conseguimos animais com uma carcaça mais uniforme, com menos gordura e mais carne de qualidade, atendendo às demandas do mercado e garantindo a satisfação dos nossos clientes", afirma.

A inseminação artificial, que iniciou no século XVIII, só se tornou comum em bovinos de leite e corte no último século. Foto Toninho Anhaia

 

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