Terça, 04 de Agosto de 2020
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Pecuária Cadeia do Leite

Segunda audiência do fórum da cadeia leiteira chama atenção para o preço do alimento para produtores

Os participantes foram produtores de médio porte (até 5 mil litros) dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

14/07/2020 19h20
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Por: Redação Fonte: Redação
O representante do Paraná foi Roelof Hermannes. A propriedade dele é em Castro, nos Campos Gerais. Para ele, faltam recursos para a compra de medicamentos, investimento em infraestrutura laboratorial e em pesquisas no setor. Foto de Francisco Moreira.
O representante do Paraná foi Roelof Hermannes. A propriedade dele é em Castro, nos Campos Gerais. Para ele, faltam recursos para a compra de medicamentos, investimento em infraestrutura laboratorial e em pesquisas no setor. Foto de Francisco Moreira.

Principais entraves comerciais, de acesso à tecnologia e de custo de produção que limitam os avanços da pecuária de leite.” Esse foi o tema da segunda audiência virtual do Fórum Nacional de Incentivo da Cadeia Leiteira, iniciativa da deputada federal Aline Sleutjes, da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Subcomissão do Leite da Câmara. A reunião remota aconteceu na tarde desta segunda-feira, 13. Os participantes foram produtores de médio porte (até 5 mil litros) dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

 

A indústria láctea vem passando por dificuldades em função, por exemplo, do preço do alimento para os produtores, além de outros problemas agravados pelo fraco escoamento no mercado interno provocado pela pandemia do Coronavírus. E foi exatamente o valor do leite a principal demanda dos participantes.

 

“Negociar o leite e só saber quanto vamos receber, cerca de 30 dias depois, é muito difícil. Nosso planejamento é atrasado, pois nos baseamos nos ganhos de um mês atrás para organizar contas e outros gastos. Gostaríamos do cumprimento efetivo da Lei 12.669/2012 para que pudéssemos trabalhar com a definição antecipada desse valor, entre outras medidas previstas na lei. Enquanto atuamos como uma espécie de financiadores das indústrias que obtêm de nós a matéria-prima, arcamos com despesas pesadas”, citou José Carlos Araújo, que tem propriedade em Chapecó (SC) e está na atividade leiteira há mais de 10 anos.

 

 

O engenheiro agrônomo Geovando Vieira tem frente de trabalho no estado de Goiás. Para ele, a categoria de médios produtores necessita de investimentos em assistência técnica, de preferência dividida nas áreas de zootecnia e de gestão.

“Sei de casos de produtores que deixaram a atividade vendendo todo o rebanho, e após um plano de gerenciamento da propriedade e de cálculo de custos de produção retornaram para esse mercado”, disse Geovando, que citou, ainda, o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que trata sobre políticas de gestão e boas práticas agropecuárias.

 

Com atuação na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, Wander Bastos declarou que a sua é a quinta geração da família que trabalha na cadeia do leite. O médico veterinário também pontuou a questão da precificação como a demanda mais sensível da atividade.

 

“Estou otimista com a realização desse fórum e espero que, no final, o documento produzido e entregue para as autoridades se torne uma política pública que nos ajude nas soluções para a crise no setor”, declarou o produtor.

 

O representante de Minas Gerais foi Renato Laguardia. Ele pontuou, entre outras demandas, a necessidade de ampliação do acesso a linhas de crédito, melhora nas condições das estradas para o transporte do leite pelo caminhões, isenção de cobrança de PIS e Cofins dos insumos, e incentivo às exportações do leite.

 

“Além de ser um dos protagonistas no Agronegócio para a nossa economia, o leite é essencial para a saúde das pessoas. Precisamos de mais garantias para a manutenção de nossos negócios. Nossa profissão tem trabalho 365 dias, e requer dedicação de 24 horas”, afirmou Renato, que tem propriedade em Barbacena.

 

Jefferson Maciel, produtor do Rio Grande do Sul, levantou o debate sobre o uso de energias alternativas e mais baratas que a elétrica, como a fotovoltaica, para substituição em caso de interrupção no fornecimento. Segundo ele, quando ocorrem imprevistos e cortes, o campo não é priorizado para os reparos.

 

O representante do Paraná foi Roelof Hermannes. A propriedade dele é em Castro, nos Campos Gerais. Para ele, faltam recursos para a compra de medicamentos, investimento em infraestrutura laboratorial e em pesquisas no setor.

 

A reunião virtual contou com a participação do deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC). Ele destacou a importância da formulação de políticas públicas específicas para o setor leiteiro que foquem nas soluções. Mediadora do debate, a vice-líder do Governo na Câmara, Aline Sleutjes, ressaltou que 24% do valor da produção da pecuária é do leite, mas apenas 1% é exportado, o que representa um montante de 35 bilhões de litros.

 

“Vivemos situação atípica com a pandemia do Coronavírus que resultou no agravamento da crise no setor leiteiro. Escolas e restaurantes interromperam os trabalhos em função das medidas de isolamento social, e a população, no primeiro momento, ficou com medo de desabastecimento e resolveu estocar produtos em casa, o que diminuiu as vendas de alguns alimentos, entre eles o leite. Mas, nosso objetivo é pensar em soluções, e uma delas é incentivar o consumo do leite no mercado interno, e não pensar no leite somente na forma in natura, e sim em toda a cadeia fomentada pela matéria-prima. O Governo Federal também está atento a essa demanda, e destinou, via Ministério da Cidadania, R$ 130 milhões à Produção e ao Consumo de Leite para apoiar principalmente os pequenos pecuaristas”, explicou Aline Sleutjes.

 

No final da audiência, os participantes fizeram o chamado ‘Desafio do Leite’, em que todos beberam um copo de leite para incentivar o consumo do alimento. A próxima reunião virtual do fórum está marcada para o dia 20 de julho, com a participação de grandes produtores (acima de 5 mil litros). Com assessoria.

Caso tenha perdido a live acompanhe aqui.

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