Sábado, 11 de Julho de 2020
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Pecuária Gestão

Conhecer os números da fazenda é a chave para o sucesso na reposição do rebanho

Dados sobre o tema foram apresentados pelo analista de mercado, Rodrigo Albuquerque na segunda live promovida pela Connan

30/06/2020 15h29 Atualizada há 5 dias
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Por: Redação Fonte: Redação
O pecuarista deve olhar para o seu negócio e passar a usar melhor os recursos e as tecnologias que já são aplicadas nele.
O pecuarista deve olhar para o seu negócio e passar a usar melhor os recursos e as tecnologias que já são aplicadas nele.

Informações importantes para a tomada de decisão quanto à reposição do rebanho foram apresentadas durante a segunda live promovida pela Connan, na noite de 23 de junho. O encontro contou novamente com a presença do médico-veterinário e analista do mercado do boi gordo, Rodrigo Albuquerque, que teve a companhia do diretor global de marketing da divisão de bovinos da Phibro Animal Health, Danilo Grandini.

“Estamos vivenciando um momento único e muito importante para toda a sociedade. Estamos há 120 dias em isolamento social, com muitas incertezas econômicas e políticas, mas neste período a pecuária se manteve firme e com o horizonte positivo. Esses encontros são muito importantes para que os produtores tenham dados mais assertivos nos momentos de tomada de decisão”, destacou o gerente Comercial da Connan, Fernando Penteado Cardoso Neto.

Albuquerque começou sua apresentação analisando a dinâmica da valorização do movimento de reposição, olhando os números do indicador de bezerros, que mostra uma alta considerável desde a desmama de 2017. “Gosto muito de analisar a relação de quantas arrobas de boi preciso para comprar um bezerro. Essa relação é bacana, pois reflete a maioria dos pecuaristas que vende um boi para comprar um ‘novo’ animal”, explicou Albuquerque.

Segundo o analista, o pico histórico dessa relação foi em 2015, quando era preciso [email protected] Hoje a estimativa é de 9,[email protected], ou seja, o segundo maior nível. “É fato que subiu, que está aquecida. A realidade é que estamos rifando nossos bezerros do futuro em virtude do alto volume de abate de fêmeas jovens. Esse movimento foi muito grande em 2019, quando assistimos uma disputa da fêmea entre a produção de carne e a reprodução. Estamos assistindo a duas demandas aquecidas, o que gera uma inflação grande nos preços de mercado”, explanou o analista.

Neste cenário, o pecuarista deve olhar para o seu negócio e passar a usar melhor os recursos e as tecnologias que já são aplicadas nele. “Deve-se conhecer muito mais sobre a gestão produtiva e financeira da propriedade. Temos que passar a nos dedicar a entender melhor e definir exatamente o dia que o bezerro vai sair da sua fazenda terminado e qual o seu preço de venda. É importante determinar qual a previsão de custo de entrega deste animal”, acrescentou.

Gestão produtiva e financeira

O analista apresentou alguns pontos importantes para que o recriador tenha mais assertividade em suas decisões e encare com mais tranquilidade os desafios impostos com a valorização do bezerro.

O primeiro deles é saber qual a curva de lotação de cada um dos pastos da fazenda. Com esses dados, o pecuarista deve analisar sua realidade e construir a curva de lotação para os próximos 12 meses. “Tendo essa definição é possível saber exatamente quantos animais o pasto comporta. Este é o primeiro ponto para resolver a equação do bezerro valorizado”, afirmou Albuquerque.

Outro fator importante é desenvolver uma planilha indicando as categorias presentes no seu rebanho e determinar, para o período de um ano, quantos gramas de ganho de peso os animais devem apresentar mensalmente. “Para isso é importante desenhar um plano anual de nutrição, que indicará como deve ser feito o manejo dos suplementos para que possa chegar ao ganho esperado no tempo determinado”, completou o analista.

Olhando para a gestão financeira, o pecuarista deve ter em mente todos os custos fixos da propriedade (mão de obra, manutenção, administração etc.), que devem ser diluídos pelas cabeças de gado que serão acomodadas na fazenda. “Isso precisa estar claro na cabeça do criador. Com base na taxa de lotação, no custo fixo da propriedade e no plano anual de nutrição é possível determinar o valor de venda da arroba do boi, que cobrirá os gastos de produção e garantirá lucratividade à atividade”, ressaltou.

Ao final, Albuquerque enfatizou a importância de conhecer os números e a realidade da fazenda, destacando que não existe uma fórmula única a ser seguida. “A solução é individual. O pecuarista deve ser íntimo de seus números, pois somente com a análise deles conseguirá decidir qual o melhor caminho a seguir”, finalizou. Com Assessoria.

Os interessados em assistir as duas lives promovidas pela Connan podem acessar o canal da empresa. 

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