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Floresta INCÊNDIO FLORESTAL

Detector de incêndio florestal pode ser primordial para evitar grandes queimadas

Sensor desenvolvido por startup pode ajudar a evitar queimadas e prejuízos para o meio ambiente

20/09/2022 às 16h20
Por: Redação
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O detector pode ser programado para conseguir detectar os incêndios florestais durante os estágios iniciais, mesmo durante a fase de combustão lenta, nos primeiros minutos, e monitora o microclima, medindo temperatura, umidade e pressão do ar.
O detector pode ser programado para conseguir detectar os incêndios florestais durante os estágios iniciais, mesmo durante a fase de combustão lenta, nos primeiros minutos, e monitora o microclima, medindo temperatura, umidade e pressão do ar.

Entre os anos de 1985 e 2020, o Brasil sofreu com queimadas de proporções gigantes, 1 milhão e 600 mil km², representando 20% da área territorial total. Dentro desta porcentagem, 65% dos incêndios aconteceram nos estados de Mato Grosso, Tocantins e Pará, segundo o Projeto MaspBiomas, divulgado em agosto de 2021.
 

A pesquisa ainda aponta que apesar dos biomas Cerrado e Amazônia terem representado 85% das áreas queimadas, o Pantanal foi o que mais sofreu, tendo 57% do território queimado pelo menos uma vez, no mesmo período.
 

Pedro Curcio, fundador da iNeeds, ressalta que devido os incêndios acontecerem frequentemente, sejam eles naturais, como a queda de um raio, ou para limpeza de pastos, é extremamente importante tomar iniciativas para que o fogo não se espalhe. Curcio explica que atualmente já existem sensores que podem detectar queimadas florestais, como o caso do DIF, Detector de Incêndios Florestais Ineeds.

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"O detector pode ser programado para conseguir detectar os incêndios florestais durante os estágios iniciais, mesmo durante a fase de combustão lenta, nos primeiros minutos, e monitora o microclima, medindo temperatura, umidade e pressão do ar. O sensor combina a detecção de qualidade do ar e detecção de gás, ele detecta, fogo, monóxido de carbono e outros gases no nível de ppm com inteligência artificial integrada para detectar um incêndio de forma confiável e evitar falsos positivos." 

 

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Apesar de 60% dos focos dos incêndios terem acontecido em propriedades privadas, onde há redes de energia, muitas florestas ficam afastadas dos centros urbanos, e o sensor pode ser fundamental nestes casos, pois usa plataformas de comunicação IoT para transmissão de dados sem fio e pode funcionar sem manutenção por anos utilizando inclusive energia limpa, através de painel solar. 

“O sensor também pode ser utilizado como sistema de segurança dos mananciais, ajudando a evitar queimadas criminosas, assim como nas propriedades particulares”, afirma o CTO da Ineeds, Luiz Sourient. 

 

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As queimadas trazem grandes prejuízos para o meio ambiente, afetando o ar, solo, água e provocando a morte de milhares de animais, podendo levar em torno de 50 anos para se regenerar, como o incêndio que acometeu o Pantanal em 2020, segundo Cátia Nunes de Cunha, Professora e pesquisadora associada do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Universidade Federal de Mato Grosso (PPG-ECB/IB-UFMT).

 

Sobre a iNeeds

iNeeds é uma startup fundada em 2020 especializada em tecnologia para smart cities. Em seu portfólio de dispositivos para cidades conta com Bueiro Inteligente, Monitoramento de Ruído, Escolta Eletrônica, Barragem Inteligente, Cancela Eletrônica e Sensor de Pedras em Encostas que ajudou a cidade de Petrópolis a monitorar deslizamentos salvando centenas de vidas.

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